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Vermelhidão, sensibilidade e inchaço: qualquer pessoa pode fazer as unhas?

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Especialista esclarece técnicas para a cutilagem que evitam inflamações e ferimentos, principalmente para pessoas com maior sensibilidade cutânea

A sensação de ver as unhas feitas é o ponto central do autocuidado, mas basta surgir um leve inchaço ou vermelhidão ao redor da cutícula para que surja a dúvida: ainda é seguro fazer a manicure? A preocupação é comum, especialmente entre quem já teve pequenos cortes durante o procedimento ou apresenta pele mais delicada. A boa notícia é que o cuidado com a região continua sendo possível, desde que a preparação e o procedimento sejam realizados da maneira correta.

“Cada etapa da cutilagem influencia diretamente na saúde da unha”, explica Marina Groke, diretora da Unhas Cariocas, considerada a maior rede de esmalterias do mundo segundo a Associação Brasileira de Franchising. “A cutícula exerce uma função importante de proteção. Ela sela a região entre a pele e a lâmina ungueal, impedindo a entrada de microrganismos. Quando essa pele sofre cortes frequentes ou remoções agressivas, a proteção natural da unha fica comprometida”, afirma.

Entre os problemas mais recorrentes durante a manicure estão os chamados “bifes”, pequenos cortes que aparecem na região da cutícula e que costumam causar ardência, sensibilidade e inflamações. Apesar de serem comuns, esses ferimentos indicam que o procedimento não foi executado da forma mais adequada. Na maior parte das vezes, os cortes surgem quando a cutícula não recebe preparo suficiente antes da utilização do alicate.

Segundo Marina, o comportamento da pele nessa região está diretamente ligado à maneira como ela é manipulada. “Quando a cutícula está ressecada ou rígida, o alicate não encontra a flexibilidade necessária para realizar um corte preciso. Nesse cenário, o instrumento acaba repuxando a pele, criando pequenas fissuras que evoluem para os chamados bifes”, explica. O impacto vai além do desconforto momentâneo, uma vez que o trauma repetitivo também interfere na forma como a cutícula passa a crescer.

“Existe uma resposta natural do organismo a esse tipo de agressão. Quando a cutícula é removida de forma excessiva, o corpo entende que precisa reforçar a proteção da matriz ungueal. Como consequência, a pele tende a crescer mais espessa e resistente, o que leva a remoções cada vez mais agressivas”, observa a especialista.

Esse ciclo de remoção exagerada não apenas aumenta a sensibilidade da região como também compromete a função protetora da cutícula. Sem essa barreira, a unha fica mais vulnerável à ação de fungos e bactérias. Em ambientes onde os instrumentos não passam por processos adequados de higienização, o risco de contaminação se torna ainda maior.

Diante dessa realidade, o setor de beleza tem passado por uma mudança importante: a busca por técnicas que preservem a integridade da cutícula sem deixar de lado o acabamento estético. A partir dessa premissa, a rede Unhas Cariocas, por exemplo, desenvolveu um método próprio de cutilagem, voltado para uma abordagem mais cuidadosa e menos invasiva: a Técnica Emolieta.

O método parte de um princípio simples, mas muitas vezes negligenciado na manicure tradicional: a preparação adequada da cutícula. Antes de qualquer remoção, um emoliente específico é aplicado para hidratar e amolecer a pele ao redor da unha. Esse produto age dissolvendo as peles mortas e aumentando a maleabilidade da região, o que torna o processo de remoção muito mais suave. “Quando a pele está devidamente amolecida, ela se desprende da lâmina ungueal com muito mais facilidade. Isso permite que a remoção seja feita com precisão, sem necessidade de pressão ou cortes profundos”, completa Marina.

Após essa etapa, entra em cena a cureta, projetada justamente para soltar o excesso de pele da superfície da unha. Diferentemente do alicate, que realiza cortes, a cureta trabalha separando delicadamente as peles mortas que já estão soltas. Segundo a diretora, a ferramenta permite uma remoção extremamente controlada, atuando apenas no que realmente precisa ser retirado, preservando a pele saudável ao redor da unha.

Com a região já preparada e as peles desprendidas, o alicate aparece apenas para ajustes finais, quando necessário, reduzindo significativamente o risco de cortes. Esse cuidado ganha ainda mais importância em pessoas com maior sensibilidade cutânea. Idosos, indivíduos com pele mais fina e pacientes em tratamento oncológico costumam apresentar uma região de cutícula mais delicada, exigindo maior cautela durante a esmaltação.

De acordo com Marina, a técnica adequada permite que esses públicos mantenham a rotina de cuidados com as unhas sem riscos. “Todos podem fazer as unhas. O que precisa existir é uma adaptação da técnica à condição da pele. Métodos que reduzem o uso do alicate e priorizam o preparo da cutícula tornam o procedimento muito mais seguro para quem apresenta maior sensibilidade”, afirma.

A especialista também destaca a importância de escolher locais confiáveis para realizar a manicure. Salões que seguem protocolos rigorosos de higiene e esterilização oferecem maior segurança ao cliente. Alicates bem afiados, instrumentos devidamente esterilizados e profissionais treinados são fatores determinantes para evitar ferimentos e contaminações.

Sobre a Unhas Cariocas

Considerada pela ABF (Associação Brasileira de Franchising) como a maior franquia de esmalteria do mundo, a Unhas Cariocas preza pela proteção e biossegurança dos clientes, com profissionais parceiras treinadas para um atendimento padronizado, com rapidez e qualidade. Com a técnica exclusiva para remoção da cutícula, que minimiza o uso do alicate sem comprometer o resultado, as unhas são feitas, em média, em 30 minutos. A rede possui mais de 100 unidades em todo o país e recebeu, por dois anos consecutivos, o selo de excelência da ABF. É possível investir a partir de R$130 mil, com faturamento médio estimado em torno de R$80 mil e o prazo de retorno entre 12 a 24 meses.


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