Cinto é acessório discreto que pode se tornar vilão em vez de aliado se não for bem utilizado
Quando bem escolhido, contribui para a harmonia do conjunto; quando exagerado ou mal combinado, pode quebrar a elegância da produção
O cinto é um dos acessórios mais tradicionais do guarda-roupa masculino. Entretanto, sem uma orientação especializada, o item pode se transformar num vilão, em vez de um aliado na composição do visual. Embora sua função original tenha sido para manter a calça ajustada à cintura, o cinto também hoje tem papel importante estético. Quando bem escolhido, contribui para a harmonia do conjunto; quando exagerado ou mal combinado, pode quebrar a elegância da produção. Essa é a avaliação do consultor de moda Vinícius Pamplona, sócio da Flávio Pamplona Alfaiataria.
De acordo com o especialista, um dos erros mais comuns está na escolha de modelos chamativos. “É preciso evitar cintos com logomarcas grandes ou fivelas muito extravagantes. O acessório não foi criado para ser o centro das atenções, mas, sim, para complementar o visual com discrição e funcionalidade, principalmente em produções formais ou profissionais”, ressalta Vinicius. A harmonia com o restante do look é outro ponto fundamental. Na moda masculina clássica, a orientação é que o cinto dialogue com os demais elementos da produção, especialmente com os acessórios. “O objetivo é manter um visual equilibrado, no qual cada peça se conecta de forma coerente e elegante, evitando contrastes desnecessários.”
Entre as regras mais conhecidas do estilo masculino está a combinação entre cinto e sapato. “Em trajes formais, recomenda-se que ambos tenham a mesma cor ou tons muito próximos: sapato preto com cinto preto e sapato marrom com cinto marrom, por exemplo, criando um visual mais coeso e sofisticado. Essa coordenação de cores é considerada uma das bases da elegância no vestuário masculino”, afirma o consultor de moda. Os cintos coloridos também podem aparecer no guarda-roupa, mas pedem moderação. “Em produções casuais, modelos em cores diferentes podem acrescentar personalidade ao visual, desde que estejam alinhados com o estilo da roupa e da ocasião. Quanto mais formal for o traje, maior deve ser a discrição do acessório”, ressalta.
Por outro lado, a moda contemporânea também abre espaço para novas interpretações. Em alguns casos, especialmente na alfaiataria moderna, o visual sem cinto tem ganhado espaço. “Calças sob medida ou bem ajustadas podem dispensar o acessório, criando uma estética mais minimalista e atual, tendência cada vez mais presente em produções masculinas elegantes. Mas, é preciso orientação especializada para que o figurino corresponda à ocasião e à personalidade”, avalia Vinicius Pamplona.
Vinicius afirma que, hoje em dia, o cinto se transformou num acessório totalmente estético. “Antes, não havia os diferentes ajustes da calça, então as pessoas precisavam do cinto para ajustar a calça. Hoje, com os figurinos sob medida e em diversos tamanhos, o cinto se tornou um coadjuvante estético. Então, é por isso que se faz importante pensar nele como um aliado do look, tendo o cuidado de usá-lo com discrição e harmonia”, completa o consultor.
Flávio Pamplona Alfaiataria
Referência em elegância, em trajes masculinos modernos e contemporâneos, Flávio Pamplona se transformou em alfaiate depois que foi ajudar o sogro, em 2002, na antiga Alfaiataria Central, criada quase cinco décadas atrás. Em 2006, ele comprou e assumiu o negócio, alçando a marca que leva seu nome no maior sinônimo de moda masculina em Londrina e Maringá, em toda a região Norte e Noroeste do Paraná e, também, em capitais como São Paulo. Flávio Pamplona Alfaiataria é destaque em casamentos, festas e eventos, além de figurinos corporativos e para o dia a dia.
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