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Cinco mulheres para acompanhar no Direito em 2026

  • Terça, 03 Março 2026 18:17
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Roberto Magalhães
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Apesar de representarem 51% da advocacia, mulheres ocupam apenas 37% das posições de liderança; conheça as profissionais que vêm ampliando os horizontes do Direito no país

Embora as mulheres sejam 51% da advocacia no Brasil, segundo dados do Conselho Federal da OAB (2024), o topo da carreira segue majoritariamente masculino. Um levantamento da International Bar Association (IBA), da iniciativa 50:50 até 2030, indica apenas 37% de participação feminina nas posições sêniores de liderança, proporção que, mantido o ritmo atual, levará à paridade apenas por volta de 2030. Nesse cenário, cinco profissionais despontam como nomes para acompanhar em 2026, ao expandir o alcance do Direito para além da sala de audiência e influenciar agendas centrais como inovação, diversidade e impacto social.

1. Amanda Baliza: inclusão e representatividade como pilares do Direito

A atuação de Amanda Baliza redefine o acesso à Justiça para a população LGBTQIA+. Seu impacto se materializa no Provimento da Diversidade, norma que garante prerrogativas, segurança e dignidade para profissionais que, por décadas, foram alvo de discriminação. Presidente da Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da OAB Nacional, Amanda enfrenta e transforma estruturas que historicamente excluíram pessoas trans no ambiente jurídico. Depois de viver transfobia e demissão durante sua transição, reconstruiu sua carreira e se tornou uma das vozes mais importantes da advocacia LGBTQIA+ no país. “O Direito deve ser um instrumento de cidadania real”, afirma.

2. Christel H. Moreno: a democratização da linguagem jurídica

Christel Hupfeld Moreno tem transformado o ecossistema de tecnologia ao converter a linguagem jurídica em ponte, não barreira. Seu impacto está em permitir que empreendedores tomem decisões informadas, investidores reduzam riscos e mulheres latino-americanas ocupem espaços historicamente bloqueados no setor de inovação e venture capital. Como cofundadora do Women in Tech/VC LatAm, impulsiona agendas reais de inclusão. Sócia da Gunderson Dettmer, referência global em Direito da inovação e venture capital, possui mestrado pela Columbia University e trajetória internacional robusta. Para ela, “o Direito deixou de ser obstáculo; nosso papel agora é ser parceiro estratégico, falar uma linguagem que gere entendimento, não medo”.

3. Lucineia Santos: educação jurídica antirracista e libertadora

O impacto de Lucineia Santos está na formação de uma nova geração de juristas negros e na transformação das próprias instituições de ensino. Sua atuação fortalece políticas antirracistas, amplia representatividade e muda a forma como o Direito compreende desigualdades raciais. Advogada e professora da PUC-SP, é uma das principais referências em educação jurídica antirracista e Direitos Humanos. Doutora pela PUC-SP, coordena a Clínica de Direitos Humanos das Relações Raciais e inspira estudantes a ocuparem espaços historicamente negados. Foi cotada para o STF em 2023 e atua como conselheira da Fundação Padre Anchieta. “Quando uma mulher negra ensina Direito, o próprio Direito se transforma”, afirma.

4. Olívia Bonan: o Direito como linguagem da cultura

Olívia Bonan vem ampliando o acesso de artistas, museus e produtores culturais a um Direito mais claro, sensível e aplicável à vida real. Seu impacto está em traduzir regras complexas em liberdade criativa e segurança jurídica para o setor cultural brasileiro. Advogada e pesquisadora, é uma das principais vozes na intersecção entre Direito, arte e cultura no país. Graduada e pós-graduada pela USP, com passagens por Yale Law School e Universidade Nova de Lisboa, lidera a área de Artes no Borges Sales & Alem Advogados, assessorando instituições como MAM São Paulo e Instituto Tomie Ohtake. “Transformar o Direito é torná-lo compreensível e útil para quem está na ponta”, afirma.

5. Patrícia Carvalho: a tecnologia como ferramenta para desafogar o Judiciário

O trabalho de Patrícia Carvalho vem redefinindo o contencioso brasileiro ao substituir a lógica reativa pela antecipação inteligente de disputas. Sua atuação ajuda empresas a reduzirem custos bilionários com litigância em massa e devolve eficiência a um Judiciário historicamente sobrecarregado. Cofundadora de duas legaltechs e uma das vozes mais inquietas da transformação jurídica no Brasil, Patrícia lidera a DeltaAI, onde aplica inteligência artificial para prever conflitos, reduzir desperdício e criar sistemas mais humanizados. Antes de empreender, atuou em posições estratégicas em Bitso, Uber, CargoX e Twitter. Sua visão é clara: “O Direito brasileiro não precisa de mais papéis, ele precisa de previsibilidade. A tecnologia não substitui pessoas, ela liberta talento humano para resolver o que importa”.

De acordo com dados da OAB Nacional, as mulheres já representam 51% dos profissionais inscritos no país. Mas o protagonismo feminino no Direito ainda está em construção, especialmente em áreas de liderança, tecnologia e inovação. Essas cinco trajetórias mostram um novo capítulo: o da advocacia que une propósito e transformação social. Segundo Patrícia Carvalho, CEO da DeltaAI, “o Direito está deixando de ser um campo técnico e distante. Hoje, ele se reconecta à sociedade, guiado por valores de empatia, diversidade e eficiência. É essa combinação que realmente muda as estruturas”, conclui.

Sobre a DeltaAI

A DeltaAI é uma legaltech comprometida com o desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial para transformar a maneira como as empresas lidam com riscos jurídicos. Grandes volumes de dados são analisados para identificar padrões de insatisfação, prever disputas e sugerir ações preventivas, permitindo que conflitos entre empresas e clientes sejam resolvidos antes de chegarem aos tribunais.

 


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