5 curiosidades que você (provavelmente) não sabia sobre o Carnaval brasileiro
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Mateus Decker
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Da Praça Onze ao samba moderno, a festa revela fatos históricos que marcaram a cultura popular no Brasil; professor de História explica
Uma das maiores manifestações populares do país, o Carnaval brasileiro é resultado de um longo processo histórico marcado por disputas culturais, transformações sociais e organização progressiva da festa ao longo do século 20. Muito além da celebração que hoje movimenta milhões de pessoas, a folia passou por fases de improviso, repressão e institucionalização até se consolidar como símbolo da identidade nacional.
Parte importante dessa trajetória está ligada ao surgimento e à estruturação das escolas de samba, que transformaram manifestações populares em um espetáculo organizado, com regras, julgamento e reconhecimento público. “O Carnaval brasileiro não pode ser entendido apenas como festa. Ele reflete disputas sociais, transformações urbanas e processos de organização da cultura popular ao longo do tempo, especialmente nas grandes cidades”, afirma Mário Marcondes, professor de História da Plataforma Professor Ferretto.
Pensando nisso, o docente reuniu 5 curiosidades históricas que ajudam a explicar como o Carnaval brasileiro se transformou ao longo do tempo:
O 1º desfile oficial das escolas de samba aconteceu em 1932
Em 1932, foi realizado o primeiro desfile oficial de escolas de samba do Brasil, na Praça Onze, no Rio de Janeiro. A disputa foi organizada pelo jornal “Mundo Sportivo”, em um período em que veículos de imprensa tinham papel central na promoção de competições carnavalescas entre blocos, ranchos e outras agremiações populares. A Estação Primeira de Mangueira foi a grande vencedora desse primeiro desfile.
“O desfile de 1932 representa um ponto de virada na história do Carnaval, porque inaugurou um modelo competitivo e organizado, deu visibilidade às escolas de samba e estabeleceu critérios que estruturaram a festa sem apagar suas raízes populares”, explica Marcondes.
O governo brasileiro tentou mudar o Carnaval para junho
Em 1892, o governo tentou transferir o Carnaval para o mês de junho, sob a justificativa de que o clima mais ameno tornaria a celebração mais agradável. A proposta não foi bem recebida pela população, e a tradição de festejar antes da Quaresma se manteve. Naquele ano, houve registros de comemorações tanto na data tradicional quanto na sugerida pelas autoridades.
“Essa tentativa de mudança deixa claro como o Carnaval sempre teve grande força cultural e social. Mesmo com pressão do poder público, a população manteve suas tradições e mostrou que a festa não poderia ser simplesmente deslocada no calendário”, analisa o docente.
O samba já foi marginalizado e alvo de repressão
Hoje reconhecido como símbolo nacional, o samba já foi tratado como prática marginal. No início do século 20, rodas de samba eram frequentemente reprimidas, e instrumentos de percussão chegaram a ser associados à desordem e à criminalidade.
“O samba enfrentou décadas de desconfiança e perseguição, mas a resistência de músicos e foliões transformou esse ritmo em patrimônio cultural do país. É um exemplo de como a cultura popular se impõe e se mantém viva mesmo diante da repressão”, comenta o professor.
Nem sempre as escolas de samba desfilaram com enredo definido
Nos primeiros desfiles, as escolas de samba não apresentavam enredos estruturados. A atenção estava voltada à música, às fantasias e à evolução dos integrantes. A adoção de narrativas temáticas ocorreu gradualmente, contribuindo para transformar os desfiles em espetáculos complexos e multifacetados.
“A introdução do enredo permitiu que os desfiles contassem histórias, homenageassem tradições e discutissem temas culturais ou sociais. Isso mudou completamente a experiência do público e o significado do Carnaval”, observa Mário.
O entrudo, prática que antecedeu o Carnaval, foi alvo de proibições
Antes do Carnaval moderno, celebrações populares como o entrudo marcaram a folia no Brasil colonial e no século 19. Consideradas excessivas pelas autoridades, essas práticas chegaram a ser proibidas por normas municipais, o que contribuiu para a reorganização da festa em formatos mais estruturados.
“As proibições ao entrudo não encerraram a folia, pelo contrário, elas impulsionaram mudanças que ajudaram a consolidar o Carnaval moderno, mostrando que a festa é resiliente e capaz de se reinventar mantendo seu caráter popular”, conclui.
O Carnaval brasileiro atravessa séculos de história, resistência e reinvenção. Entre festas, desafios e mudanças, a folia continua a mostrar a força da cultura popular e o jeito do brasileiro de celebrar, criando identidade, memória e tradição a cada edição.
Sobre a Plataforma Professor Ferretto
Com um time de 12 professores e mais de 130 mil alunos ativos, a plataforma oferece conteúdos para o Enem e principais vestibulares do Brasil. As aulas são online, organizadas em cronogramas personalizados, com recursos didáticos de alto nível. A diversidade regional dos professores é parte essencial da proposta: cada um traz sua história, sua cultura e seu sotaque para fortalecer o vínculo com os estudantes.
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