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Ana Ferrari é única sul-americana selecionada para Forever Is Now 2025 nas Pirâmides de Gizé

  • Quinta, 06 Novembro 2025 18:01
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Claudia Kucharsky
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Instalação "Vento", de Ana Ferrari, é composta por 21 flautas de alumínio polido dispostas em formação espiral – Crédito: Gerardo Pineda

Instalação sonora que transforma vento em melodia marca presença brasileira em exposição organizada pela organizada pela Art D'Égypte que acontece durante abertura do Grand Egyptian Museum

Imagine estar diante das Pirâmides de Gizé e, de repente, o vento começar a cantar. Não é magia...é arte. E tem assinatura brasileira.

Ana Ferrari está prestes a escrever um capítulo inédito na história da arte contemporânea brasileira. A artista paulista foi selecionada como única representante sul-americana para integrar um clube seleto: os dez artistas escolhidos para a quinta edição da Forever Is Now, exposição que acontece entre 11 de novembro e 7 de dezembro de 2025 e planta obras de arte contemporânea no cenário mais improvável e impressionante possível - as areias egípcias que guardam 4.500 anos de história.

O anúncio, feito no Cairo em 1º de outubro, posiciona Ana ao lado de apenas outros nove artistas internacionais - como Michelangelo Pistoletto, ícone da Arte Povera e indicado ao Nobel da Paz 2025 - vindos de países como Itália, Portugal, França, Estados Unidos e Coreia do Sul.

Quando o vento ganha voz

Para o deserto egípcio, Ana leva "Vento", instalação que captura algo que normalmente escapa aos nossos olhos: a energia invisível do ar em movimento. São 21 flautas gigantes de alumínio polido, com alturas entre 2,5 e 5 metros, dispostas em formação espiral. Quando as brisas atravessam essas estruturas, cada uma afinada em nota diferente, criam uma melodia única comandada apenas pela natureza.

O alumínio espelhado reflete o entorno - pirâmides, deserto, visitantes -, criando um jogo visual onde a obra se integra completamente à paisagem milenar. Cada nota foi gravada a laser nas câmaras de ressonância das flautas, resultado de estudos profundos em cimática, ciência que revela os padrões visuais criados por vibrações sonoras.

"A obra dialoga diretamente com a reverência egípcia antiga ao som e à frequência...como se a natureza finalmente tivesse seus próprios instrumentos", explica Ana, referindo-se aos mistérios acústicos que as próprias pirâmides guardam há milênios.

Arte nômade com propósito

"Vento" possui um espírito itinerante que amplifica sua mensagem pelo mundo. Após o período no Egito, a obra seguirá para o Arpoador, no Rio de Janeiro, onde será instalada no icônico Parque Garota de Ipanema em março de 2026 - o primeiro projeto artístico de longo prazo permitido neste espaço emblemático desde que Tom Jobim um dia apresentou "Garota de Ipanema" ao piano.

A escolha do Arpoador não é arbitrária: localizado entre as praias do Arpoador e do Diabo, o local permite captar a intensidade das correntes de ventos cruzados, transformando-os num momento único. Com previsão de permanência entre seis meses e dois anos, estima-se que a instalação alcance um público de 360 mil pessoas apenas nesta segunda etapa.

Uma trajetória de conexões globais, arte, ciência e natureza

A seleção para a Forever Is Now coroa uma trajetória que vem se construindo na intersecção entre arte, ciência e espiritualidade. Ana Ferrari trabalha com uma premissa clara: transformar o invisível em visível. Suas pesquisas investigam animismo, sistemas cristalinos e cimática, explorando as frequências e campos magnéticos que conectam todos os seres e permeiam a natureza, construindo pontes entre o tangível e o intangível por meio de experiências sensoriais imersivas.

Sua carreira inclui exposições na Galeria Nara Roesler (São Paulo, 2018), no museu A CASA (2019), no ArtDot durante a Art Basel Miami (2021 e 2023) e na exposição paralela da Bienal de Veneza (2022), além do Museum of Arts and Design em Nova York (2023). Por dois anos, atuou como Diretora Criativa e Curadora Cultural do complexo City of Arts no México, que inclui o museu SFERIK, onde desenvolveu projetos colaborativos com artistas renomados como Tomaz Saraceno, Azuma Makoto, Henrique Oliveira e Maurizio Montalti.

Multidisciplinar, sua jornada por cinco continentes investigando origens culturais e cosmovisões enriquece um trabalho que transita entre esculturas, instalações monumentais e joalheria, utilizando metais nobres como ouro, prata, latão, alumínio e aço, além de vidro, cristais, pedras e madeira. Materiais que, em suas mãos, refletem a energia intrínseca e a beleza da natureza em ressonância com suas pesquisas científicas e espirituais.

Momento histórico para a arte

A participação de Ana Ferrari ganha ainda mais relevância por acontecer durante os eventos de abertura oficial do Grand Egyptian Museum, projeto aguardado há décadas que se tornará o maior museu do mundo dedicado ao Egito Antigo, com 100 mil artefatos em exposição. E a Forever Is Now, organizada pela Art D'Égypte - fundada por Nadine Abdel Ghaffar - e Culturvator, posiciona-se como ponte entre o patrimônio ancestral egípcio e a arte contemporânea global, explorando temas de imortalidade, transcendência e criatividade humana.

“Vento reforça a conexão com a natureza e destaca a energia invisível que molda nossa vida", resume Ana sobre sua instalação, uma meditação poética sobre forças invisíveis que, assim como as pirâmides que a acolherão, promete atravessar o tempo como testemunho vivo do ritmo profundo entre humanidade e cosmos.

Nas areias de Gizé, onde civilizações antigas dominavam conhecimentos acústicos ainda não completamente compreendidos, uma artista brasileira vai demonstrar que arte contemporânea e sabedoria ancestral podem compartilhar a mesma linguagem - aquela que o vento sopra quando encontra os instrumentos certos para ser ouvido.

Tidelli participa da concepção e construção da obra

A instalação “Vento” marca também uma colaboração inédita entre Ana Ferrari e a marca brasileira de mobiliário outdoor Tidelli, que assina o patrocínio e participou da construção da obra. Desenvolvida dentro da fábrica da marca ao lado de Luciano Mandelli, a peça combina o saber artesanal e técnico da Tidelli à pesquisa artística da criadora, reforçando o diálogo entre arte, design e sustentabilidade.

Para Tatiana Mandelli, fundadora da Tidelli, o projeto amplia o alcance da marca para o território das artes visuais. “A Tidelli sempre entendeu o design como uma forma de arte. Com VENTO, mostramos que nosso trabalho manual, nossa técnica e nossos materiais podem dar vida a uma obra que transcende o funcional e se torna expressão cultural”, afirma.

A parceria evidencia como o design brasileiro pode se inserir no circuito artístico global de forma autoral e inovadora. “Para nós, arte e design partem do mesmo princípio: o de transformar o ambiente e gerar experiências significativas. Estar nas Pirâmides do Egito com a Ana é um símbolo poderoso de como a criatividade brasileira pode dialogar com o mundo”, completa Tatiana.

Sobre Ana Ferrari

Ana Ferrari é uma artista multidisciplinar cujo trabalho transforma o invisível em visível. Alma livre e curiosa, está sempre em busca de maneiras para que a linguagem da natureza se manifeste através de sua arte.

Sua base estrutural combina Arte, Ciência e Espiritualidade - três aspectos que se complementam em sua visão de mundo e permitem criar obras que transcendem o material para mergulhar em questões profundas sobre a natureza da vida, a consciência humana e a conexão entre todos os seres vivos no universo através de campos magnéticos e suas frequências.

Com uma conexão especial com o Animismo, Ana acredita que todos os seres possuem uma energia única e fazem parte de um todo interconectado. Ela tem a capacidade singular de conectar mitos, processos naturais e símbolos, criando obras que são verdadeiras experiências sensoriais.

Trabalhando com esculturas, instalações artísticas, joias e outras formas de expressão, Ana utiliza diferentes materiais e técnicas sempre com foco na sustentabilidade e consciência ecológica, buscando destacar a beleza e energia da natureza. Sua abordagem curiosa e dedicada a torna única, com trabalhos já exibidos na Galeria Nara Roesler (São Paulo, 2018), no museu A CASA (2019), no ArtDot - Art Basel Miami (2021 e 2023) e na exposição paralela da Bienal de Veneza (2022), entre outros.


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