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Déjà vu: você já sentiu familiaridade em uma situação nova e desconhecida?

Cérebro - pixabay Cérebro - pixabay

Neurocientista analisa esse fenômeno e explica a sua relação com o cérebro

Imagine que pela primeira vez você entra em um lugar, mas ao invés de sentir-se conhecendo algo novo, a sensação que vem na sua mente é de que você já conhecesse aquele local e já viveu momentos ali antes. Trata-se de um sentimento estranho, onde prevalece a ideia de “eu já vivi esta situação antes”. Existe um nome para isso: déjà vu.

A palavra déjà vu significa "já visto" em francês: “o déjà vu é uma ilusão da percepção que ocorre quando o sujeito experimenta sensações de familiaridade em uma situação nova e desconhecida, levando a se recordar de um acontecimento não vivido”, afirma o PhD neurocientista e mestre em psicanálise Fabiano de Abreu, autor do estudo “o que é déjà vu?”.

Embora a expressão “déjà vu” tenha surgido no século 18, durante muito tempo não haviam estudos científicos sobre esse fenômeno. Fabiano de Abreu pontua que os avanços na neurociência mudaram esse panorama: “ atualmente já é possível observar e estudar o fenômeno através da neurologia e atribuir as suas causas a questões neurológicas, especificamente, a distúrbios nas funções cognitivas relacionadas à memória e atenção. Todavia, esse tema ainda é um desafio para a ciência”, contextualiza o neurocientista.

As pesquisas mostram que o fenômeno está relacionado com a memória, a percepção, o lobo temporal e que uma falha do circuito cerebral é responsável por essa falsa sensação de lembrança. Segundo o artigo de Fabiano de Abreu, o déjà vu é considerado um fenômeno sem causas patogênicas nem manifestações físicas e ocorre de maneira rápida e espontânea.

Quando o déjà vu pode ser um problema? “Para que o déjà vu seja considerado de ordem patológica, é necessário que ele aconteça com certa freqüência e que tenha um maior tempo de duração”, alerta Fabiano de Abreu.

Em seu estudo, o neurocientista argumenta que indivíduos não familiarizados com o termo podem confundir com outros sintomas, como alucinações e estados fora da realidade. “O déjà vu considerado normal pode acontecer, mas caso seja recorrente, é importante investigar se essas sensações não estão sinalizando algo mais grave”, destaca o PhD neurocientista Fabiano de Abreu.

Existem doenças associadas ao déjà vu: “a epilepsia é uma das patologias mais associadas ao fenômeno. Ela acontece quando há uma alteração das atividades do cérebro, ocorrendo curto-circuito nos disparos elétricos das células nervosas que provoca uma perturbação sem sincronia nos pensamentos e comportamentos”, afirma Fabiano de Abreu.

Embora pesquisadores como Fabiano estudem o déjà vu, a ciência ainda não conseguiu encontrar todas as respostas sobre o fenômeno: não há dados conclusivos sobre suas causas e suas conexões com distúrbios neurológicos, como a epilepsia e esquizofrenia e os psiquiátricos, com a ansiedade e depressão. Para afirmar que o déjà vu ocorreu, é levado em consideração a subjetividade do indivíduo e seu entendimento sobre os próprios processos cognitivos”, explica o neurocientista Fabiano de Abreu.

Déjà vu: entenda a sensação de familiaridade em uma situação nova e desconhecida

Atualmente, a neurologia é capaz de analisar o fenômeno e explicar a sua relação com o cérebro

Imagine que pela primeira vez você entra em um lugar, mas ao invés de sentir-se conhecendo algo novo, a sensação que vem na sua mente é de que você já conhecesse aquele local e já viveu momentos ali antes. Trata-se de um sentimento estranho, onde prevalece a ideia de “eu já vivi esta situação antes”. Há um nome para isso: déjà vu.

A palavra déjà vu significa "já visto" em francês. Em meu artigo “o que é déjà vu?”, destaco que se trata de uma ilusão da percepção que ocorre quando o sujeito experimenta a sensação de familiaridade em uma situação nova e desconhecida, levando a se recordar de um acontecimento não vivido.

Embora a expressão “déjà vu” tenha surgido no século 18, durante muito tempo não existiam estudos científicos sobre esse fenômeno. Atualmente, já é possível observar e estudar o fenômeno através da neurologia e atribuir as suas causas a questões neurológicas, especificamente, a distúrbios nas funções cognitivas relacionadas à memória e atenção.

As pesquisas científicas mostram que o déjà vu está relacionado com a memória, a percepção, o lobo temporal e que uma falha do circuito cerebral é responsável por essa falsa sensação de lembrança. A neurociência e a psicologia consideram o fenômeno sem causas patogênicas nem manifestações físicas, sendo que o mesmo ocorre de maneira rápida e espontânea.

O déjà vu pode ser um problema? A resposta é sim! Mas para que o déjà vu seja considerado um fenômeno de ordem patológica, é necessário que ele aconteça com certa frequência e que tenha um maior tempo de duração.

Indivíduos não familiarizados com o termo podem o confundir com outros sintomas, como alucinações e estados fora da realidade. O déjà vu considerado normal pode acontecer, mas caso seja recorrente, é importante investigar se essas sensações não estão sinalizando algo mais grave.

A epilepsia é uma das patologias mais associadas ao fenômeno. Ela acontece quando há uma alteração das atividades do cérebro, ocorrendo curto-circuito nos disparos elétricos das células nervosas que provoca uma perturbação sem sincronia nos pensamentos e comportamentos.

A ciência ainda não conseguiu encontrar todas as respostas sobre o déjà vu. Ainda não há dados conclusivos sobre suas causas e suas conexões com distúrbios neurológicos, como a epilepsia e esquizofrenia e os psiquiátricos, com a ansiedade e a depressão. Portanto, para afirmar que o que ocorreu é um déjà vu, deve ser levado em consideração a subjetividade do indivíduo e seu entendimento sobre os próprios processos cognitivos.

Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues

Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues é PhD em Neurociências, Mestre em Psicanálise, Doutor e Mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com formações também em neuropsicologia, licenciatura em biologia e em história, tecnólogo em antropologia, pós graduado em Programação Neurolinguística, Neuroplasticidade, Inteligência Artificial, Neurociência aplicada à Aprendizagem, Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica, MBA, autorrealização, propósito e sentido, Filosofia, Jornalismo, Programação em Python e formação profissional em Nutrição Clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, diretor da MF Press Global, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo, nos Estados Unidos. Membro da Mensa International, Intertel e Triple Nine Society (TNS), associações e sociedade de pessoas de alto QI, esta última TNS, a mais restrita do mundo; especialista em estudos sobre comportamento humano e inteligência com mais de 100 estudos publicados.


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