Brasil, 16 de Dezembro de 2018

+ F O N T E -

Obras públicas e a política de custos que derruba pontes

Por Marcus Granadeiro*

A ruptura ocorrida na ponte da Marginal Pinheiros, uma das principais vias de acesso da maior metrópole brasileira, levantou precedentes para questionarmos a importância do armazenamento e da gestão de documentos, procedimentos que possibilitam dar o diagnóstico completo e mais rápido do incidente para que a obra de reparo fosse iniciada.

Porém, é sabido que a guarda e a gestão de documentos são vistas como custos e não são preocupações valorizadas pela Engenharia, principalmente quando falamos de obras públicas. O fato é que os dados só são procurados quando problemas e conflitos começam a florescer, na maioria das vezes, quando o cenário já é caótico.

Se durante as fases de projeto e obra já é assim, imagina após a sua entrega. É raro encontrar empreendimentos com orçamento para manter os dados e informações ao longo do tempo. O comum é receber o databook, que é colocado em algum armário e, infelizmente, nunca é usado. Não é incomum que ele se perca ao longo do tempo ou, até mesmo, que nunca tenha existido de forma plena, pois não são todos que conferem a documentação que recebem.

A informação e os documentos são bases para qualquer operação de facilidades ou sistema de manutenção. São organismos vivos, que precisam ser mantidos e atualizados dentro de processos e de mecanismos de governança que garantam sua integridade. Qualquer obra demanda manutenção e qualquer manutenção demanda informação e documentos.

E então o mercado segue muito agitado em relação ao BIM (Business Information Model) por se tratar de um viaduto importante que se rompe e não se tem os projetos para estudar a solução de correção. Será que não estamos querendo correr antes de aprendermos a andar?

Não quero com isso condenar a iniciativa de BIM que vem sendo, de alguma forma, incentivada ao uso nos projetos de obras públicas, mas alertar da importância de nos preocuparmos com processos e investimentos básicos que ainda não estão sendo feitos. Pontes erguidas são um problema atual e estão em alerta. É hora de revermos, com urgência, o que deve ser feito de básico antes de ampliarmos as capacidades de controle para aquele que é o mundo perfeito.

*Marcus Granadeiro é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, presidente do Construtivo, empresa de tecnologia com DNA de engenharia e membro da ADN (Autodesk Development Network) e do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyours).


Sobre o Construtivo.com

O Construtivo é uma empresa de tecnologia com DNA de engenharia. Pioneira no conceito de nuvem, desde 1999 atende os maiores projetos de infraestrutura do Brasil.

Fundado em 1999 como uma joint venture do Grupo Santander, o Construtivo passou por um processo de MBO (Management buy-out) em 2004 e se tornou uma empresa nacional.

Com sede em São Paulo e filial em Porto Alegre, o Construtivo tem como carro chefe a solução Colaborativo, ofertada na modalidade de serviço (SaaS) e atendendo mais de 25 mil usuários com rede de plena redundância e com padrões de segurança internacionais a partir de seus servidores em Data Center Nacional padrão Tier III.

As soluções do Construtivo não se limitam apenas àquelas que compõem o Colaborativo. Elas englobam o serviço e o conhecimento de sua equipe como parte do processo. Aproveitando o know-how de mais de 20 anos de sua equipe em CAD e o pioneirismo em BIM, o Construtivo estabeleceu um núcleo de serviços de CAD / BIM.

Com cerca de 100 clientes ativos, entre eles UHE Belo Monte, CSN, Systra Vetec, CEEE, Voith, EBEI, Exto, CTG Brasil, Mobissom, LPC Latina, Rodobens, State Grid, JHE, PK, Voith, Rumo e Energia Consult, o Construtivo.com se tornou uma das principais empresas voltadas para o gerenciamento de processos com especialização em engenharia civil do país, atendendo áreas como energia, transporte, administração pública, manutenção, entre outras.


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Comentários  
0 #1 Janaina 08-12-2018 17:31
BIM - Building Information Modeling
E não Business Information Model
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