Brasil, 11 de Dezembro de 2019

TOKIO MARINE SEGURADORA

Exposição ao risco em catástrofes naturais é tema de seminário da FenSeg

Helena Perez Swiss Re Francilene Rodrigues de Freitas, Marcos Costa presidente da Comissão e Danilo Sobreira FenSeg Helena Perez Swiss Re Francilene Rodrigues de Freitas, Marcos Costa presidente da Comissão e Danilo Sobreira FenSeg

Evento, organizado pela Comissão de Riscos de Engenharia, reuniu cerca de 50 representantes do mercado segurador, em São Paulo, e destacou a exposição do Brasil aos riscos de enchentes e inundações

Mais de 33 milhões de brasileiros estão expostos ao risco de enchentes e inundações, e 90% das perdas oriundas destes eventos não possuem seguro. Estas informações evidenciam que o Brasil não está fora do mapa global de eventos naturais e foram apresentadas no Seminário de Riscos de Engenharia – Catástrofes Naturais, promovido pela Comissão de Riscos de Engenharia da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), ontem, quarta-feira, 15/06, na sede do Sindicato das Seguradoras do Estado de São Paulo (Sindseg-SP).

O evento teve como destaque a apresentação da especialista em Catástrofes Naturais da Swiss Re, Helena Perez, que abordou os tipos de riscos mais frequentes no Brasil em relação a desastres naturais. Segundo ela, em um intervalo de aproximadamente 30 anos - que compreende o período de 1975 a 2014 -, a quantidade de enchentes e inundações evoluiu de forma alarmante no país, assim como a gravidade dos eventos também se intensificou. “Hoje, 17% da população brasileira está exposta a este tipo de risco e a estimativa é de que, em 2030, este percentual atinja 40%”, pontuou, ressaltando que, além das perdas econômicas em larga escala, as enchentes possuem um impacto social muito grande.

Para o engenheiro civil e presidente da Comissão de Riscos de Engenharia da FenSeg, Marcos José Ávila da Costa, atuante no mercado segurador há mais de 25 anos, a falta de um banco de dados consolidado e organizado, com informações e histórico sobre os eventos catastróficos no Brasil, é um dos maiores desafios para a subscrição de riscos no segmento de Engenharia. “Temos poucas ferramentas para identificar se uma determinada área a ser segurada é um local vulnerável a tremores de terra, vendavais e alagamentos, que geralmente produzem um volume grande de sinistros, tanto em quantidade quanto em valores. Quando nós vamos fazer a subscrição de uma estrada, por exemplo, às vezes são 100, 200 ou 300 quilômetros, e com uma ferramenta adequada ficaria possível avaliar quais seriam os trechos mais sujeitos a estes tipos de eventos para que, na emissão da apólice, possa haver um equilíbrio entre a aceitação de riscos e a franquia adequada”, explicou.

Em sua fala, Helena Perez também destacou que as dimensões continentais do Brasil, com seus 4.700 quilômetros de costa aliados a uma imensa área de superfície, agravam, ainda mais, as chances de ocorrências de catástrofes naturais no país. “Hoje, em termos de riscos meteorológicos, podemos destacar a exposição a tornados e a granizo na região Sul. Em relação a enchentes, apenas uma ocorrência registrada no Estado do Rio de Janeiro, em 2008, gerou um montante de perdas estimado em R$ 373 milhões para conserto de uma rodovia. As perdas por catástrofes não param de aumentar e o crescimento dos produtos de seguro para estes eventos não está acompanhando os prejuízos”, sinalizou.

A especialista também fez uma relação entre os seguros em casos de incêndios e os seguros para enchentes e catástrofes naturais de forma geral. Ela constatou, ao compará-los, que as coberturas para incêndios, embora estejam relacionadas a um produto mais antigo e conhecido, são bem mais abrangentes e organizadas, enquanto as de enchentes ainda precisam ser aprimoradas. “As enchentes têm um potencial de perda bem maior do que os incêndios, geralmente atingem uma área mais extensa e há muito mais volatilidade para detalhar as perdas”, disse.

Em relação à mitigação de riscos, Helena Perez apresentou uma ferramenta da Swiss Re que demonstra e detalha a incidência de catástrofes naturais e eventos climáticos em todo o mundo. “Na hora da subscrição, é necessário analisar os possíveis perigos, a vulnerabilidade, decidir se é um risco aceitável ou não, e quais medidas podem ser adotadas para auxiliar a mitigação do risco”, orienta.

O Seminário de Riscos de Engenharia – Catástrofes Naturais teve apoio da Escola Nacional de Seguros e reuniu uma plateia de cerca de 50 pessoas entre executivos de cargos gerenciais, especialistas técnicos e subscritores.


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