Brasil, 12 de Novembro de 2019

TOKIO MARINE SEGURADORA

Da infância à terceira idade: Cuide da audição desde cedo para se prevenir da surdez e dos males que ela pode trazer

Se não for tratada, a perda auditiva pode gerar sérias consequências, até mesmo demência

Envelhecer bem é importante e os cuidados com a saúde envolvem também a audição. Muitas pessoas experimentam algum grau de perda auditiva a partir dos 40 anos, mas os danos são maiores, geralmente, a partir dos 60 anos, devido à maior probabilidade de degeneração das células ciliadas da orelha, responsáveis pela audição. Apesar disso, nem todas as pessoas dão à saúde auditiva a mesma atenção que dedicam ao resto do corpo. O que elas não sabem é que a deficiência auditiva não tratada pode acarretar uma série de doenças, inclusive cognitivas, como a demência; além de depressão.

Pesquisas recentes indicam que, em um número significativo de pessoas, a perda auditiva não tratada corretamente pode ser a causa de um problema de saúde associado. Em um desses estudos, que investigou 154.414 adultos acima de 50 anos, os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (EUA) descobriram que o não tratamento da perda de audição elevou em 50% o risco do desenvolvimento de demência e em 40% o risco de depressão, em apenas cinco anos, em comparação com aqueles que têm audição normal.

"A conexão que nossas orelhas tem com o nosso cérebro e o resto do corpo é motivo suficiente para fazer dos exames anuais de audição uma prioridade. Se um idoso ou qualquer pessoa sofre com a perda de audição, os aparelhos auditivos podem fornecer grande parte da estimulação sonora que o cérebro precisa", explica a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

Um dos sintomas iniciais e que merece atenção é quando o idoso sente dificuldade, por exemplo, de falar ao telefone ou tem a sensação de que não compreende bem as palavras que lhe são ditas, principalmente em situações com ruído competitivo. Ele começa a se sentir inseguro para manter conversas simples.

De acordo com a especialista, quando alguém perde a audição, deixa também de receber os estímulos auditivos; não é só a voz, mas todos os sons do ambiente, como o barulho de passos das outras pessoas, do vento, da sirene da garagem de carros. Qualquer pessoa, independente da idade, ao perder a audição, perde também essa habilidade. E o cérebro funcionando com essa privação e a sobrecarga cognitiva pode acarretar em alguma alteração cognitiva, como a demência.

"Estudos comprovam que a perda auditiva acelera esse processo. Portanto, a deficiência deve ser diagnosticada e tratada o quanto antes para evitar o surgimento de um transtorno cognitivo no cérebro", ressalta a fonoaudióloga Marcella Vidal, que orienta que as pessoas façam audiometria a partir dos 45 anos, principalmente se têm histórico familiar (a perda auditiva pode ter fator genético também).

Tratamento com aparelho auditivo: em geral, a melhor alternativa

A tecnologia dos aparelhos auditivos está em constante desenvolvimento, proporcionando cada vez mais a melhor solução para devolver aos indivíduos os sons da vida. O tratamento é individual e vai depender de pessoa para pessoa e do grau de perda auditiva de cada uma. Para isso, existem diferentes tipos de aparelhos e cabe ao fonoaudiólogo avaliar o que melhor se adapta. É bom frisar que, ao usar aparelho auditivo, os primeiros sons que se escuta são diferentes daqueles a que normalmente se está acostumado a ouvir. Por isso, é importante fazer o acompanhamento com o profissional durante o processo de adaptação.

"As próteses atuais são bem pequenas e discretas; então não há porque ter vergonha de usá-las. A família é fundamental no processo de aceitação da perda auditiva e uso da prótese. Quem não usa aparelhos passa a se isolar; primeiramente da vida social e, depois, dos próprios familiares. Alguns dos sintomas mais comuns na surdez são irritabilidade e agressividade", destaca a fonoaudióloga da Telex, que é especialista em audiologia.

Problemas que podem ser causados por perda de audição:

Diminuição de produtividade em tarefas cotidianas e no trabalho – Nossas orelhas são importantes para compreendermos tarefas que devemos desempenhar. Como cumprir as demandas se não entendemos o que deve ser feito nem as conseguimos executar?

Cognição – quando a perda auditiva ocorre, o cérebro é forçado a se reorganizar para tentar compensar a ausência ou o menor volume do som que entra pelas orelhas. Esse reagrupamento pode afetar o funcionamento cognitivo de alto nível.

Baixa Autoestima, estresse e irritabilidade – Perceber que já não estamos ouvindo e que não conseguimos nos comunicar bem pode trazer muita irritação, afetando o lado emocional.

Demência – estudos mostraram que adultos com perda auditiva não tratada têm maior probabilidade de desenvolver demência – inclusive em idade não tão avançada – do que adultos com audição normal. Uma possível razão para essa conexão é que o cérebro perde algumas das informações que coleta por meio da audição. A falta de estímulos para essas áreas do cérebro pode levar à demência ao longo do tempo.

Depressão – com o tempo, a perda auditiva não tratada pode ter um efeito profundo na saúde mental do indivíduo. Quando os efeitos do déficit auditivo vêm juntos com a frustração e a perda de autoconfiança por não conseguir ouvir bem, não é de surpreender que essas pessoas tenham maiores chances de ter depressão.

Socialização – outro fator de perda auditiva que pode afetar tanto o funcionamento cognitivo do cérebro quanto a saúde mental é o isolamento e a não socialização. Como a comunicação é mais difícil quando se tem perda auditiva, muitos simplesmente evitam eventos sociais. A falta de interação com amigos e parentes pode dificultar ainda mais a função cognitiva do cérebro.


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