Brasil, 24 de Agosto de 2019

TOKIO MARINE SEGURADORA

Cuidado com o sarampo

Médica do HNSG orienta se é preciso ou não tomar a vacina.

Depois de 20 anos, nessa semana (07), foi confirmado o primeiro caso de sarampo no Paraná.“ Por isso é muito importante intensificar a imunização contra o sarampo, visto que várias regiões do mundo e do Brasil vem registrando surtos da doença”, explica a infectologista do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), Dra. Viviane Dias.

O sarampo é uma infecção viral aguda de transmissão aérea pela tosse, espirros ou fala, que pode provocar doença grave, principalmente em pessoas nunca vacinadas. Os sintomas mais comuns são febre alta, dor de cabeça, tosse, coriza e conjuntivite. A doença também é conhecida por apresentar exantema, que são manchas avermelhadas na pele, que aparecem primeiro no rosto e atrás da orelha e depois se espalham pelo corpo. “Essas manchas não coçam e nem doem, e podem durar até cinco dias, mesmo período em que a febre começa a abrandar”, diz a médica.

Estima-se que a capacidade de contaminação do vírus do sarampo é até quatro vezes maior que a do vírus da gripe. Segundo Dra. Viviane, o período entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é de aproximadamente 12 dias. “Porém, a transmissão pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgiram manchas avermelhadas na pele”, diz a médica. “Já o período de maior transmissibilidade ocorre 48 horas antes e até 48 horas depois do início dessa manifestação da pele”, acrescenta a infectologista. Também é importante ficar atento se houve contato com alguém que ficou doente.

Quem deve tomar a vacina?

A vacina contra o sarampo integra o calendário nacional de vacinação e está disponível em todas as unidades de saúde do município. A primeira dose é aplicada aos 12 meses de vida e a segunda dose aplicada aos 15 meses, com a vacina tetra viral – que além do sarampo inclui vacinação para rubéola, caxumba e varicela/catapora. “Nesse período, até completar o esquema vacinal as crianças ficam susceptíveis a doença”, comenta a médica.

O surgimento da doença é mais comum em pessoas que não foram imunizadas ou tem esquema vacinal incompleto. “Quem tomou as duas doses da vacina da tríplice está imunizado”, esclarece a infectologista. Já quem nunca tomou a vacina, com idade até 29 anos - deve receber as duas doses para a imunização; e entre 30 e 49 anos - o indicado é que recebam uma dose da vacina tríplice viral. Pessoas que já tiveram a doença não é necessária a vacinação, pois não há risco de ser contaminado pelo vírus novamente. “Porém, a comprovação deve ter sido por meio de exame laboratorial”, diz Dra. Viviane.

Quem não lembra se tomou a vacina, e não tenha a carteira de vacinação, deve ir até a Unidade de Saúde para verificar se há registro, e se não houver, a imunização deve ser realizada. Não devem tomar a vacina pessoas imunodeprimidas, acima 50 anos ou mulheres grávidas. A vacina também é contraindicada para quem teve reação alérgica (anafilaxia) à dose anterior e crianças menores que 6 meses.

Tratamento

As principais recomendações para pessoas diagnosticadas com a doença são manter a hidratação, suporte nutricional e diminuir a hipertermia. “A administração de vitamina A é recomendada para as crianças menores de 5 anos com sarampo. Por ser uma infecção viral, antibióticos não estão indicados, exceto se houver uma complicação por infecção bacteriana concomitantemente”, explica a médica.

As complicações mais graves do sarampo incluem cegueira, encefalite (infecção acompanhada de edema cerebral), diarreia grave (que pode provocar desidratação), infecções no ouvido ou infecções respiratórias graves, como pneumonia. “Os casos graves são especialmente mais frequentes entre crianças pequenas com má nutrição e, sobretudo, entre pessoas com deficiência de vitamina A ou cujo sistema imunológico esteja enfraquecido pelo HIV/aids ou outras doenças”, destaca a infectologista.


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