Brasil, 19 de Julho de 2019

TOKIO MARINE SEGURADORA

Novo estudo sobre aumento de glúteos com PMMA revela número reduzido de efeitos adversos

Estudo brasileiro publicado em revista americana apontou índice de Intercorrências inferior ao apresentado por outras técnicas como lipoescultura e implante de silicone.

Estudo brasileiro publicado em revista americana apontou índice de Intercorrências inferior ao apresentado por outras técnicas como lipoescultura e implante de silicone. A revista Plastic and Reconstructive Surgery, publicação ligada à Sociedade Americana de Cirurgia Plástica, divulgou no último domingo (09/06/2019) um estudo de médicos brasileiros sobre preenchimento de glúteos com PMMA (polimetilmetacrilato). O trabalho apontou índice de Intercorrências de apenas 1,88% em 2.770 casos analisados, número é inferior ao apresentado por outras técnicas de aumento de glúteos como lipoescultura e implante de silicone.

O PMMA tem sido objeto de discussões intensas na área da estética, devido às complicações de saúde que teriam acontecido após sua utilização. No entanto, o estudo acompanhou por 10 anos 1.681 pacientes que realizaram uma ou mais sessões de aumento de glúteos com a substância e entre os casos analisados não houve registros de rejeição, migração, deslocamento do produto ou infecção tardia.

Composto por microesferas de polimetilmetacrilato, o PMMA é um polímero utilizado na medicina há mais de 70 anos e nos últimos 30 vem sendo aplicado para preenchimento corporal e facial, procedimento conhecido também por bioplastia. Durante esse período o PMMA passou por três gerações tornando-se uma substância cada vez mais pura, o que fez reduzir significativamente a incidência de granuloma, fato que também foi apontado pelo estudo. O Brasil possui três marcas liberadas pela Anvisa, contudo, complicações recentes levaram a uma grande polêmica em torno de sua utilização.

Segundo o site da Vigilância Sanitária, o produto pode ser empregado no tratamento de irregularidades e depressões no corpo, mas não há indicação para aumento de volume, seja corporal ou facial: "a dose utilizada é aquela estritamente necessária para a correção de defeitos tegumentares ou da pele". Contudo, o coordenador da pesquisa Dr. Roberto Chacur salienta que nos casos relatados na publicação a quantidade média de produto injetado foi 321 mL, não havendo diferença estatística significativa que pudesse relacionar o número de Intercorrências com a quantidade de volume aplicada.

O artigo, intitulado "Aumento de glúteos com polimetilmetacrilato: um estudo de corte de 10 anos", esclarece uma das grandes controvérsias no uso do PMMA, geralmente associado ao surgimento de casos de rejeição ou deslocamento do produto. Segundo Chacur, casos que registram essas ocorrências são causados por produtos clandestinos no mercado. Silicone líquido industrial é a principal causa de complicações, sendo responsável por migração, linfedema (bloqueio dos vasos linfáticos) e silicose (alojamento do produto no pulmão). O silicone líquido, assim como o hidrogel, são substâncias proibidas pela Anvisa, ao contrário do PMMA.

De acordo com os resultados descritos nesse estudo, entre as 2.770 aplicações realizadas com PMMA, não houve casos de rejeição, migração ou deslocamento do produto. Assim como nenhum caso de necrose (relacionado a obstrução vascular) foi observado. Dentre as reações adversas relatadas a maior incidência foi de hematomas (10 casos), seguido de seromas (8) e equimoses (7), manifestações que regrediram naturalmente. Outros estudos citados no trabalho dos médicos brasileiros chegam a apontar taxas de 30% de complicações nos casos de procedimentos com implante de silicone e 10% em procedimentos de lipoescultura.

Conforme descrito na publicação, os instrumentos utilizados também influenciam nos resultados. Os médicos utilizaram agulhas de ponta arredondada denominadas microcânulas para distribuir o PMMA dentro do músculo. Por não possuírem pontas, evitam a perfuração acidental do sistema circulatório, tornando inexistentes casos de embolia ou necrose entre os 2.770 preenchimentos realizados. Também não foram constatados casos de atrofia muscular, como pode acontecer em implantes de silicone, uma vez que a presença das microesferas de PMMA ajudam a desenvolver a massa muscular, o que contribui para manutenção do produto no local implantado.

Roberto Chacur, que também é autor do livro "Ciência e Arte do Preenchimento" (Editora AGE, 2018), salienta que todos os procedimentos foram realizados em consultório, por médicos, em condições ideais de higiene para realização de procedimentos médicos e utilizando marcas de PMMA aprovadas pela Anvisa. "Como mostra o estudo, o índice de Intercorrências é equiparável, e até menor, a qualquer outro procedimento médico para aumento de glúteos", completa o médico. Apesar do preenchimento ser uma técnica simples em seu conceito, o pesquisador reforça que se trata de um ato médico sujeito a uma série de especificidades, tais como a escolha correta da concentração de PMMA a ser utilizada, a definição do plano de aplicação e a capacidade de identificá-lo anatomicamente, além da habilidade para distribuir uniformemente o produto e o bom senso estético para destinar a quantidade apropriada da substância para cada região.

Realizado em ambos os sexos e em pacientes com idades de 18 a 79 anos, o estudo não registrou nenhuma estatística significativa que relacione as Intercorrências a fatores como sexo ou idade. Todos os procedimentos foram realizados de acordo com os padrões éticos do Comitê Nacional de Ética em Pesquisa e da Deçlaração de Helsinki de 1964. Após a análise dos resultados com acompanhamento dos pacientes entre 2009 e 2018, os médicos que desenvolveram o estudo concluem que o preenchimento com PMMA é uma opção segura para o aumento de glúteos tendo em vista que as evidências de efeitos colaterais reduzidos são cada vez mais claras.
Leia o estudo na íntegra: http://bit.ly/artigo-aumento-gluteo-pmma

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