Brasil, 14 de Agosto de 2018

TOKIO MARINE SEGURADORA

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Tenho que fazer uma biópsia. E agora?

Receber um diagnóstico e, ao mesmo tempo, ter que se preparar para uma bateria de exames mais aprofundados pode causar certa insegurança e mesmo desestabilizar a pessoa. Quando se trata de uma biópsia então a carga emocional dobra de peso.

Um dos fatores que podem gerar essa instabilidade é o receio do desconhecido. Na eminência de realizar uma biópsia, o paciente se vê diante de dúvidas como as seguintes: o exame é dolorido? Será necessária a retirada de uma parte do tecido? Se isso ocorrer, poderá agravar ainda mais o que tenho – se é que tenho? É preciso tomar anestesia? O resultado do exame demora a sair?

Seja qual for o seu resultado, esse exame é o primeiro passo para se iniciar um tratamento em busca da cura para uma possível doença. Pensar nisso pode ajudar na manutenção da estabilidade física e mental.

Mas, afinal, o que é uma biópsia e como é feita? É um exame que consiste na retirada de uma amostra de tecido vivo para análise e que serve para avaliar a presença ou mesmo a gravidade de uma doença (condições do órgão afetado e dos tecidos). No caso da biópsia oncológica, ela pode avaliar e também diagnosticar diferentes tipos de tumor, por exemplo. É o primeiro passo para se iniciar um tratamento.
De acordo com o cancerologista e cirurgião oncológico Leandro Carvalho Ribeiro, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), “Trata-se de um processo que consiste na extração de uma pequena amostra de tecido ou de células do corpo para que seja examinada através do microscópio por um médico especialista, o patologista. A biópsia tem um grande potencial de certeza diagnóstica que é a máxima desejável para o paciente e o médico; é o que se chama de ´padrão de ouro´ de diagnóstico, embora tenha as suas limitações como todo o método diagnóstico. Os seguintes fatores podem interferir na interpretação da amostra: experiência do patologista, tamanho da biópsia, preservação inadequada do tecido nos líquidos de preservação, fixadores, esmagamento e dessecação.
O especialista acrescenta: “Algumas vezes, o diagnóstico depende da avaliação conjunta da clínica, do parecer da biópsia e de outros exames de laboratório. A incorporação crescente de novas técnicas, tais como imuno-histoquímica, biologia molecular, citometria de fluxo e citogenética, tem permitido ampliar a capacidade diagnóstica das doenças.
A biópsia é utilizada no diagnóstico de muitas doenças. É muito útil na identificação das causas de doenças inflamatórias ou infecciosas e também para monitorar o curso de certas enfermidades, a evolução e a resposta terapêutica. É candidata à realização desse procedimento qualquer pessoa cuja condição médica requeira um diagnóstico específico”.
Vale lembrar que a biópsia, na maioria das vezes, mesmo sendo um procedimento invasivo, acaba sendo um procedimento com pouca dor e de fácil controle, sendo usados somente analgésicos simples, devendo ser realizada em centros especializados e com profissionais aptos a realizar o procedimento.

Para Daniele Rabelo, psicóloga clínica do IOP, “A biópsia, por ser um exame mais aprofundado e específico, pode trazer muitas fantasias, pois não é um exame pedido rotineiramente pelos médicos. Assim, dúvidas acerca do procedimento para realização do exame vão surgir, além do surgimento de expectativa e ansiedade pelo resultado (se este acarretará em boas ou más notícias). Esta situação pode afetar emocionalmente a pessoa e todos que estão ao seu redor e a forma de comunicar o resultado desse exame será crucial para uma melhor ou pior lida com o contexto. Por isso, o médico deve trabalhar com a comunicação mais humanizada e acessível possível, a fim de facilitar o processo de entendimento e processamento das informações pelo paciente e seus entes queridos, chamando a equipe multidisciplinar para atuar em conjunto sempre que necessário”.

Conheça os principais tipos de biópsias hoje existentes:

Excisional – remoção do tecido suspeito em sua totalidade por meio de cirurgia. É utilizada geralmente para lesões circunscritas e de acesso mais fácil, como linfonodos nas axilas ou virilhas. É uma opção para verificar as lesões suspeitas de melanoma.

Incisional – remove apenas um fragmento do tumor.

Endoscópica – com o auxílio de um endoscópio, são retirados pedaços da lesão com uma pinça cirúrgica. Esse tipo de biópsia é mais utilizado para lesões do estômago e cólon e também no pulmão. É um procedimento indolor e que pode demorar entre dois a três minutos.

Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) – esse procedimento é mais direcionado à investigação de pacientes com massas. A técnica consiste na retirada de pequena porção do tecido suspeito com o uso de uma agulha fina que o aspira.

Agulha grossa (core) – serve para a retirada de fragmentos de tecido suspeito. A agulha é mais grossa e é acoplada numa espécie de pistola especial orientada por ultrassom. Esse exame é realizado em órgãos como mamas, fígado, próstata ou rins.

Assistida a vácuo – utiliza-se de agulhas mais grossas que a CORE e é específica para exames de tecidos suspeitos da mama. Como o próprio nome diz, é feito por sucção a vácuo.

Agulha guiada por imagem (de um ultrassom ou tomografia) – uma agulha fina ou CORE retira fragmentos de tecidos de locais de difícil acesso.

Aspiração e biópsia de medula óssea (também conhecido por Mielograma) – são procedimentos usados para colher e avaliar a medula óssea, que tem uma parte líquida e outra sólida. Na parte líquida é aspirada e a parte sólida necessita de uma agulha especial para este fim.

Como orientação, o médico esclarece: “A biópsia não é feita somente em caso de suspeita de doença maligna, sendo um procedimento simples, quando realizado por um profissional apto. O paciente deve entender que o procedimento de biópsia serve para esclarecer dúvidas do especialista, assim como para diagnóstico de inúmeras doenças”.


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