Brasil, 18 de Agosto de 2018

TOKIO MARINE SEGURADORA

+ F O N T E -

SBP pede às autoridades providências contra a violência e a insegurança em locais de atendimento médico

Os Ministérios da Saúde e da Segurança Pública, bem como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), foram instados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) a providenciar medidas que assegurem maior proteção aos profissionais que fazem atendimento em UBSs, serviços de urgência e emergência (prontos-socorros e UPAs) e hospitais. O apelo vem logo após a revelação de um ataque sofrido por uma pediatra, no seu local de trabalho, por parte dos pais de um paciente.

“É incompatível com a missão de médicos e das unidades de saúde, no atendimento dos brasileiros que buscam a prevenção de doenças ou tratamento para seus diagnósticos, o convívio com a violência sob qualquer forma”, disse a presidente da SBP, dra Luciana Rodrigues Silva, após lembrar que o fato recente está diretamente lembrar de dados de pesquisa recente realizada pelo Datafolha, a pedido da SBP, que revelou a dimensão do problema da violência que afeta os pediatras brasileiros.

LESÃO CORPORAL - A médica Lyse Soares, de 34 anos, registrou o crime na delegacia. Um casal – Natália Jesus da Silva e Paulo Ricardo Rodrigues – foi filmado por câmeras de segurança enquanto batiam na profissional em um dos corredores onde ela atuava. A Polícia Civil investiga o crime de lesão corporal.

Em entrevista à emissora de televisão, a pediatra Lyse disse que ainda está traumatizada e que ficou afastada do trabalho durante dois meses por causa do estresse pós-traumático e, agora, tenta retomar a rotina de trabalho. "Quando eu acordei, o pessoal da enfermagem estava me segurando no corredor, onde a agressão tinha acontecido. Eu não sabia de nada. Minha colega falou ‘sua boca está sangrando'. Foi aí que eu vi que não era só um puxão de cabelo", explicou a médica.

Segundo relatou dra Lyse, foi o próprio agressor que chamou a polícia, alegando que seria a vítima. “Quando o polícia chegou, ficou assustado e falou: 'quem foi a médica que agrediu os pais?'. Eu falei: 'ninguém agrediu os pais, eu que fui agredida'. Eu não consigo ainda voltar para a emergência. Eu saí do meu trabalho, fiquei totalmente perdida. Eu não esperava nunca ser vítima de uma agressão física. Fico muito magoada porque essas coisas são cada vez mais comuns na nossa realidade", completou.

No pedido encaminhado pela SBP às autoridades, a entidade afirma que casos como o da pediatra Lyse Soares, de 34 anos, são inaceitáveis. “Trata-se de exemplo grave do grau de vulnerabilidade ao qual os serviços de saúde estão expostos. Nada justifica a violência a qual ela foi submetida no exercício de sua função”, cita o ofício.

PEDIDO DA SBP - A presidente da Sociedade, dra Luciana Rodrigues da Silva, alerta também para outra ameaça. No seu entendimento, é preciso manter a paz no espaço interno dos estabelecimentos de saúde, mas também garantir o reforço na segurança em áreas próximas aos locais onde são oferecidas consultas, exames, cirurgias e internações, protegendo pacientes, familiares e profissionais da saúde da ação de grupos criminosos.

De acordo com o estudo, realizado em outubro de 2017, dois em cada 10 pediatras afirmam que sofrem com frequência situações de violência no trabalho. Esse problema afeta diretamente o cotidiano de 26% dos pediatras que trabalham apenas no SUS e de 26% dos que se dividem entre a rede pública e consultórios de planos de saúde. Entre os profissionais que atuam apenas em consultórios particulares, o indicador é um pouco menor (12%).

O sentimento de exposição à violência é maior entre as mulheres (24%) e nas faixas etárias que vão de 26 a 34 e de 35 a 44 anos (30%em cada uma). Do ponto de vista da distribuição geográfica, a percepção é mais significativa nas regiões Norte (26%) e Sudeste (25%). Por outro lado, ela é menor no Sul do País (16%) e nos municípios do interior (19%), que é seis pontos percentuais abaixo do que se relatado nas regiões metropolitanas (24%).

AGRESSÃO VERBAL - Os dados revelam ainda que um quarto dos entrevistados sofreu agressão no trabalho nos últimos 12 meses. A agressão verbal é a mais comum. Isso se traduz na forma de insultos, xingamentos, ofensas ou intimidações. No entanto, há relatos de agressões físicas e psicológicas.

Dentre as mulheres, 26% informaram ter passado por esse tipo de situação no período apurado. Do ponto de vista da idade, os problemas foram vivenciados por 39% dos que têm idades de 26 a 34 anos. Logo depois, vem os que estão inseridos na faixa de 35 a 44 anos, dentre os quais 35% passaram por essa dificuldade.

Do ponto de vista de distribuição geográfica, as regiões onde houve maiores relatos de casos de agressão contra pediatras em ambiente de trabalho, nos últimos 12 meses, foram, respectivamente: Sudeste (25%), Norte (24%) e Nordeste (24%). As situações são mais frequentes nas regiões metropolitanas (25%). (Com informações de agências)


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