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Economia dá sinais de retomada, embora em patamar abaixo do nível pré-pandemia

O Monitor do PIB-FGV aponta crescimento de 1,1%, na atividade econômica em novembro, em comparação a outubro, e de 4,4% no trimestre móvel findo em novembro, em comparação ao trimestre móvel findo em agosto. Na comparação interanual, a economia apresentou queda de -0,6% em novembro e de -1,7% no trimestre móvel findo em novembro.

"O crescimento da economia de 1,1% em novembro em relação a outubro reflete o crescimento registrado nas três grandes atividades econômicas (agropecuária, indústria e serviços). Pela ótica da demanda, o consumo das famílias apresentou queda no mês, muito influenciado pelo fraco desempenho do consumo de serviços ainda impactado pelo isolamento social. Em contrapartida, a formação bruta de capital fixo ajudou a compensar essa queda crescendo 1,2%, mostrando recuperação dos investimentos. Embora ainda esteja em patamar muito abaixo do nível pré-pandemia, a economia dá sinais de retomada, ainda que lenta, no que parece ser a volta a seu antigo normal de crescimento fraco e instável. ", afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Claudio Considera, pesquisador associado do FGV IBRE, está disponível para comentar os resultados pelo (21) 99851-0573 ou pelo Skype: .

Mais informações e release completo no Portal IBRE, neste link.

Caso precise de outras informações, entre em contato com a equipe da Insight Comunicação pelo e-mail: ou pelo (21) 99578-8113 .

A economia cresceu 1,1% em novembro, em comparação a outubro, conforme mostrado no Gráfico 1 do Press Release. Na análise interanual, apesar de ainda estar em retração, a economia apresentou a menor queda desde o início da pandemia, com recuo de 0,6% em novembro, em comparação ao mesmo mês de 2019.

ANÁLISE DESAGREGADA DOS COMPONENTES DA DEMANDA

A análise gráfica desagregada dos componentes da demanda foi feita na série trimestral interanual por apresentar menor volatilidade do que as taxas mensais e aquelas ajustadas sazonalmente, permitindo melhor compreensão da trajetória de seus componentes. No entanto, como as medidas de isolamento social em decorrência da pandemia de Covid-19 iniciaram-se em meados do mês de março de 2020, tendo significativos impactos na economia, durante a divulgação dos resultados do ano de 2020, após a usual apresentação da composição da taxa trimestral é apresentada, também, a desagregação da taxa mensal interanual destes componentes.

Consumo das famílias

O consumo das famílias retraiu -3,0% no trimestre móvel findo em novembro, em comparação ao mesmo trimestre de 2019. Desde a histórica queda de -12,2%, registrada no segundo trimestre, o consumo segue com tendência ascendente, embora ainda com variações menos negativas. No Gráfico 2 do Press Release nota-se que essa trajetória menos negativa se deve principalmente ao desempenho do consumo de bens, tendo em vista que o consumo de serviços, apresenta uma recuperação mais lenta, embora também com taxas menos negativas desde o resultado do segundo trimestre.

Na análise mensal interanual (Gráfico 3 do Press Release), nota-se que o consumo de serviços se destaca, novamente, com a maior queda dentre os componentes do consumo, devido, principalmente, as retrações do consumo de alojamento, alimentação e demais serviços prestados as famílias, todos dependentes da interação social, dificultada devido à pandemia. Entre os bens, o destaque deve-se ao desempenho positivo dos produtos duráveis que cresceram 8,9% em novembro. Lembrando que os produtos duráveis são menos dificultados pelo isolamento social, e adquiríveis por comércio eletrônico.

Formação bruta de capital fixo (FBCF)

A FBCF (Gráfico 4 do Press Release) cresceu 1,0% no trimestre móvel findo em novembro, em comparação ao mesmo trimestre de 2019. Após sete retrações consecutivas, o componente voltou a crescer devido ao desempenho positivo de máquinas e equipamentos (3,4%) e da construção (0,6%).

Na comparação interanual (Gráfico 5 do Press Release), observa-se que o componente de outros da FBCF apresentou a única retração da FBCF (-4,1%), tendo sido influenciado pelo desempenho negativo do segmento de serviços prestados às empresas, em novembro.

Exportação

A exportação de bens e serviços (Gráfico 6 do Press Release) retraiu 6,5% no trimestre móvel findo em novembro, em comparação ao mesmo trimestre de 2019. Praticamente todos os componentes retraíram nesta comparação. As únicas exceções foram a exportação de bens de consumo que cresceu 17,6%, impulsionada pela exportação de bens de consumo não duráveis que cresceram 21,0% e de consumos duráveis que cresceram 9,4%, neste trimestre. Além destes componentes, a exportação de produtos da extrativa mineral também apresentou desempenho positivo no trimestre (3,3%).

No Gráfico 7 do Press Release, nota-se que o volume total exportado de bens e serviços recuou 2,9% com crescimento registrado em três segmentos: bens de consumo (17,3%), produtos da extrativa mineral (13,0%) e bens intermediários (2,5%). Destaca-se que a maior queda registrada foi na exportação de produtos agropecuários (-27,8%), seguida de bens de capital (-24,2%) e da exportação de serviços (-21,5%).

Importação

A importação retraiu 14,4% no trimestre móvel findo em novembro, em comparação ao mesmo trimestre de 2019. Embora muito negativa, o Gráfico 8 do Press Release mostra uma melhora desta taxa, em comparação ao desempenho anterior. O único componente a crescer foi a importação de produtos agropecuários (6,7%). As fortes quedas de bens de capital (-26,4%), bens intermediários (-6,2%) e dos serviços (-30,2%) explicam a maior parte desta retração.

Conforme apresentado no Gráfico 9 do Press Release, a maior parte dos segmentos da importação apresentaram crescimento em novembro. Os segmentos de extrativa mineral e de serviços foram únicos que apresentaram queda no mês. O segmento de serviços, em particular, segue com quedas expressivas desde abril, com taxa de -20,0% em novembro.

MONITOR DO PIB-FGV EM VALORES

Em termos monetários, o PIB em valores correntes no acumulado do ano até novembro foi de aproximadamente 6 trilhões, 766 bilhões e 288 milhões de Reais.

TAXA DE INVESTIMENTO

O Gráfico 10 do Press Release, destaca em duas linhas as médias das taxas de investimento: a de cima mostra a média das taxas de investimento mensais desde o janeiro de 2000 (17,9%); a linha de baixo mostra a média das taxas de investimento mensais desde janeiro de 2015 (15,7%). Observa-se que a taxa de investimento em novembro foi de 16,8%, na série a valores correntes. Apesar de estar abaixo da taxa de investimentos média de 2000 a novembro de 2020 em diante, segue acima da taxa de investimentos média de 2015 a novembro de 2020.

ANÁLISE ESPECIAL DAS ATIVIDADES DE SAÚDE PÚBLICA E PRIVADA

A chegada da pandemia de Covid-19 no Brasil, com a adoção das recomendações de isolamento social, tem impactos diretos e indiretos na economia, afetando, praticamente, todas as atividades econômicas. Nesta seção especial que estará disponível no Monitor do PIB-FGV durante a divulgação dos resultados do ano de 2020, busca-se compreender como duas das principais atividades econômicas diretamente afetadas pela Covid-19 (saúde pública e privada) têm sido impactadas pelo avanço da pandemia no país. Em conjunto essas duas atividades representavam, de acordo com o IBGE, 4,3% do PIB em 2018, sendo a saúde pública responsável por 1,9 p.p. e a saúde privada pelos outros 2,4 p.p.

Saúde pública

A saúde pública compõe, com participação de 12,8% (em 2018, de acordo com as TRUs ), a atividade de Administração Pública na desagregação do PIB em 12 atividades, nas Contas Nacionais Trimestrais do IBGE. Em novembro, a atividade de saúde pública recuou 7,9%, na comparação interanual. Este resultado mostra uma contribuição de -1,6 p.p. da saúde pública para a retração de -5,3% da atividade de Administração pública, no trimestre móvel findo em novembro. Os Gráficos 11 e 12 do Press Release mostram a evolução mensal da atividade de saúde pública e a contribuição trimestral para a atividade de Administração Pública.

Saúde privada

A saúde privada compõe, na desagregação do PIB em 12 atividades, nas Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, a atividade de Outros Serviços, com 15,7% (em 2018, de acordo com as TRUs) de representatividade nesta atividade. Em novembro, a atividade de saúde privada cresceu 0,8%, na comparação interanual. Este resultado mostra uma contribuição de -0,8 p.p. da saúde privada para a retração de -10,8% de Outros Serviços, no trimestre móvel findo em novembro. Os Gráficos 13 e 14 do Press Release mostram a evolução mensal da atividade de saúde privada e a contribuição trimestral para a atividade de Outros Serviços.

É importante destacar que as estimativas realizadas para a saúde pública e privada no Monitor do PIB-FGV não abrangem toda a composição da Conta Satélite de Saúde do Brasil, divulgada pelo IBGE. Além das atividades de saúde pública e privada, a Conta Satélite abrange outras atividades, tais como fabricação de produtos farmacêuticos, comércio de produtos farmacêuticos entre outras atividades relacionadas à saúde.

Outro ponto importante de destacar é que essas estimativas são calculadas com base nos dados disponibilizados no DataSUS, e essas informações, por serem constantemente atualizadas, podem sofrer grandes alterações entre as divulgações.


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