Brasil, 25 de Junho de 2018

+ F O N T E -

A reinvenção do Banco Luso Brasileiro

Com a entrada dos acionistas Grupo Américo Amorim e R.C. Participações, um novo modelo de negócios focado no setor de transporte coletivo e firmes padrões de governança, a instituição cresceu mais de 300% em seis anos. A meta é ampliar ainda mais a carteira de produtos para o mercado de ônibus, além de expandir a atuação em outros segmentos do middle market e serviços de câmbio.

O Banco Luso Brasileiro iniciou uma nova trajetória em 2012. Em maio daquele ano, passou por uma grande reestruturação societária, incorporando dois importantes acionistas: Grupo Américo Amorim, o mais expressivo conglomerado empresarial de Portugal, e R.C. Participações, representando as famílias Ruas e Cunha.

A entrada dos novos sócios representou um marco na história do banco. Acompanhada pela implantação de uma estrutura de governança corporativa mais robusta e de um novo modelo de negócios, foi responsável pela consolidação de bons resultados, ano após ano. A instituição passou a se dedicar ao financiamento para o setor de transporte coletivo, atual carro-chefe de suas operações, respondendo por 75% da carteira de crédito.

A evolução foi evidente. De 2011 até o ano passado, a carteira de crédito teve aumento de 345%, saindo de R$ 239 milhões para superar R$ 1 bilhão em 2017. “Conseguimos um grande avanço em seis anos, e nos tornamos uma das principais referências em crédito para financiamentos no setor de transporte de passageiros no Brasil”, diz Francisco Ribeiro, presidente do Banco Luso Brasileiro. “Nosso projeto é continuar crescendo com segurança”.

A nova estratégia também impulsionou os ativos do banco, que dispararam 208% no mesmo período: de R$ 420 milhões em 2011 chegaram a R$ 1,3 bilhão no ano passado. Os bons números impactaram o lucro líquido, que atingiu R$ 20 milhões em 2017, quarto ano consecutivo de operação rentável.

Além do financiamento às empresas de ônibus, o Banco Luso Brasileiro desenvolveu serviços personalizados e novos produtos, que visam atingir, sobretudo, o mercado de middle market. Neste segmento, o foco está nas operações de crédito em moeda estrangeira, para companhias que atuam no comércio exterior. Segundo Ribeiro, a estratégia para desenvolver a área foi aproveitar a sinergia com os grupos acionistas, que têm presença global e trazem competitividade de funding em moeda estrangeira.

O início das operações de câmbio, em 2014, completou a atuação no setor, permitindo a ampliação da base de negócios e a diversificação das fontes de receita. “Mantemos relação estreita com importantes instituições internacionais, que são estratégicas para incrementar nossa carteira de câmbio”, aponta o presidente.

Em 2018, novas mudanças ocorreram. Além da ida para uma nova sede no bairro do Brooklin, o banco ampliou sua diretoria e passou a contar com a experiência de dois novos profissionais: João Martins, que assumiu a vice-presidência Operacional e de Riscos, e Willy Jordan, que ocupou o cargo de vice-presidente Financeiro. Homero Coutinho, que trabalhou por seis anos à frente da área financeira, agora retorna para Portugal para assumir novos projetos pessoais, deixando Jordan como seu sucessor.

“Sinto-me muito feliz com o desafio de prosseguir construindo uma instituição forte e promissora como o Banco Luso”, diz Martins. “A trajetória e os números recentes demonstram uma estratégia acertada, construída em bases sólidas e com amplo suporte dos acionistas”, completa Jordan.

Base capitalizada

Os dois novos sócios do Banco Luso Brasileiro detêm, cada um, 43% do capital da instituição. Os 14% restantes pertencem à Lusopar, da família Tavares de Almeida, antigos controladores da instituição.

O Grupo Américo Amorim é formado por 78 empresas, atuantes em diversos setores da economia. Algumas delas são unidades industriais, cujos produtos estão presentes em mais de 100 países. É o maior conglomerado empresarial de Portugal e líder mundial na produção de cortiça, com 60% de market share. No setor energético, possui a maioria do capital da Amorim Energia, detentora de 38% da Galp Energia – companhia portuguesa de petróleo. Em sua operação florestal, gere áreas superiores a 12 mil hectares, destinadas à produção de cortiça.

Após a morte de Américo Amorim, em julho do ano passado, a responsabilidade pela operação do grupo passou para suas filhas. “A aposta no Banco Luso Brasileiro está rendendo bons frutos, já que a instituição tem tido uma excelente performance, atuando em um nicho promissor no país. Sua abordagem única o diferencia dos bancos de montadora, cuja atividade se centra no financiamento dos veículos das suas respectivas marcas”, afirma Paula Amorim, presidente do conselho de administração da Galp.

De acordo com a executiva, a evolução positiva ocorrida nos últimos seis anos nos indicadores de crescimento, de rentabilidade e de eficiência, acima da média do mercado, demonstra a solidez e o potencial do seu modelo de negócio.

A R.C. Participações, por sua vez, pertence às famílias Ruas e Cunha, controladoras da Caio Induscar, empresa líder na fabricação de carrocerias para ônibus urbanos, com 55% de participação no país. Também possuem participação no sistema de transporte coletivo urbano da capital de São Paulo. No final de 2017, adquiriram os ativos da Busscar, tornando-se um dos maiores do mundo no segmento.

“Vimos a oportunidade de um grande parceiro. Funciona como uma via de mão dupla: por um lado temos um banco sólido, que nos facilita o financiamento dos nossos clientes e, portanto, a estruturar nossa operação. Por outro, atraímos outras empresas para a carteira da instituição”, explica Maurício Cunha, diretor executivo da Caio e Busscar.

Sobre os grupos acionistas

Grupo Américo Amorim

O faturamento global das empresas que constituem o Grupo Américo Amorim (GAA) ultrapassa R$ 85 bilhões. O conglomerado conta com mais de 15 mil colaboradores, distribuídos por diversos setores de atividade, como o de energia, o financeiro e o imobiliário.

O grupo tem investimentos relevantes no Brasil, para os quais mantém expectativas muito positivas. Além do Banco Luso Brasileiro, controla a Galp, detentora de 70% da Petrogal Brasil. A empresa possui presença expressiva no pré-sal brasileiro que, segundo Paula Amorim, é o grande motor de desenvolvimento do negócio de E&P (Exploração e Produção). O GAA também está desenvolvendo dois importantes projetos imobiliários na Bahia – um na Praia do Forte e o outro na península de Maraú.

O grupo possui outros investimentos na área financeira, como o Banco Único de Moçambique e Banco Carregosa de Portugal.

R.C. Participações

A R.C. Participações é formada pela APMR Investimentos e Participações Ltda e VT Cunha Participações Ltda, que atuam ativamente no mercado de transporte coletivo da cidade de São Paulo. O grupo é composto por várias empresas no segmento de transportes, indústrias e serviços, tem mais de 20 mil colaboradores e o faturamento global ultrapassou R$ 3,5 bilhões em 2017.

Controladores da Caio Induscar, são líderes na produção de carrocerias para ônibus no país, e atuam em todos os continentes com a venda destes produtos.

No final do ano passado adquiriram os ativos da Busscar, empresa de Santa Catarina. Ao todo são três fábricas, sendo duas em Joinville, sede da companhia. A expectativa é chegar a mil funcionários já nos doze primeiros meses de operação, que terá início em maio deste ano.

Também participam de negócios internacionais, como do Banco Carregosa de Portugal, em parceria com o Grupo Amorim. Os outros empreendimentos no Brasil incluem: Fiberbus (responsável pela fabricação de peças de fibra de vidro), Inbrasp (plásticos de engenharia para o setor automotivo), TECGLASS (indústria e comércio de vidros), CPA (Centro de Processamento de Alumínio), GR3 (Distribuidora de Alumínio), CEAC (Centro Administrativo Caio), Via Quatro (responsável pela Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo), Move São Paulo (responsável pela Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo) e OTIMA (instalação e manutenção dos abrigos de ônibus da cidade de São Paulo).


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