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O fertilizante contribuindo para reduzir os gases de efeito estufa

Por Valter Casarin, Coordenador Científico da NPV

É muito comum nas conversas e debates sobre o aquecimento global, a agricultura ser apontada por sua contribuição para as emissões de CO2. Isso é esquecer que, para o bem de todos, a produção de carboidratos contidos nos alimentos, produzidos no campo, é composto pelo CO2 retirado da atmosfera, e que o balanço de carbono da agricultura, entre os efeitos favoráveis ​​e desfavoráveis, é amplamente positivo.

Precisamos ter em mente que o CO2 é um gás raro na atmosfera. Em um século, sua proporção passou de 300 ppm (parte por milhão) para 400 ppm, ou seja, de 0,03% para 0,04%. Alguns pesquisadores mostraram que o aumento do CO2 atmosférico é consequência das emissões antrópicas durante a era industrial. Essas emissões são as reais responsáveis ​​pelo aquecimento global. Mas outras vozes estão se levantando para explicar que é o aumento da temperatura, em particular na superfície dos oceanos, que é a principal fonte do aumento de CO2 na atmosfera, que seria causado pelo aquecimento decorrente do ciclo do nosso sistema interplanetário.

Talvez não deveríamos entrar na discussão que dividem muitos especialistas, mas simplesmente salvar o planeta por meio da redução das emissões de CO2. A agricultura, por meio da fotossíntese das plantas, é o principal caminho para reduzir a concentração de CO2 atmosférico. Isso é feito através do chamado sequestro de carbono.

Quando falamos em sequestro de CO2, obviamente pensamos em “plantar florestas”. Mas existem outros meios menos conhecidos. O solo é um dos maiores consumidores de carbono do planeta. Ele contém duas a três vezes mais carbono do que a atmosfera. A cada ano, parte do CO2 emitido é recuperada pelas plantas por meio da fotossíntese. Quando as plantas se decompõem, organismos vivos no solo, como bactérias, fungos e minhocas, as transformam em matéria orgânica. Rica em carbono, a matéria orgânica é essencial para a agricultura, pois retém água, é fonte de nitrogênio, fósforo e enxofre, nutrientes essenciais para o crescimento das plantas. Em outras palavras, o ecossistema agrícola é um aliado essencial para o clima. Um cálculo bem simples mostra que o aumento de 1% de matéria orgânica do solo, representa entre 25% e 30% de sequestro de carbono.

A eficiência do sequestro de carbono pode ser aumentada ainda mais quando se aplica o sistema de plantio direto e cultivos intermediários, logicamente se a climatologia e principalmente as chuvas permitirem. Será graças às mudanças nas práticas agronômicas que poderemos continuar tendo o armazenamento de carbono atmosférico no solo por meio de plantas. Uma vez alcançado o equilíbrio, a redução do CO2 só poderá ser alcançada com a redução das emissões antrópicas.

Entretanto, toda a manutenção e cuidados necessários às plantas está diretamente relacionada à aplicação de fertilizantes. São eles que fornecem às plantas os nutrientes de que necessitam. O fornecimento de nitrogênio, fósforo, potássio e micronutrientes é a única maneira de garantir que as plantas tenham um crescimento ideal. Não há dúvida que o CO2 é o nutriente mais importante para as plantas, mas na carência de alguns nutrientes, o processo da fotossíntese será limitado, ocasionando a redução no sequestro de CO2 da atmosfera.

Com a melhora na nutrição das plantas por meio da adubação, pode-se aumentar a produtividade e a qualidade, preservando o solo e os recursos naturais, com consequente redução da emissão do CO2 pelo solo. No entanto, os fertilizantes devem ser utilizados de forma adequada para proteger o meio ambiente e devolver ao solo os recursos exportados pelas plantas.

Os nutrientes presentes nos fertilizantes devem permitir satisfazer as necessidades da planta ao longo do seu ciclo com vista aos rendimentos ideais. Eles permitem a constituição da planta e seu bom funcionamento por sua contribuição para sua composição e todos os processos vitais, inclusive a fotossíntese. Eles têm consequências diretas na quantidade e qualidade da produção.

Com a dose certa de fertilizante, as plantas crescem bem e a quantidade de gases de efeito estufa emitida é mínima. Precisamos, sem dúvida, de uma agricultura eficiente, que mantenha seus meios de produção porque essa eficiência está diretamente ligada à produtividade. É assim que a agricultura e os agricultores encontrarão novas perspectivas, fornecendo soluções para o grande desafio de hoje e de amanhã: produzir alimento respeitando e preservando o ambiente.

Sobre a NPV

A NPV - Nutrientes para a Vida - nasceu com objetivo de melhorar a percepção da população urbana em relação às funções e os benefícios dos fertilizantes para a saúde humana. Braço da fundação norte-americana NFL – Nutrients For Life - no Brasil, a NPV trabalha baseada em informações científicas. O uso de fertilizantes de forma responsável e correta é o caminho para oferecer à sociedade oportunidade para maior segurança alimentar e qualidade nutricional dos alimentos e, sobretudo, produzindo de forma sustentável e com total respeito ao ambiente. Nutrir o solo, através dos fertilizantes, é a forma mais sensata de produzir alimentos em quantidade e qualidade para as pessoas, além de valorizar a preservação de nossas florestas.

A missão da NPV é esclarecer e informar a sociedade brasileira, com base em estudos científicos, sobre a importância e os benefícios dos fertilizantes na produção e qualidade dos alimentos, bem como sobre sua utilização adequada.

A NPV tem sua sede no Brasil, é mantida pela ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) e operada pela Biomarketing. A iniciativa conta ainda com parceiros como: Esalq/USP, IAC, UFMT, UFLA e UFPR.


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