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Evento em Campinas destaca quatro programas da Secretaria de Agricultura para uso seguro dos defensivos agrícolas

Programa Aplique Bem e Governo de SP firmam Protocolo de Intenções. Programa Aplique Bem e Governo de SP firmam Protocolo de Intenções.

Agricultura e cidadania em SP

Programa Aplique Bem e Governo de SP firmam Protocolo de Intenções com a presença do secretário de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira

Iniciativas lideradas pelo CEA-IAC, de Jundiaí, são postas em prática com recursos privados e transferem ao agricultor práticas que privilegiam a tecnologia e a segurança nas operações de aplicação de defensivos agrícolas

Campinas (SP) – Um evento realizado na última quinta, no Centro Experimental Central do Instituto Agronômico, em Campinas, mostrou a relevância da pesquisa científica paulista atrelada ao uso sustentável de defensivos agrícolas. Na ocasião, o secretário de Agricultura do Estado, Gustavo Junqueira, assinou um Protocolo de Intenções com a empresa UPL, patrocinadora do programa de capacitação técnica chamado ‘Aplique Bem’.

De acordo com o coordenador do Aplique Bem, o pesquisador Hamilton Ramos, o programa passará a ser empregado no treinamento de técnicos da Secretaria de Agricultura, principalmente nas áreas de segurança e tecnologia na aplicação de defensivos agrícolas. Criado no Centro de Engenharia e Automação do IAC (Jundiaí-SP), o Aplique Bem completou 12 anos em 2019 e já beneficiou 68 mil pessoas no Brasil e no exterior.

Segundo Ramos, o programa serve a propriedades agrícolas de pequeno, médio e grande porte. Com apoio de laboratórios móveis denominados TechMóveis, adaptados sobre caminhonetes, conforme explicou o pesquisador, uma equipe de engenheiros agrônomos atende agricultores e trabalhadores rurais. Estes últimos recebem, no próprio local de trabalho, treinamentos concebidos para promover o manejo seguro e agronomicamente eficaz de defensivos agrícolas.

O pesquisador da Secretaria de Agricultura acrescentou ainda que o Aplique Bem é gratuito e desvinculado de marcas comerciais. Apoiado financeiramente pela indiana UPL, o programa percorreu 22 estados brasileiros e o Distrito Federal desde 2007, além de países como Burkina Faso, Costa do Marfim, Colômbia, Gana, Mali, México e Vietnã. Somente este ano, os TechMóveis foram empregados em aproximadamente 200 treinamentos do gênero no Brasil.

“Trata-se de uma parceria de sucesso entre poder público e iniciativa privada”, enfatizou Hamilton Ramos. Ele acrescentou ainda que a história e a trajetória do Aplique Bem, assim como resultados transferidos pelo programa à sociedade, foram reproduzidas numa estação temática montada especialmente para o evento da última quinta.

Cidadania no campo – Após a assinatura do acordo entre a UPL e o Governo do Estado de São Paulo, a experiência bem-sucedida do Aplique Bem passa a ser replicada a órgãos da Secretaria de Agricultura, como a CDRS – Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável, encarregada de prover assistência técnica e programas de extensão rural ao produtor agrícola paulista. Para Ramos, a qualificação de extensionistas “será altamente benéfica para o Estado de São Paulo avançar mais ainda no fomento à cidadania e à sustentabilidade no campo”.

“O Aplique Bem é um serviço sem custo prestado ao agricultor. O programa favorece o uso adequado e racional da tecnologia dos defensivos agrícolas. Como resultados principais, destacamos a produção de alimentos seguros e com mais qualidade, a redução de custos operacionais e dos impactos ambientais e a otimização da segurança ocupacional do aplicador desses produtos”, resumiu a gerente de Registro e Stewardship da UPL, Liria Hosoe.

Além do Aplique Bem, Hamilton Ramos coordena outros três programas da Secretaria de Agricultura: IAC-Quepia de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual, Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Defensivos Agrícolas e Adjuvantes da Pulverização, todos focados no manejo sustentável de ingredientes ativos químicos na agricultura.

Viabilizados com apoio do setor privado, a exemplo do Aplique Bem, esses programas, conforme Ramos, têm ajudado a mudar comportamentos, quebrar paradigmas sobre defensivos agrícolas e melhorar a segurança e a saúde ocupacional de produtores, trabalhadores e empresas do agro. Lideradas pelo Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico de Jundiaí (SP), as ações dos projetos contemplam desde a certificação de equipamentos de proteção individual (EPI) até o uso eficaz de produtos adjuvantes (compostos adicionados à calda dos defensivos agrícolas).

Cada um desses programas, por sinal, também foi tema de exposições temáticas durante o evento de Campinas. O IAC-Quepia, por exemplo, com 13 anos completados em 2019, trouxe uma linha do tempo reproduzindo indicadores e ganhos transferidos à sociedade desde sua criação. Entre os anos de 2000 e 2018, lembrou Ramos, ações do Quepia possibilitaram a redução de 80% para 20% no índice de reprovação atrelado a equipamentos de proteção agrícola fabricados no Brasil.

“EPI de qualidade é condição básica para a segurança e a saúde do trabalhador do campo”, finalizou Hamilton Ramos. O pesquisador, que figura no quadro do Instituto Agronômico há quase 30 anos, é considerado um dos mais renomados estudiosos do mundo nas áreas de tecnologia e segurança para manejo de defensivos agrícolas.



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