Brasil, 26 de Agosto de 2019

TOKIO MARINE SEGURADORA

Bancos digitais e a segurança da informação

*Por Henrique Berger

A tendência de bancos digitais tem ganhado cada vez mais espaço entre brasileiros. A comodidade e as baixas taxas de serviços, ou até mesmo nulas, atrai clientes que já não aceitam mais perder horas dentro de uma agência bancária. Segundo pesquisa realizada pela Cantarino Brasileiro, 44% dos brasileiros possuem conta em banco digital e tradicional, simultaneamente. Porém, 25% desses usuários acreditam que, o principal item considerado negativo em relação a banco digitais é a segurança.

Mesmo que a segurança digital seja algo que avance a cada dia, muitas pessoas, e até mesmo empresas, enxergam, por exemplo, o mobile banking como algo perigoso. Porém, os recursos investidos pelas instituições financeiras em segurança cibernética, integração e entrega contínua, testes automatizados, ferramentas de análise e monitoração que utilizam analytics e inteligência artificial vieram ao encontro das necessidades dos clientes. Exemplos são o salto de interações por meio de chatbots e a maior oferta de produtos e serviços nos canais digitais, que acompanham as necessidades e comportamento dos clientes de maneira ágil e eficaz.

Fazer a governança da segurança de instituições financeiras é um grande desafio. Afinal, a proteção de dados não pode ter falhas. Temos como clientes grandes bancos digitais e conseguimos disponibilizar ainda mais funcionalidades e segurança em comparação com uma conta aberta de modo convencional. A diferença é a praticidade de resolver tudo pelo aplicativo sem perder mais tempo com a burocracia dos tradicionais bancos.

De acordo com a FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos, os bancos brasileiros investem anualmente bilhões de reais em sistemas de segurança física e eletrônica para garantir a tranquilidade de seus clientes e colaboradores. Também atuam em estreita parceria com governos, polícia e com o Poder Judiciário, para combater os crimes e propor novos padrões de proteção.

O fato de que os consumidores estão priorizando o celular para efetuar essas operações é um indicador da confiança que depositam nos bancos e de que as instituições financeiras estão no caminho certo em relação à oferta de soluções que reúnem praticidade e segurança. Segundo pesquisa da FEBRABAN, seis em cada dez transações bancárias já são realizadas pelo celular ou pelo computador. Em 2018 número de transações por mobile banking foi de 31,3 bilhões em 2018.

O efeito da tecnologia se concretiza quando há um propósito em sua aplicação, bem como uma sinergia com os demais elementos que compõem o contexto de mercado e de negócio no qual os bancos estão inseridos. Os dispositivos móveis cada vez mais possuem recursos que garantem a segurança das informações e identidade dos usuários, utilizando por exemplo, prova de vida através de reconhecimento facial e movimentos.

O que muda com a LGPD

A Lei de Proteção de Dados (LGPD), que entra em vigor em agosto de 2020, provoca uma verdadeira corrida das empresas em busca da adequação. Em termos gerais, é uma resposta para o problema de segurança da informação que deve aumentar o nível de confiança para o fluxo de dados. Dessa forma, a regra geral para o sistema financeiro será a manutenção do sigilo dos dados pessoais e bancários do cliente.

A primeira será um diagnóstico da equipe de TI da própria empresa ou terceirizada – com relatórios de análises de risco e de impacto das novas exigências. Com isso, será possível verificar em qual estágio a empresa se encontra, quais são os pontos mais vulneráveis de seus sistemas e quais são os maiores fatores de risco.

Obrigatoriamente, as empresas terão que ter no quadro de funcionários todos responsáveis pelo tratamento de dados (controlador, operador e encarregado). As empresas ou grupos que não cumprirem com as novas exigências estarão sujeitas a uma multa que pode chegar a até R$ 50 milhões.

Henrique Berger é Diretor Executivo da CSU.ITS, Divisão da CSU especializada na terceirização de serviços de TI.


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