Brasil,

O Corretor de Seguros

  • Escrito ou enviado por  *Autoria: Corretor de Seguros: Antônio Natal de Oliveira
  • Comentarios (4)
  • SEGS.com.br - Categoria: Seguros
  • Imprimir

pixabay pixabay

Este Artigo

A maioria dos corretores de seguros é do tempo em que um corretor regularmente habilitado exibia uma a proposta acompanhada de relatórios de vistorias e/ou inspeção de riscos acompanhada de outros documentos caso entendesse necessário, sendo prontamente acatado na seguradora escolhida pelo seu cliente, ou por ele mesmo.

Ademais, os corretores de seguros regularmente habilitados são obrigado por Lei oferecer ao consumidor o que de melhor for adequado às suas necessidades de cobertura de riscos. Mas como fazer isto se não lhe é automaticamente facultado acesso a TODAS as seguradoras e suas particularidades contratuais ? A habilitação emitida pelo Estado, como uma concessão, deveria permitir acesso a todas as seguradoras autorizadas a operarem no País. Condição de integridade com o profissional, bem como de total respeito com os consumidores de contratos de seguros, que, na verdade são os reais mantenedores do mercado.

É considerado pela maioria dos corretores de seguros que já calejaram seus dedos e raciocínio diante do fato de que a dinâmica sobrepujante passou a ser aquela dos sistemas, métodos e tempo das seguradoras, mas não a do cotidiano das pessoas e empresas, que na verdade são os verdadeiros mantenedores do mercado de seguros do País.

Os mesmos corretores de seguros, há duas décadas, na quase totalidade dos casos ficou jungido e passou a ser altamente responsabilizado pela guarda e segurança de dados e documentos dos clientes, também dos contratos (propostas, apólices, endossos, suplementos entre outros), em prazo superior aos cinco anos exigidos pelo Código da Proteção e Defesa do Consumidor. Dever, que no entender desses mesmos profissionais, é próprio da seara das seguradoras.

Outro fator que merece discussão se trata de lograr suportar diferentes formas de inserção de dados nos sistemas das seguradoras, cujos portfólios dos portais de ingresso da internet, disponibilizados aos mesmos profissionais que em muitos casos sofrem as incongruências por inexistência de padrão ajustado ao mercado tanto que cada seguradora promove seus ajustes da forma que melhor lhe convém, pois todos são derivados de vínculos eletrônicos totalmente individuais.

Infelizmente tais procedimentos deixam à mercê de redigitar códigos diversos, cada qual em formato diverso a depender da seguradora, fugindo de necessário padrão logístico e profissional num mundo de documentos digitalizados.

Os corretores de seguros pedem que a SUSEP repense e interfira nessa miscelânea toda que aí está, cujo sentimento e desejo é melhor atender aos compradores de contratos de seguros, os segurados, estes não mantém o sistema de seguros do Brasil funcionando, pois de forma voluntaria e profissional, os profissionais assumiram responsabilidades, que normalmente não são diretamente suas, porém lhes foram apregoadas, tanto as veladas porém perigosas, quanto as estabelecidas em Lei.

Este insumo, responsabilidade, é difícil de mensurar monetariamente.

Em momento algum esses as atribuições e delegações, deveres transferidos aos corretores de seguros, pelas seguradoras logrou ser acompanhada de remuneração proporcional que permitisse a subsistência, a manutenção de estruturas e rotinas e necessário subsídio da RESPONSABILIDADE ASSUMIDA e do trabalho que passou a ser desempenhado pelo corretor de seguros.

Com o fim da “comissão oficial” que vigorava, foi aberto um novo campo de batalha, contudo fratricida, entretanto a responsabilidade do corretor de seguros e o seu trabalho tiveram saltos inimagináveis, aumento exponencialmente.

Atualmente surge o ensaio de mais uma intentona com um viés impraticável e altamente prejudicial ao serviço da intermediação praticada pelo profissional, se tratando da intenção de estampar nas apólices de seguros a remuneração pelos serviços prestados na intermediação e assessoria prestados pelo corretor de seguros, como insumo de precificação, que é considerado por indevido, inadequado e impróprio. Tratando-se a referida imposição abordada por mera obra da Agência governamental, que no sentir dos corretores de seguros deseja impor desarrazoada conduta comercial em contrato público, de forma ilegal.

De fato, a comissão de corretagem deixa muita margem para dúvidas, se é ou não uma despesa operacional das seguradoras, pois quando da celebração da interveniência do profissional ao concluir uma proposta com o consumidor, futuro segurado, a convenção também celebra o fato constitutivo estabelecido formalmente, ou tacitamente, entre aquele contratante, o segurado e o corretor de seguros, pois o ato determina a(s) seguradora(s) servir-se tão somente em dever de repassar a quantia pecuniária ao profissional que realizou a intermediação do contrato de seguro, haja vista, e isso é fato incontestável que as cotações disponibilizadas pelas seguradoras em seus portfólios eletrônicos exibem aos intervenientes a opção de ajustarem seus serviços por meio de percentuais a serem acrescidos aos prêmios básicos, em proporção dentre 10% (dez por cento) à 40% (quarenta por cento), em razão disso é inegável o afastamento definitivo desejado pela Autarquia SUSEP em alocar no corpo da apólice respectivo percentual pactuado entre o consumidor e o interveniente no contrato de seguro.

Os riscos sofridos pelos intervenientes em contratos de seguros, os corretores de seguros, são exigíveis na conformidade com a legislação pertinente, sufragados na Lei nº 4.594, de 29/12/1964, no Decreto-lei nº 73, de 21/11/1966, na Lei nº 8.078, de 11/09/1990, e na Lei nº 10.406/2002, entre outras regras legais esparsas. Fora dessa legislação legal o interveniente de contratos de seguros, o corretor de seguros, não tem o dever de sucumbir-se a outras exigências que possam advir ou lhe serem impostas, pois quem assim o fizer estará buscando atos ou fatos ilegais em desfavor desse profissional que por via de consequência atingira também ao consumidor de contratos de seguros.

Sequer um seguro de RC profissional específico tem o condão de respaldar as atividades profissionais do interveniente de contratos de seguros, dada a grandeza do interesse ou coisa segurada que eventualmente pode ser exigido do corretor de seguros por prática de imperícia, negligência ou imprudência quando da interveniência, quer seja no princípio da celebração do contrato fim com o consumidor, ou durante sua continuada prestação de serviços profissionais durante a vigência desse mesmo contrato de seguro. Todo profissional interveniente de contratos de seguros é pressionado a não cometer erros.

Infelizmente, com a intenção já declara pela administração da Agência SUSEP, o corretor de seguros, ora interveniente de contratos de seguros, crê que essa anomalia revela intenção no achatamento da sua remuneração convencionada com o consumidor de contratos de seguros. Caso a suposição seja implementada por certo que haverá luta fraticida entre os intervenientes de contratos de seguros permitindo que a dedução acima seja levada ao pé da hipótese.

Aos corretores de seguros não há interesse em diminuição da responsabilidade profissional, concomitante e proporcional à diminuição da comissão. Não é isto.

Percebe-se também que a ideia e intenção não é essa, mas certamente que cada profissional interveniente de contratos de seguros sofrerá constrangimentos junto aos seus clientes, que poderão cobra-lo em demasia sobre o assunto.

Afinal, a pergunta que não quer calar é, qual o mais interessado na inserção do percentual das remunerações na prestação de serviços de interveniência em contratos de seguros, realizados por corretores de seguros, pois tal circunstância fatalmente causará indesejável e pernicioso canibalismo entre os profissionais e, com certeza promoverá a contratação de milhões de apólices de seguros desajustadas com a real necessidade do consumidor, o segurado. Situação deveras altamente preocupante, pois os que vendem contratos de seguros desprovidos do necessário compromisso de atuar verdadeiramente no momento de executar os direitos previstos nas apólices, ou até mesmo na adequação consultiva daquilo que se está garantindo. “Essa gama de vendedores de qualquer coisa” é constituída por “bagrinhos”, “vendedores de pastinhas”, “aquele que mexe com seguros” e “funcionários de bancos”, entre outras anomalias designativas.

O interveniente de contratos de seguros não é mero vendedor de contratos de seguros, pois sua atuação sempre será a intermediação dos mesmos contratos de seguros, orientando os consumidores quanto a melhor forma de aquisição da modalidade de seguro, o melhor custo/benefício, a(s) seguradora(s) melhor especializada na modalidade do seu interesse, e a que satisfaz em melhor qualidade e prazo menor nas indenizações requeridas. Porque o interesse de jogar na lixeira a LEALDADE que permeia a sincera atuação desse profissional??

Artificializar relacionamentos não é o melhor dos caminhos, pois a venda pela venda é má conselheira e o lado hipossuficiente acaba comprando gato por lebre, pois poderá transformar a relação de consumo confiável, num verdadeiro inferno dantesco, inundado por ações judiciais decorrentes das inevitáveis frustrações de expectativas.

Que as autoridades expliquem suas razões, as previsões e os reais interesses.

Que os legisladores percebam tudo o que poderá ser tomado do consumidor e que não haverá reposição. Haverá sim, perda catastrófica.

Por certo que o Corretor de Seguros, interveniente em contratos de seguros, continuará dedicado, confiável e honesto para com aquele que sustenta toda a indústria do Seguro, o mais importante elo do mercado: O CONSUMIDOR.

*Corretor de Seguros: Antônio Natal de Oliveira.


« ANTERIOR PROXIMA


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 
https://www.facebook.com/groups/portalnacional/

Separador
IMPORTANTE.: Voce pode replicar este artigo. desde que respeite a Autoria integralmente e a Fonte...  www.segs.com.br
Separador
No Segs, sempre todos tem seu direito de resposta, basta nos contatar e sera atendido. -  Importante sobre Autoria ou Fonte..: - O Segs atua como intermediario na divulgacao de resumos de noticias (Clipping), atraves de materias, artigos, entrevistas e opinioes. - O conteudo aqui divulgado de forma gratuita, decorrem de informacoes advindas das fontes mencionadas, jamais cabera a responsabilidade pelo seu conteudo ao Segs, tudo que e divulgado e de exclusiva responsabilidade do autor e ou da fonte redatora. - "Acredito que a palavra existe para ser usada em favor do bem. E a inteligencia para nos permitir interpretar os fatos, sem paixao". (Autoria de Lucio Araujo da Cunha) - O Segs, jamais assumira responsabilidade pelo teor, exatidao ou veracidade do conteudo do material divulgado. pois trata-se de uma opiniao exclusiva do autor ou fonte mencionada. - Em caso de controversia, as partes elegem o Foro da Comarca de Santos-SP-Brasil, local oficial da empresa proprietaria do Segs e desde ja renunciam expressamente qualquer outro Foro, por mais privilegiado que seja. O Segs trata-se de uma Ferramenta automatizada e controlada por IP. - "Leia e use esta ferramenta, somente se concordar com todos os TERMOS E CONDICOES DE USO".
Separador

Comentários  

0 #4 Fernando César De Angelis 17-05-2020 17:38
Prezado Natal parabéns pelo texto com cronologia de mudanças em nossa profissão.
Mudanças que não ocorreram apenas na nossa responsabilidade e desejo de promover prevenção e proteção a vidas e patrimônios, sugerindo daí remuneração justa e honesta.
Com as medidas pretendidas pela Susep e estranhamente pouco contestadas por todos os envolvidos do sistema o meu futuro e de milhares de colegas estarão em jogo.
Jogo em que o mais forte normalmente ganha.
Citar | Reportar ao administrador
0 #3 Roberio Vasconcelos 17-05-2020 14:08
Espero que esta matéria chegue aos diretores da Susep e que os mesmos dediquem um pouco de seu tempo para ler e analisar tão rica e detalhada explanação de nosso colega. O sistema judicial vai ser sobrecarregado com tantas reclamações entre segurados e Seguradoras que o produto seguro poderá passar a ser tratado com muita insegurança e desconfiança pelos consumidores, o que fortalecerá os meios alternativos que vem ganhando força no mercado, mesmo sendo ilegal.
Citar | Reportar ao administrador
0 #2 Fernando César De Angelis 17-05-2020 10:41
Bom dia.
Como percepção, por 25 anos atuando em grandes seguradoras e a 10 como corretor de seguros, vejo interesse antigo dos grandes grupos financeiros em realizar venda direta, agora com o incremento das isurtechs, grandes redes de lojas de varejos, etc.
Nada contra a esses e outros modelos pouco seguros a total proteção aos segurados e a sua tranquilidade, pois há mercado para todos, me arvora o grande interesse em acabarem com o pequeno e médio corretor.
Citar | Reportar ao administrador
0 #1 Ernesto Vasconcelos 16-05-2020 15:52
A cada ano as seguradoras repassam obrigações para o Corretor de Seguros, sem a contrapartida remuneratória. Exemplo disso é a guarda de documentos de um contrato celebrado entre seguradora e segurado, mas quem tem a obrigação de guardar os documentos somos nós sob pena de ser responsabilizado civilmente.
Citar | Reportar ao administrador

Adicionar comentário

Aja com responsabilidade, aos SEUS COMENTÁRIOS em Caso de Reclamação, nos reservamos o Direito, a qualquer momento de Mudar, Modificar, Adicionar, ou mesmo Suprimir os comentarios de qualquer um, a qualquer hora, sem aviso ou comunicado previo, leia todos os termos... CLIQUE AQUI E CONHEÇA TODOS OS TERMOS E CONDIÇÕES DE USO. - O Nosso muito obrigado - Ferramenta Automatizada...IMPORTANTE: COMENTÁRIOS com LINK são bloqueados automaticamente (COMMENTS with LINKS are automatically blocked.)...Sucesso!


voltar ao topo

Notícias ::

Mais Itens ::

NEWSLETTER SEGS