Brasil, 11 de Dezembro de 2019

Pé no acelerador: jovens optam por cursos intensivos visando entrada mais cedo no mercado de trabalho

Qualificação em menor espaço de tempo, bons salários em áreas com grande demanda de vagas e investimento mais acessível em relação aos cursos superiores também são fatores que atraem os jovens

Para driblar o cenário de alto desemprego que persiste há pelo menos quatro anos no Brasil, cada vez mais jovens decidem investir em cursos intensivos visando a conquista de um espaço no mercado de trabalho. O movimento também é influenciado pelo menor período de estudos e valores acessíveis em comparação ao ensino superior. Entre os adeptos da alternativa, a preferência da maioria recai em cursos focados na área da tecnologia, uma vez que o setor irá demandar 420 mil novos profissionais até 2024, segundo estudo da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), além de oferecer salários iniciais mais generosos comparado a outros segmentos.

Esses pontos positivos foram determinantes para Matheus Barbieri, de 19 anos, morador de São Paulo, realizar o curso de Desenvolvimento Web, na escola de tecnologia Ironhack, com a finalidade de aprender as habilidades técnicas de programação de forma mais aprofundada e já adaptada às exigências atuais do mercado de trabalho: “Durante o Ensino Médio fiz um curso técnico de informática integrado com a intenção de começar a trabalhar cedo. Decidi me aperfeiçoar por meio de um treinamento intensivo para conseguir um emprego fixo mais rápido”, explica.

Formado em abril deste ano, Barbieri teve a sua previsão concretizada, já que um mês depois foi contratado como analista de desenvolvimento júnior da consultoria multinacional Stefanini. A vaga foi conquistada após a sua participação na Hiring Week, evento organizado pela escola ao final do curso que aproxima os estudantes com empresas que estão em busca de novos talentos nas chamadas carreiras digitais: “Agora o objetivo é adquirir experiência e com a entrega de um bom trabalho mirar uma ascensão dentro da empresa. No prazo de 5 a 10 anos, pretendo alcançar uma posição de liderança no mercado”, complementa.

Matheus Barbieri é um dos jovens que optaram por um curso intensivo

Estudantes desapontados com a faculdade

Saulo dos Anjos, de 20 anos, é o exemplo de estudante que se frustrou com a metodologia de ensino da universidade e desistiu da formação por ora. Ao completar um ano de estudos em Ciência da Computação e mais um semestre em Sistemas de Informação, ele percebeu que a grade curricular dos cursos não visa preparar o aluno para o mercado de trabalho. “Especialmente na área de tecnologia, a maioria dos cursos tem como conceito principal a formação de acadêmicos. Os conhecimentos aplicados ao mercado de trabalho são bastante defasados, não chegando nem a 50% do que é requisitado pelas empresas”, afirma. Diante desse cenário, o jovem intensificou as buscas por cursos intensivos voltados à área da programação. Após conhecer a estrutura da Ironhack, iniciou os estudos com intuito de encontrar uma vaga como desenvolvedor, de preferência em projetos de cibersegurança, ao término do bootcamp.

Outro caso de estudante que abriu mão do ensino superior ocorreu com Millene Miranda, de 18 anos. Após cursar um semestre de Engenharia Elétrica, ela decidiu investir em um curso intensivo por conta da vocação pela área de tecnologia e também para acelerar o início de sua trajetória profissional. A jovem está com a expectativa de conseguir uma vaga como desenvolvedora full-stack ainda em 2019, logo depois de encerrar os estudos. “Não me arrependo da escolha. Sinto que é só o começo de uma nova jornada”, garante.

90% dos alunos empregados em um ano de atuação no Brasil

Com a proposta de desenvolver e lapidar profissionais qualificados para a área da tecnologia, a Ironhack São Paulo completou um ano de operação, em outubro, com um alta taxa de empregabilidade entre os seus formandos. Mais de 90% dos alunos conseguiram uma vaga de emprego no setor desejado, em até três meses após a conclusão do curso. O índice está acima dos 85% de média mundial da escola, que possui nove campus espalhados pelo mundo.

De acordo com Tiago Mesquita, general manager da instituição no Brasil, o resultado alcançado pela unidade brasileira é fruto do ensino imersivo, que forma programadores, designer de experiências e analista de dados preparados para o dia a dia do mercado de trabalho, aliado com a conjuntura do País que ainda possui alto déficit de talentos na área da tecnologia: “Existem casos de alunos que recebem duas ou três propostas logo após o término do bootcamp e ele precisa decidir pela vaga mais atraente e adequada ao seu perfil”, afirma.

Globalmente a Ironhack já formou mais de 3.000 profissionais em seus bootcamps de Desenvolvimento Web, UX/UI Design e Data Analytics, com duração de 10 ou 28 semanas. Somente em São Paulo, no primeiro semestre de 2019 mais de 100 estudantes concluíram os estudos. “Os cursos são realizados principalmente por jovens que almejam conquistar rapidamente um emprego qualificado, sem a necessidade de se comprometer financeiramente com a mensalidade da universidade por quatro anos ou mais. Muitos profissionais interessados em dar um upgrade no currículo ou até mesmo mudar de carreira também estão se interessando pela proposta da escola”, conclui.

Sobre a Ironhack

Fundada em 2013 por Ariel Quiñones e Gonzalo Manrique, a Ironhack é uma escola de tecnologia com campus em Madrid, Barcelona, Berlim, Paris, Amsterdã, Lisboa, Miami, Cidade do México e São Paulo, voltada para o treinamento de alunos para empregos digitais. A Ironhack já treinou mais de 3 mil estudantes de 70 nacionalidades diferentes em pouco mais de cinco anos e foi reconhecida como uma das três melhores escolas do mundo pelo coursereport.com e switchup.org. Com um modelo que tem garantido a empregabilidade de mais de 85% de seus estudantes em até três meses depois do treinamento, a sua missão é permitir que qualquer um seja protagonista da revolução digital. Mais informações em: www.ironhack.com.


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