Brasil, 16 de Dezembro de 2018

+ F O N T E -

Faculdade Santa Marcelina promove o Fórum Moda 2018

Os melhores trabalhos das categorias de Estamparia, Modelagem, Fotografia, Joalheria, Estilismo e Acessórios participarão do evento, que contará com um júri composto por estilistas conceituados, editores de Moda, CEOs de grandes marcas e diretores de criação

O curso de Moda da Faculdade Santa Marcelina, pioneiro no estudo da área no Brasil, realiza o tradicional evento de formatura, o Fórum Moda 2018. A 28ª edição do evento ocorre no dia 6 de dezembro, às 19h, no auditório Laura Abrahão, na Unidade Perdizes da instituição, em São Paulo.

Participarão do evento 81 alunos, com trabalhos nas categorias de Estamparia, Modelagem, Fotografia, Joalheria, Estilismo e Acessórios, avaliados com os critérios: performance, inovação, criatividade, apresentação, coerência temática, harmonia, materiais, técnicas e elaboração estética.

Os que se destacaram nas apresentações de conclusão de curso serão, no Fórum de Moda 2018, avaliados por um júri composto por estilistas conceituados, editores de Moda, CEOs de grandes marcas e diretores de criação. Os alunos de Estilismo desfilarão sua coleção completa ou apenas uma peça, como performance entre os desfiles, e as demais categorias apresentarão os trabalhos na área expositiva.

Os melhores trabalhos de cada categoria serão selecionados e serão premiados com troféu, máquina de costura, bolsas de extensão e pós-graduação. “Este tipo de atividade colabora para que o aluno consiga ingressar no mercado de trabalho, visto que renomados profissionais da área avaliarão os trabalhos”, afirma Lucimara Duarte Chaves, diretora acadêmica da instituição, ressaltando que também é uma demonstração de que a Faculdade Santa Marcelina forma profissionais completos e capacitados para atuar, independente da área de Moda que eles escolherem.

Sobre a Faculdade Santa Marcelina

A Faculdade Santa Marcelina é uma instituição mantida pela Associação Santa Marcelina – ASM, fundada em 1º de janeiro de 1915 como entidade filantrópica. Desde o início, os princípios de orientação, formação e educação da juventude foram os alicerces do trabalho das Irmãs Marcelinas. Em São Paulo, as unidades de ensino superior iniciaram seus trabalhos nos bairros de Perdizes, em 1929, e Itaquera, em 1999. Para os estudantes é oferecida toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento intelectual e social, formando profissionais em cursos de Graduação e Pós-Graduação (Lato Sensu). Na unidade Perdizes os cursos oferecidos são: Música, Licenciatura em Música, Artes Visuais, Licenciatura em Artes Plásticas e Moda. Já na unidade Itaquera são oferecidas graduações em Administração, Ciências Contábeis, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Nutrição e Tecnologia em Radiologia.

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O Fórum Moda 2018 é um evento apenas para convidados, porém, é possível conferir o trabalho dos alunos e, caso tenha interesse, conhecer melhor os perfis dos profissionais que começam a ingressar o mercado de trabalho. Todos eles apresentam um estudo acadêmico, com pesquisas e referências, que foi a base do conceito das coleções produzidas.

Conheça um pouco dos trabalhos dos formandos do curso de Moda da Faculdade Santa Marcelina que participam do Fórum Moda 2018:

Alice Fleury Teixeira Leite – Deeds Not Words - O tema surgiu a partir da investigação do uso da bicicleta durante o movimento sufragista inglês, no final do século XIX e começo do século XX, como principal meio de transporte feminino e a sua relação com a emancipação das mulheres nesse período.

Ana Carolina Gimenez – Fetiche da Mercadoria - Inspirada na teoria marxista, cujo trabalho explora a duplicidade do valor de uso e de troca dos objetos, além de como suas relações sociais provocam a alienação das pessoas envolvidas em sua manufatura e consumo. A aluna faz crítica a omissão da cadeia produtiva da moda, declarando que não há diálogo entre produtores e consumidores. Para desmistificar a ideia, a autora propõe roupas que sejam meio de comunicação entre os extremos da cadeia.

Beatriz Campos Peixoto – Conexões - Com foco no público masculino, a coleção traz uma relação entre o transporte metroviário e o cérebro, ou seja, as ligações cerebrais e os metrôs de Tóquio, por sua complexidade, e o de Moscou, pelo anel de conexões e sua arquitetura. A aluna representa a sofisticação de looks confeccionados em malha.

Beatriz Mazzo Silva Menezes – Balneário - A coleção faz uma breve imersão na história do maiô e seus desdobramentos sociais. A aluna trilha a linha do tempo do traje ao longo dos anos, mostrando o distanciamento do pudor em prol da sensualidade, que culmina anos mais tarde na superexposição dos corpos, na imposição de padrões de beleza e nas mídias regentes de normas estéticas.

Bruna Aguiar Scarel da Silva – Vazio - A coleção se expressa por meio do estudo da modelagem, volumes e sobreposições ao sentimento do vazio. A aluna se baseou nas referências das obras dos artistas, Anish Kappor e Olafur Eliasson, para explorar o próprio vazio, por meio de uma cartela de cores em tons off White e detalhes em cinza e preto, o resultado são formas sutis e delicadas.

Denis Mathias Almeida Leão – Paenes_Umbra - Do latim paene (quase) e umbra (sombra), a coleção sintetiza o silêncio de uma guerra interna vivenciada pelo autor, por meio de looks em dupla, explorando a dualidade e tratando a sombra como algo necessário. As peças variam entre blazers, paletós, macacões, calças e camisas sociais, blusões e coletes.

Fernanda Alzira Pupin Genari – 22Flame - A coleção tem como tema o streetwear, pensada a partir da cultura do Hip Hop, onde a autora explora as características do início do movimento até os dias de hoje. As peças são uma demonstração da identidade e valores trazidos por essa cultura.

Fernanda Silva Marques – O existir invisível - A coleção aborda de forma expressiva a relação do lixo, o catador e sua invisibilidade na sociedade. A autora usa restos de tecidos, linhas com sobra, além de bordados que carregam a essência do próprio fazer, característico da necessidade de sobrevivência de um vivente do lixo.

Gabriela Camazzola Pfeifer – Nonsense (Sem sentido) - A coleção trata de um movimento artístico pouco desenvolvido no mundo da moda, a Pataphysica. Inspirando o surrealismo, o dadaísmo e o teatro absurdo. Esta ciência “esquecida” é colocada em pauta para criações artísticas e conceituais. A ironia também é atrelada às peças que demonstram pequenos problemas cotidianos, como os óculos com retrovisor, e que fogem das proporções do corpo, levando à dualidade de um universo bidimensional e tridimensional.

Gabriela Salloum Viario – Brincaderia - A coleção é inspirada no brincar em sua essência pura e inocente. O lúdico e a imaginação são os principais elementos para o desenvolvimento de roupas-brinquedos que estimulem a criatividade nas crianças. A estilista conta também com histórias e vivências que tem com o seu irmão desde pequenos, fazendo uma relação com a amizade entre irmãos.

Isabella Silva Costa – Contos de Gula - A coleção se baseia em contos de terror surrealistas de Leonora Carrington e o universo paralelo ao nosso, criado pela aluna como um lugar de fuga e de crítica a realidade. Os looks estão relacionados a uma espécie de utopia vestível que explora o pensamento da estilista quanto a um corpo que está unido ao mundo e a tudo que o compõe.

João Paulo Santos Fernandes da Paz - Corre 404 – A cidade de São Paulo e a correria com o tempo são tema da coleção do aluno, que utiliza de poesia para traduzir seu ser olhar da cpaital paulista e de suas ruas.

Letícia Pissinato Grando – Aechmea - Coleção inspirada na beleza da flora brasileira por meio das ilustrações botânicas da artista Margaret Mee e suas expedições na Floresta Amazônica. O intuito é representar e analisar a anatomia e estética orgânica das espécies existentes, enfatizando a diversidade de bromélias. As peças são retratadas com riqueza de detalhes, explorando as cores e bordados que foram inspiradas nas obras do pintor David Hockney.

Marco Aurélio Alves – 111/Desobediência Civil Negra: Moda como Representação Iconográfica e Ativismo Micropolítico: a coleção se manifesta em um contexto de genocídio do negro afro-brasileiro, repressão policial e regime de cárcere pautado pela raça no Brasil. O estilista articula a roupa como ferramenta de protesto.

Mariana Carvalho Xavier – 1968: marcado pelo movimento da contracultura parisiense, com manifestações artísticas e impactos sociais que continuam presentes na atualidade, a coleção foi criada juntando as características associadas ao vestir dos jovens franceses da década de 60 com as do contexto urbano atual.

Thayná Camila Amorim Bezerra – Ramificações: a coleção atua como uma verdade sobre as diferenças sociais e tem como objetivo voltar o olhar do público para o interior do ser humano, observando seus órgãos e o que o compõe. Para a estilista, é somente a partir dessa observação que pode-se entender o conceito de igualdade. As formas das peças são inspiradas nos órgãos humanos e principalmente nos desenhos nas veias, artérias e capilares.

Vitória Luiza de Oliveira Pretti: o projeto tem o objetivo de analisar e discutir as potencialidades do desenvolvimento sustentável no segmento infantil. A estilista analisa a importância da segunda infância na formação de novos indivíduos a partir de uma visão Winnicottiana. O processo criativo possui uma abordagem integradora e aberta, que combina ideias da teoria e da prática, priorizando o contato tátil que aproxima a criança do ciclo de produção de vestuário.

Amanda Gomes da Silva – Darsana – O título escolhido significa Visão, traduzido do Sânscrito, e tem base na filosofia budistatibetana. Os produtos trazem formas orgânicas que traduzem a simplicidade dos monges. A aluna utilizou tecidos sustentáveis, Kathmandu, com tingimento natural. A coleção instiga uma reflexão sobre os padrões impostos pela sociedade.

Amanda Gomes dos Santos Micheleto – Something Blue – A delicadeza do lingerie e o frescor da natureza são unidos para traduzir um momento único, o matrimônio. As formas são baseadas nas vestimentas da Grécia antiga, com tecidos sustentáveis, por meio de suas matérias primas, como seda, algodão e linho.

Amanda Sabadin da Costa – Formigueiro – O mínimo é representa a minoria, que é fundamental para a sociedade, assim como a formiga é para o ecossistema, mesmo que quase invisíveis. A coleção é inspirada nos trajes utilizados no trabalho, tanto os antigos operários, quando o novo e as mulheres. A proposta é contar as histórias dessa população por meio de um olhar delicado. Também demonstra o que é o vazio da alma urbana, pela ausência de cores.

Camila Almeida Cerchi – Antarctica – O inverno antártico e as mudanças climáticas, que afetam todo o ecossistema, são abordados na coleção. Com conceitos de proteção, conscientização e sustentabilidade, o foco é o fenômeno Brinicle, um redemoinho de gelo que desce rapidamente até o fundo do mar e congela todos os seres. Então, são retratados nos trajes toda a flora e fauna, com o toque de conscientização.

Giulia Beltrame Costa – Innsaei – A corrente filosófica que dá nome a coleção propõe a conexão das pessoas por meio da empatia. A aluna aborda esse conceito através do tema: muros imaginários, representando as barreiras que aprisionam o ser pelas suas fraquezas. O objetivo da coleção é a libertação do indivíduo.

Isabella Salaorni – Do Sertão, a Travessia – Entre a linha tênue da literatura com a moda, a aluna propõe o resgate da pureza e sensibilidade por meio de uma poética vestível. Portanto, a escolha foi apresentar uma viagem ao Sertão Nordestino na coleção, com um começo de entusiasmo e medo, o meio, com os encontros e percalços, assim como a beleza da natureza, e o fim, as lembranças.

Jackeline Bonafé de Lima – Resistência Cultural – A coleção é inspirada nas manifestações contra a ditadura militar, principalmente as revoltas estudantis de 1968. O foco escolhido foi o movimento de resistência na cultura, principalmente, na música, que são demostrados nas roupas, já que a moda também tem um papel de resistência no meio político-social.

Juliana Fialkovitz – Do Corpo à Cor – O olhar cítrico de Hélio Oiticica é o ponto de partida para a coleção da aluna. O resultado se refere ao pensamento sobre o caráter da invenção, sobrepondo o lado estético das obras do artista.

Kassia Balbino de Abreu – Praesentia – Do latim, o título escolhido significa presença, que também é ligado ao sentido de atualidade, do estado em que se encontram as coisas. O conceito da coleção é a representação das relações sociais da mulher negra vista pelo âmbito da moda. As peças propõem uma reflexão sobre o papel da mulher negra na história, em especial de dois ícones: Dido Elizabeth Belle e Chica da Silva, e sua representatividade, inclusive no âmbito acadêmico.

Michelle Noberto Douglas – Narcisismo Contemporâneo e sua Relação com a Moda - A coleção aborda o narcisismo e a moda na sociedade contemporânea. Os look retratam a busca do entendimento com o espelho, sua adoração e o consumo, assim como a moda, que muda constantemente. O trabalho é destinado às mulheres que gostam de sair da zona de conforto.

Natalia Rodrigues – Memórias Desconstruídas - A coleção tem como inspiração a carga emocional que o refugiado carrega consigo quando parte em busca de um novo local para recomeçar sua vida. A estilista se baseou nos fatos vividos pelo refugiado para a elaboração dos desenhos. As maquetes nas peças têm a intenção de representar a interferência que uma vida constante sobre a partir do momento em que se faz necessário uma mudança abrupta.

Stephanie Cardoso Acca – O Invisível na Moda: A Anatomia do Corpo Diverso - O objetivo da coleção é integrar pessoas que não possuem o movimento das pernas ao universo fashion, unindo conceitos de moda à funcionalidade, conforto e sofisticação. Cada look foi criado a partir das necessidades das modelos, as quais possuem limitações distintas.

Talia Cardoso de Souza – Sherlock Holmes Indentidy - A coleção retrata um dos personagens icônicos da literatura europeia, por meio do detetive britânico que busca sua identidade no cenário contemporâneo e da fragmentação do indivíduo e da alfaiataria reconstruída, refletindo o DNA do homem à frente de seu tempo.

Thasciane Domingos da Silva - Cigány - A aluna utiliza de inspiração o Aro da Roda Cigana, nome dado também à coleção. Todas as peças são confeccionadas artesanalmente, o que remete as tradições dos clãs ciganos em fazer suas próprias vestimentas.


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