Brasil, 17 de Novembro de 2018

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Educação emocional e a Lei Antibullying: menos violência, mais respeito

Educação emocional e a Lei Antibullying: menos violência, mais respeito

A escola é um espaço privilegiado! Nela temos a oportunidade de nos relacionar com o diferente e também de entrar em conflito com o outro, já que cada família tem uma forma de educar. E isso pode se tornar um problema quando a questão é o bullying, uma vez que há famílias que punem com rigor os comportamentos violentos de seus filhos, e há outras que, equivocadamente, os justificam ou até mesmo os encorajam. Muitas vezes escutamos de pais que “se apanhar na escola, vai apanhar em casa também”, o que explica bem como estamos imersos em uma cultura de violência.

A escola pode ser palco de diversas formas de violência, que afetam alunos, educadores, gestores e funcionários. É sim comum conflito entre alunos, entretanto, quando as agressões intencionais – verbais ou físicas – são sistemáticas, isto é, repetitivas, e contra um mesmo alvo, sem motivação aparente, caracteriza-se o fenômeno do Bullying. Essas intimidações e agressões podem causar sofrimento intenso à vítima, que se vê presa a uma situação humilhante e desagradável, dificultando que se defenda, reaja ou procure por ajuda. O assunto é sério, e não deve ser subestimado.

As consequências do bullying

O Bullying, se não enfrentado, pode acarretar em uma série de transtornos graves, como ansiedade extrema, ataques de pânico, depressão, abuso de substâncias, e, em casos extremos, pode levar a tentativas de suicídio. Outro fenômeno aterrorizante são os school shootings, ou, tiroteios em escolas. Geralmente, são protagonizados por um aluno que sofria bullying e que adoeceu psiquicamente, demonstrando desejo de destruir a escola e as pessoas que lá estão. Nos Estados Unidos, até maio deste ano, houve mais de 22 ataques desse tipo a escolas, isto é, uma média maior do que um caso por semana. Esses dados alarmantes demonstram a gravidade da questão. Por isso, sejam quais forem as manifestações, os casos de bullying precisam ser compreendidos e solucionados.

A Lei Antibullying

Neste cenário esse tema e desafio ganha força, ao ponto de o governo ter aprovado a Lei Antibullying 13.185/2015 que determina: “é dever do estabelecimento de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática (bullying)”, e que “os entes federados poderão firmar convênios e estabelecer parcerias para a implementação e a correta execução dos objetivos e diretrizes do Programa instituído por esta Lei”. Aliás, um dos pontos dessa lei, aliás fala explicitamente na promoção de uma cultura de paz.

Como a educação emocional pode prevenir o bullying

Acredita-se hoje, por meio de estudos e pesquisas internacionais, que a educação emocional apresenta-se como um caminho seguro para promover a cultura de paz e não violência. Trata-se de uma forma de evitar ou diminuir situações desconfortáveis de estresse, ansiedade, bullying, uso e abuso de álcool e drogas, depressão e violência, proporcionando melhoria na relação com o outro, condição fundamental para a promoção da paz coletiva.

Com a educação emocional, as crianças e os jovens aprendem a conhecer suas emoções e as do outro, a se colocar no lugar do outro, ser mais tolerantes e, consequentemente mais pacíficos.

Em 2017, a Educação Emocional e Social, inovação pedagógica que surge da confluência de diversos ramos do conhecimento como a Pedagogia, a Neurociência, a Psicologia e as Ciências Sociais, foi inserida na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em três das dez diretrizes vigentes. A empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, alicerces da construção de uma Cultura de Paz e produtos da Educação Emocional e Social, aparecem como essenciais entre as competências gerais da BNCC.

Nesse contexto vemos um cenário de desafios e um solo fértil de esperança: a escola como um espaço privilegiado para o enfrentamento ao bullying, os professores preparados para lidar com esse desafio e a família em parceria com a educação e o desenvolvimento da criança.


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