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Começam as buscas por Plano de Continuidade de Negócios para recuperar prejuízos causados pelo Covid-19

Começam as buscas por Plano de Continuidade de Negócios para recuperar prejuízos causados pelo Covid-19

Com o advento do coronavírus, no Brasil e no mundo, muitas empresas estão vivendo pesadelos que jamais foram vividos antes. O cenário tem tido inúmeras repercussões negativas para qualquer tamanho de organização. Infelizmente, boa parte destas empresas não tinha uma ferramenta essencial conhecida como Gerenciamento de Plano de Continuidade de Negócios. Este programa além de nortear toda a organização na tomada de decisões também prepara a empresa para crises inesperadas, para o desenvolvimento de normas e políticas, identificação e priorização de riscos, responsabilidade estratégicas, planos de recuperação, automatização de processos, entre outros.

Toda atividade em qualquer momento está sujeita a qualquer interrupção de processos que possam impedir o funcionamento de suas ações como agora com a pandemia do coronavírus. Com o Plano de Continuidade de Negócios bem estruturado, é possível salvar muitas empresas do abismo e garantir a sobrevivência diante de circunstâncias inesperadas.

Mas é preciso que a liderança tenha em mente três condições essenciais para elaborar tal plano, como: análise de risco (quais as principais ameaças podem acontecer?); análise de impacto (como afeta meus negócios?) e por último, planejamento estratégico (ações bem definidas para tomadas de decisões e retomar as atividades).

É um programa complexo que exige estudo e muita análise. O executivo de Gerenciamento de Riscos e de Tecnologia da innovativa Executivos Associados, Carlos Macedo, comenta com mais detalhes como funciona o Plano de Continuidade de Negócios.

Qual a importância de ter um Plano de Continuidade de Negócios?

Carlos Macedo: o PCN tem como foco principal a criação de normas e procedimentos padrões, para que, em situações adversas, as empresas possam se recuperar e dar sequência em seus negócios, evitando ao máximo perdas financeiras. Sabemos que com a pandemia do Covid-19, muitas empresas, mesmo com o PCN na mesa, estão tendo dificuldades, mas o processo e as tomadas de decisões ficam mais visíveis quando a liderança se baseia em processos estruturados. Agora quando a empresa não tem nada planejado, a situação, com certeza, é muito pior.

Quais as principais variáveis do PCN?

Carlos Macedo: Basicamente são as definições de processos: contingência; administração de crises; recuperação de desastres e continuidade operacional. Mas é preciso que toda organização tenha conhecimento das normas e procedimentos, para que possam tomar as ações definidas. Criar uma comunicação horizontal e assertiva.

É bom lembrar que os processos sempre precisam de revisões periódicas. Talvez sejam necessárias novas estratégias e planos de ação, com o objetivo de recuperar o mais breve possível qualquer falha ou eventuais cenários que possam desestabilizar as atividades. O importante é proteger o negócio.

Quais os segmentos mais prejudicados até o momento com o Covid-19 e quais os que poderão sair mais fortalecidos pós pandemia?

Carlos Macedo: Os pequenos e micro empreendedores no segmento de prestação de serviços, sem dúvidas, foram os mais prejudicados, como: hotéis, restaurantes, bares, lazer, entre outros. O único setor que deve sair imune ou menos afetado é o agronegócio, responsável por 25% do Produto Interno Bruto. Mas no setor de serviços, principalmente, o de tecnologia devem sair fortalecidos. Este cenário trouxe muito aprendizado para qualquer segmento atuante não só no Brasil como mundo.

Com tantas ferramentas tecnológicas disponíveis, muitos planos estratégicos vão mudar?

Carlos Macedo: Com certeza. Tenho desenvolvido alguns planos de continuidade de negócios e um fator que me chamou muita atenção é que a maioria dos custos principais vão deixar de existir. Com a evolução muito rápida do home office, as empresas estão seriamente pensando em rever seus conceitos de teletrabalho, com foco na redução de custos, flexibilidade, segurança e qualidade de vida do colaborador. Estas mudanças estão sendo analisadas, principalmente, pelas multinacionais. Mas vai atingir com certeza mudança de comportamento também nos pequenos e médios empreendedores. O foco principal é resgatar a rentabilidade, menor custo e produtividade com segurança, principalmente, da saúde.

Embora a tecnologia traga facilidade, ela pode se tornar um grande problema se a empresa não tiver segurança em todo este processo.

Carlos Macedo: Planejamento e estruturação de planos são partes importantes de qualquer negócio. Quando o assunto é tecnologia, não é diferente. No Brasil os ataques cibernéticos batem recordes todos os anos e cresceram mais de 80% em 2019. O Brasil tem tantos problemas com invasões virtuais, que é o segundo país que mais sofre com perdas econômicas por conta de ataques cibernéticos, segundo a União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês), órgão que ligado a ONU - Organização das Nações Unidas.

A segurança tecnológica no Brasil é muito vulnerável. Exatamente por não existir um ambiente virtual 100% seguro, as empresas vêm adotando cada vez mais o Plano de Continuidade de Negócios.

Quais os ataques cibernéticos mais comuns nas empresas?

Carlos Macedo: Na América Latina temos quatro tipos bem conhecidos são os ataques de phishing, malware, criptojacking e ciberextorsões.

O mais tradicional é o phishing. Um link malicioso é enviado para o usuário e quando acessado, todos os dados ali expostos são roubados. Apesar de esse ser o mais tradicional, o malware é a ameaça principal entre eles. Esse é o ataque que mais causa incidentes de segurança em empresas e são usados principalmente em sistemas móveis como o Android. Já o criptojacking usa scripts que são executados no navegador do usuário e que instala um código no computador. Ele foca no sequestro da capacidade de processamento de um equipamento para ganhar dinheiro por meio da mineração de criptomoedas. E tudo isso é feito sem que o sistema perceba qualquer invasão. O último, mas não menos importante, é a ciberextorção. Nessa modalidade, os usuários acreditam que os criminosos têm informações sigilosas e confidenciais e praticam extorsão para devolverem ou apagarem os dados que supostamente roubaram.

Quais os sistemas segurança que indicaria para as empresas?

Carlos Macedo: Existem diversos sistemas de segurança e de dados altamente criptografados que podem ajudar na prevenção de ataques. Porém, o papel do Plano de Continuidade de Negócios é preparar os funcionários e executivos para o momento em que esses ataques aconteçam. Afinal, você pode ter o sistema mais seguro do mundo, mas que não vai adiantar nada se as pessoas não souberem o que fazer e como resolver as crises em um momento de vulnerabilidade.

Então como exatamente funciona o PCN para a área de tecnologia?

Carlos Macedo: Para ter um plano de continuidade de negócios é necessário ter uma Política de Segurança. Ela determinará o nível de segurança/insegurança da sua rede, qual a facilidade de usá-la e quais serão as funcionalidades. Estes processos podem reduzir e muito os prejuízos de sua empresa em casos de invasão.


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