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Covid-19: setor de indústrias precisou se reinventar para enfrentar a doença

A tecnologia, além de facilitar o dia a dia das indústrias, pode ser uma saída no combate e na prevenção do vírus

Mesmo os setores mais tradicionais da economia, como o de indústrias — que na maioria das vezes ainda não passou por uma transformação digital completa — precisaram fazer mudanças no dia a dia para se adaptar a este momento de crise, já que a pandemia da Covid-19 obrigou as empresas que ainda estão em funcionamento a endurecer as normas de segurança e de higiene. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os demais órgãos competentes, o distanciamento social (que não pode ser aplicado com efetividade nestes casos) e a higienização frequente das mãos e dos ambientes são as melhores formas de prevenir a contaminação.

Dentre as saídas para as indústrias, que precisam de trabalho presencial na maioria das vezes, estão: distanciamento mínimo entre cada funcionário com recomendação de uso de barreiras físicas entre eles; uso de equipamentos de proteção individual (EPIs); escalas e turnos que evitem aglomerações na entrada e saída dos expedientes; e oportunizar trabalho remoto aos colaboradores em grupos de risco e/ou de setores administrativos. Promover a segurança no ambiente de trabalho é fundamental para que a retomada das atividades tenha sucesso e a contaminação pela doença seja freada.

Prevenção e combate

Garantir a integridade dos colaboradores é essencial para o bem-estar no trabalho, principalmente no momento que estamos vivendo. Mas qual é o primeiro passo para uma manutenção em segurança? Um formato prático e eficaz de garantir a integridade física dos funcionários e prestadores de serviços é por meio de um checklist de segurança. Basicamente, pode ser construída uma lista de verificação com todos os pontos que precisam estar de acordo para que os colaboradores estejam amparados. Por exemplo, para que o uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) seja efetivo, é preciso atender requisitos básicos, e a higienização correta é crucial. “Alguns cuidados são fundamentais para que a empresa continue funcionando. A higienização dos EPIs é um compromisso com a integridade dos colaboradores e impacta em diferentes frentes, como: segurança do trabalho, atendimento às normas reguladoras, controle de contaminação de doenças e controle de qualidade”, diz Maurício Fragoso, CCO da startup Checklist Fácil.

A startup de Florianópolis possui um software onde o cliente cria checklists e planos de ação para o monitoramento dos processos de higienização, seguindo as recomendações dos órgãos competentes. “O envio de fotos por meio do aplicativo ajuda a comprovar que existem não conformidades”, explica Fragoso. Ele ainda complementa que “funcionalidades de geolocalização e aplicação por QR code garantem que o auditor esteja no local de realização da checagem e, combinados com o recurso de imagem como documento comprobatório, evidenciam o problema que precisa ser resolvido”.

Por meio da ferramenta, podem ser criados e aplicados diversos tipos de checklists de saúde dos funcionários e clientes, como: controle da temperatura corporal de colaboradores; protocolos para higienização dos funcionários e do maquinário; regulamentação do uso de equipamentos de proteção individual; checklists de procedimentos; orientações sobre cuidados nos ambientes compartilhados, como cozinhas e banheiros; gerenciamento da dispensa de funcionários do grupo de risco; treinamento para colaboradores; checagem da aplicação das orientações da OMS e dos demais órgãos competentes; dentre outras aplicações.

Testes em massa na indústria

Em outra frente conjunta entre empresas de tecnologia e a indústria tradicional está uma projeto piloto desenvolvido pela startup catarinense BiomeHub em parceria com a iniciativa privada, liderada pela Fundação Certi. Desde o dia 24 de abril, a empresa está operando um projeto piloto de triagem populacional a baixo custo com foco nos trabalhadores da indústria. A iniciativa ganhou respaldo de importantes entidades, como a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), que encomendou mais de uma centena de testes iniciais para doação. A previsão é de que a coleta das primeiras amostras oficiais do projeto seja feita ainda na primeira quinzena de maio, com apoio logístico de transportadoras especializadas na área da saúde.Os testes são feitos por grupamento - cada amostra considera um contingente de até 16 pessoas - e os resultados são liberados em até 24 horas.

De acordo com Luiz Felipe Valter de Oliveira, CEO da BiomeHub, a empresa de biotecnologia ampliou seu laboratório de testagem que possui em Florianópolis (SC) para viabilizar a realização de 500 mil testes RT-PCR em tempo real, e oportunizar a testagem a baixo custo na população. Com tecnologia de ponta desenvolvida na própria a empresa está conseguindo realizar a triagem populacional no valor entre R$ 10 e R$ 20 cada amostra, bem abaixo dos demais valores do mercado, que custam na média de R$ 180 por teste individual.

“A ideia é que à medida que as empresas tenham acesso à testagem em grande escala, a retomada gradual da atividade econômica ocorra de forma mais segura no Estado”, destaca Oliveira.


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