Brasil,

Água e Sustentabilidade São Temas Da Revista 29horas de Março

- Dicas para uma vida mais sustentável, dados e curiosidades ecológicas marcam presença nas páginas das edições paulistana e carioca

- Capa do Rio de Janeiro destaca uma entrevista exclusiva com a surfista Maya Gabeira, que entrou para o Guinness Book ao enfrentar uma onda com mais de 20 metros de altura

Devido ao Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, a Revista 29HORAS elaborou a edição deste mês voltada inteiramente para a conscientização do consumo de recursos hídricos e a sustentabilidade. A capa paulistana destaca a temática central e ambas as edições, de São Paulo e Rio de Janeiro, apresentam matérias com dados, informações importantes, bate-papo com ativistas da causa e até mesmo sugestões de passeios para aproveitar melhor a natureza. A edição carioca destaca também uma entrevista com a surfista Maya Gabeira, que há 18 anos convive nos mares e relata o seu descontentamento com a degradação das praias.

A publicação já está disponível para retirada gratuita nas áreas de embarque e desembarque dos aeroportos de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro). Veja abaixo mais detalhes sobre a edição de março da revista e clique aqui para acessar o conteúdo completo, inclusive com imagens para download.

São Paulo – Especial Água

A preservação do meio ambiente e soluções ecológicas para a vida são as temáticas que norteiam todas as páginas que compõem a Revista 29HORAS de março, que neste mês conta com a curadoria de Chiara Gadaleta, idealizadora do Movimento Ecoera e da plataforma A Moda Pela Água. A edição paulistana apresenta matérias especiais com dados importantes, curiosidades, mostra a mobilização de pessoas e empresas na luta para a conservação da água e também exibe um ensaio fotográfico realizado pelo mineiro Érico Hiller, com oito imagens sobre as chagas de pessoas ao redor do mundo que sofrem com a falta de água, o bem mais valioso do nosso planeta e que está em crise.

Há uma matéria sobre os brechós, que se destacam entre os exemplos de consumo sustentável apontados na revista, visto que a indústria da moda é a segunda que mais polui o meio ambiente. Incontáveis litros de água são utilizados durante os processos de lavagem, dimensionamento, branqueamento, enxágue, tingimento, impressão e finalização das roupas, além dos gastos com energia, embalagem e transporte. Sendo assim, a aquisição de roupas usadas ajuda a reduzir a poluição e evita, por exemplo, que peças de qualidade acabem em lixões e aterros sanitários, colaborando ainda mais com a degradação do meio ambiente.

Também é destaque uma matéria indicando que enquanto alguns utilizam a água de maneira desenfreada, outros sofrem com a falta dela. Segundo dados da ONU, a previsão é de que até 2050 a escassez de água irá afetar globalmente 5 bilhões de pessoas, principalmente devido às mudanças climáticas e ao crescimento populacional. Por outro lado, dados apontam que o Brasil possui a maior concentração de água doce do planeta, já que cerca de 12% das reservas estão aqui. Mesmo assim, muitas pessoas do país enfrentam problemas para ter acesso a esses recursos hídricos, principalmente as que vivem na Região Nordeste. “O problema é o fato da distribuição da água estar sendo feita com foco central no lucro e não no compromisso de ofertar uma substância fundamental para a manutenção da vida”, afirma Wagner Ribeiro, professor de Geografia da USP e autor do livro “Geopolítica da Água”.

E há ainda nesse conteúdo especial uma entrevista com a ativista brasileira Marussia Whately (autora do livro “O Século da Escassez – Uma Nova Cultura de Cuidado com a Água: Impasses e Desafios”). Ela declara que, apesar de o Brasil abrigar a maior parte da água doce do planeta, o país não se encontra em uma situação confortável. “Uma das razões é que grande parte da água está na Amazônia e a maior concentração de população e indústrias está no Nordeste, Sudeste e Sul. Não há um bom planejamento para reduzir o uso da água nas áreas mais habitadas”, considera. Diante disso, ela tenta disseminar a ideia de que “o cuidado com a água é um dever de todos”.

Rio de Janeiro – Maya Gabeira

A água é a casa, o lazer e o ganha-pão de Maya Gabeira, surfista profissional que ganhou um registro no Guinness Book (o livro dos recordes) após enfrentar uma onda de 20,72 metros em Nazaré, Portugal, no ano de 2018. Mesmo local que, cinco anos antes de sua memorável conquista, foi o cenário de um terrível acidente sofrido pela atleta. Em 2013, Maya foi atingida por uma gigantesca massa de água, ficou submersa por algum tempo e foi resgatada desacordada, com o tornozelo quebrado. Precisou passar por duas cirurgias na coluna e, após alguns meses de fisioterapia e intenso treinamento, se recuperou e voltou às águas. “Vivo com a filosofia de não desistir, usar os erros e barreiras para evoluir, crescer e levar à frente os desafios. Você deve estar sempre buscando se superar, não desistir”, reflete.

Por passar uma boa parte de seu tempo no mar, a surfista diz que presencia de perto a poluição das praias e se declara entristecida com o fato. “A degradação ambiental é problema mundial, talvez o maior desafio da humanidade neste momento. E ainda vai dar muito trabalho para todos nós”, afirma. Há 18 anos viajando pelo mundo em busca de boas ondas, ela já visitou praias de inúmeros países, entre eles Austrália, Havaí, África do Sul, Indonésia, Polinésia Francesa, Taiti e até Alasca, além do Brasil, claro. Em todos esses lugares, considera que o problema da poluição está presente. “Não dá para apontar para um lugar que esteja livre dessa questão”, conta.

A situação é extremamente preocupante. Segundo relatório publicado em 2019 pela World Wide Fund for Nature (WWF), com dados do Banco Mundial, oito milhões de toneladas de lixo plástico vão parar nos oceanos ano após ano. Se esse ritmo continuar, segundo a ONU, em 2050 haverá mais plástico do que peixes nos oceanos. De acordo com sua experiência pessoal e de colegas, Maya relata: “Cada vez mais a gente sente falta de peixes e da fauna marinha em geral. Em alguns pontos onde havia abundância de espécies, elas começam a ficar escassas, seja pela pesca em maior escala ou porque deixam seu ambiente pela falta de alimentos”.

Sempre que é possível, Maya fala a respeito da importância da conscientização sobre os recursos hídricos e dá dicas de como contribuir com a causa ecológica. “Há milhões de coisas que a gente pode fazer no dia a dia, tipo não usar garrafa plástica ou os sacos do supermercado, nem tomar banhos tão longos para evitar desperdício... qualquer tipo de economia é importante”, sugere a surfista. No entanto, ela reforça que a intervenção estatal e decisões por parte das empresas são indispensáveis. “A gente vai ter que se mexer muito para mudar essa maré de poluição e de problemas ambientais. A crise é cada vez mais séria. Da parte dos governos, precisamos de novas leis. E as grandes empresas já começaram a olhar para isso de forma mais ativa, agindo para reverter esse quadro insustentável”, finaliza.


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