Brasil, 12 de Novembro de 2019

Aplicações inteligentes marcam nova fase de gestão de ativos no setor elétrico

Nem o pouco tempo decorrido desde a difusão do conceito de gestão de ativos, que associa à estratégia das empresas as melhores práticas para gerir ativos físicos impediu o setor elétrico de avançar para uma nova fase de inovação, que consiste em dotar equipamentos com tecnologia para entregar soluções para problemas antes mesmo de eles acontecerem. A internet das coisas (IoT), inteligência artificial, automação e os sensores embarcados para coleta de dados em tempo real são alguns desses recursos, utilizados por concessionárias e permissionárias, para antever dificuldades operacionais e promover o controle e o monitoramento de ativos.

A evidência dessa nova etapa de desenvolvimento fez parte da discussão apresentada pelo 6º Egaese (Encontro de Gestão de Ativos do Setor Elétrico), promovido pelo Procobre – Instituto Brasileiro do Cobre – em parceria com a AES Tietê, Enel, Chesf, CPFL Renováveis, Isa Cteep e Cemig. O Encontro realizado no último dia 25 trouxe a oportunidade de trocar experiências sobre o que tem sido feito para aperfeiçoar as boas práticas na gestão dos ativos de geração, transmissão e distribuição, ao compartilhar projetos inovadores nacionais e internacionais com os principais nomes e lideranças do setor de energia.

Para a consultora do Procobre, a engenheira Marisa Zampolli, coordenadora e idealizadora do evento, o debate torna evidente que as soluções para gerir ativos físicos com eficiência e gerar ganhos financeiros e técnicos para as concessionárias estão endereçadas às mais diversas etapas da atividade econômica. “São muitas as oportunidades para o setor, entre elas estão a aplicação de recursos para o monitoramento remoto, com uso de Vants (veículo aéreo não tripulado), drones, câmeras 3D embarcadas, câmeras termográficas, equipamentos de robótica subaquática, a exemplo de AUVs (veículo subaquático autônomo) e ROVs (veículo submarino operado remotamente), desenvolvimento de softwares customizados”, ressalta.

Segundo a especialista, a tecnologia tem se mostrado cada vez mais eficiente para minorar a exposição do homem ao risco em atividades operacionais, prover a gestão de espaços de maneira simplificada e favorecer a análise inteligente das informações obtidas com a monitoração remota. “Essas aplicações inteligentes associadas à gestão de ativos têm permitido ao setor de energia avanços com a aplicação de big data e até mesmo ganhos financeiros ao cruzá-los com as informações de outras áreas da empresa para avaliar tendências de comportamento das máquinas, identificação de padrões de desempenho e eliminação de falhas”, afirma Zampolli.

A nova trilha perseguida pelas concessionárias advém, naturalmente, da preocupação de garantir o retorno do investimento realizado. O uso intensivo da tecnologia de ponta como parte do mecanismo de gestão adotado pelas concessionárias tem também outro fator determinante: o setor de energia é dominado por procedimentos e regulado por incentivos, o que interfere no processo de gestão dos ativos.

À medida que o órgão regulador introduz parâmetros como vida útil dos ativos, indicadores de desempenho, requisitos mínimos de performance e níveis de manutenção para determinar a base de remuneração regulatória (BRR), o setor de energia, ativo-intensivo, não pode renunciar ao avanço tecnológico.

Como oxigênio para transformar ideias antigas, a inovação simplifica as tarefas rotineiras das concessionárias, muitas delas relacionadas à criticidade, confiança e disponibilidade de cada ativo nos processos de valoração do negócio e de decisão para o investimento racional das empresas.

Prêmio Engenheiro Amauri Reigado

O amadurecimento na gestão de ativos no setor elétrico muito se deve aos trabalhos desenvolvidos e aplicados in loco para transpor desafios operacionais que a atividade impõe. “O setor busca continuamente alternativas para aprimorar a maneira de realizar inspeções, avaliar o desempenho e ampliar a cobertura de monitoração dos ativos, antecipando eventuais problemas para evitar paradas inesperadas”, assegura a engenheira, consultora do Procobre.

Em reconhecimento aos autores de projetos para as melhores práticas de gestão conduzidas por concessionárias e permissionárias de energia no Brasil, o Egaese criou o Prêmio Eng. Amauri Reigado. Este ano, os projetos premiados foram:

Categoria: Atividades de Ciclo de Vida

1º - Uso de sistema SAP para capitalização automática de mão de obra própria em obras de investimento – Apresentado por Júlio Baldasso

2º - Soma – Sistemática para otimização da manutenção de ativos – Apresentado por Pedro Aurélio F. Neto

3º - Centro de suporte e diagnóstico – ferramentas tecnológicas para diagnóstico e suporte remoto à operação e manutenção – Apresentado por Maurício André Nunes

Categoria: Impactos Regulatórios

1º - Método Monte-Carlo para avaliação do equilíbrio tarifário dos investimentos em modelos price-cap – Apresentado por André Sampaio

2º - Gestão de ativos civis como suporte aos processos regulatórios de segurança de barragens – Apresentado por Antonio Marcos da Silva

3º - Gestão de ativos como protagonista da revisão tarifária nas distribuidoras – Apresentado por Vagner Tumaz

Categoria: Gestão Estratégica

1º - Incorporação de novas soluções na gestão de operação dos ativos físicos - Apresentado por Daniel Yosi Esperandeli

2º - Planejamento orçamentário – utilização de parâmetros de riscos, desempenho e custos para composição e priorização de projetos para ciclos orçamentários - Apresentado por Lucas Lopes Toledo

3º - Projeto de gestão regulatória de R$ 40 bi de ativos em base de remuneração com uso do PMI-Agile - Apresentado por André Sampaio

Categoria: Tecnologia e Inovação

1º - Utilização de ferramentas estatísticas e de drones para melhoria de performance de usina solar – Apresentado por Rafael Schimdt

2º - Utilização de tecnologia ROV na gestão de ativos críticos de usinas hidrelétricas – Apresentado por Vagner Lopes

3º - Elaboração e aprimoramento de planos de contingências – Apresentado por Leonardo Domingos

Prêmio Internacional de Gestão de Ativos

Para ampliar a prática de gestão, uma premiação internacional - Brazilian Asset Management Award, - também foi adicionada ao 6º Encontro. “Assim podemos saber o que está sendo feito lá fora, conhecer novas soluções e, se oportuno, desenvolvê-las aqui também, admite Zampolli. Os trabalhos premiados foram:

1º - Drones & Robotic global program – apresentado por Salvador Ñanculeo

2º - A framework for short, medium and long term asset management in power utilities – apresentado por Laura Rosero

Sobre o Procobre

O Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre) é uma instituição sem fins lucrativos que faz parte da Internacional Copper Association (ICA), líder mundial na promoção do cobre, metal que sempre se fez presente na evolução das civilizações. O Procobre tem como missão gerar demandas para os produtos de cobre, difundir informações sobre os atributos técnicos e científicos do material, identificar contribuições do cobre para a formação e preservação da vida, fomentar pesquisas, desenvolver processos e produtos tecnológicos e criar novos usos para o metal. Seus dois maiores desafios são posicionar a indústria do cobre como um setor fundamental para responder às demandas da sociedade e disseminar informação sobre esse metal que atende às preocupações do desenvolvimento sustentável. Site: www.procobre.org


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