Brasil, 13 de Dezembro de 2019

Mostra Sustentável 2019 - Ideias criativas de ambientes ecologicamente corretos inspiram visitantes

Além da sustentabilidade, os mais de 40 espaços que compõem a exposição valorizam a inclusão e a diversidade. O evento acontece do dia 4 de setembro a 13 de outubro, de quarta a domingo, na Fundação Síndrome de Down, em Campinas.

O objetivo era restaurar a sede da Fundação Síndrome de Down (FSD) para dar mais conforto aos assistidos. Mas o trabalho dos arquitetos, designers de interiores, artistas plásticos, paisagistas e engenheiros na edição 2019 da Mostra Sustentável foi além de texturas, cores e decoração. Os ambientes criados pelos cerca de 80 profissionais proporcionam aos visitantes ideias muito criativas, interessantes e fáceis de aplicar em casa - na sala, na cozinha, no quarto, no banheiro - ou em escritórios e consultórios. São sugestões muito práticas demonstrando que é possível, sim, ter criatividade e ser ecologicamente correto ao mesmo tempo. Esse legado, é claro, ficará para a Fundação Síndrome de Down quando a Mostra terminar. Mas as propostas dos espaços podem ser disseminadas e copiadas, inspirando as pessoas a começarem a pensar em ambientes totalmente aconchegantes, confortáveis e sustentáveis em suas casas ou locais de trabalho.

SustenTalks

A Mostra não se limita à exposição dos ambientes criados pelos profissionais. Pensadores, chefs de cozinha, músicos e educadores foram convidados para dar palestras interativas na SustenTalks. Tratam-se de conversas sobre sustentabilidade, além de eventos musicais e gastronômicos que serão realizados entre 4 de setembro e 11 de outubro, sempre de quarta a domingo, na própria Fundação. Nos dias de semana, a Mostra fica aberta das 15h às 21h e, aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 19h. A programação está disponível no site www.mostrasustentavel.com.br. Além de beneficiar a Fundação Síndrome de Down, a população de Campinas também receberá como legado uma biblioteca instalada na Praça Pedro Cané, ao lado da FSD, em Barão Geraldo, totalmente reformada para abrigar espaços de convívio. Esta é a terceira edição da Mostra que já revitalizou os espaços do Lar dos Velhinhos e do Centro de Saúde Mental Dr. Cândido Ferreira nas edições anteriores.

“A proposta da Mostra é deixar um legado social positivo, gerar bons negócios aos profissionais e empresas envolvidas e, principalmente, incorporar conceitos e atitudes sustentáveis ao cotidiano de seus visitantes, mostrando que vale a pena ser sustentável”, ressalta Fernando Caparica, diretor da Mostra Sustentável. Os ingressos custam R$ 35,00 (inteira, entrada + revista), R$ 20,00 (meia, entrada + revista), revisita R$ 10,00 (apenas entrada) e passaporte R$ 70,00 (entrada ilimitada + 1 revista). Haverá estacionamento com valet no valor de R$ 15,00. As vendas são feitas somente na bilheteria, aberta até às 19h30. Informações pelo e-mail ou pelo telefone (19) 99121-0262.

Os ambientes da Mostra 2019

Ambiente 1 - Biblioteca/ Bilheteria - CM2 Casarin Monteiro Arquitetura & Interiores: Roseana Desenso Monteiro (arquiteta e urbanista) e Elton Casarin (arquiteto e designer de interiores)

Único ambiente na Mostra 100% construído “do zero”. Trata-se da primeira biblioteca na América Latina erguida pelo método Wood Frame de construção, que não utiliza água durante o processo, não gera muito resíduo e é muito rápido. De porte médio, a proposta é atender crianças e adultos e, por isso, o mobiliário do ambiente foi organizado em tamanhos e alturas diferentes. As estantes estão fixadas em alturas variadas e as mesas são modulares e coloridas, permitindo mudança no layout conforme a necessidade de uso. Destaque para os pufes que proporcionam um ambiente ideal para que as crianças possam ouvir histórias. Para usuários digitais, há espaço para computador. A cobertura é de telhas sanduíche em alumínio pintado de branco, para maior reflexão do calor. Trata-se de uma edificação com alto grau de ecoeficiência, pois a concepção do projeto levou em consideração o posicionamento em relação ao sol e correntes de vento, com aproveitamento da luz natural e ventilação cruzada, sem a necessidade de ar-condicionado ou muitos pontos de luz. Há cisterna para coletar água de chuva, visando a molhar o jardim do entorno e lavar pisos, quando necessário. Destaque: Método Wood Frame de construção seca que, além de limpo, é muito rápido. A Biblioteca ficará como legado da Mostra Sustentável para atender os cidadãos da municipalidade e também para uso da FSD. Durante o evento tem a função de Bilheteria

Ambiente 2 – Praça COMO SOMOS - Helena Overmeer (paisagista)

Inspirado no formato do DNA e no cromossomo 21, um caminho de tijolos entrelaçados com plantas atravessa a praça de um lado para o outro e forma o desenho de uma hélice helicoidal de DNA. Foi estruturada em vários pequenos espaços. O Pátio de Jogos tem mesas de cimento para jogar xadrez, cartas ou, simplesmente, conversar sob a sombra. O Pátio de Estudo tem mesas comunitárias de madeira para ler e estudar em apoio à biblioteca infantil, mas pode também ser utilizado para piqueniques. A rede suspensa entre os paus-ferros é para brincar, deitar, ler ou apenas observar as nuances de verde das copas das árvores. No Pátio de Convívio há um fogo de chão para reuniões diversas e um banco feito de um tronco só. O Espaço do Ar conta com balanços presos aos galhos de um “João Bolão” e o Pátio do Cromossomo é uma estrutura de bambu na forma de DNA, feito para as crianças brincarem com o equilíbrio. Os Morros Sustentáveis - que deram um fim útil a uma parte do entulho da obra da Mostra, que foi coberto com grama - se transformaram em pequenas colinas para brincadeiras de sobe e desce. Destaque: Toda a mão de obra da praça foi oferecida pelo projeto “Mão Amiga", que dá oportunidade de trabalho para pessoas em situação de rua.

Ambiente 3 - Espaço Boas-indas - Maira Del Nero e Symone Da Fonte - arquitetas

Apresenta a história da Fundação Síndrome de Down e sua metodologia de trabalho. Promove convívio, onde a comunidade e os visitantes podem interagir. Funciona como lounge de entrada e saída da mostra. O fluxo da visitação norteou sua distribuição. Um pórtico delimita a saída e a entrada para os outros ambientes. O telão em uma das paredes apresenta vídeos sobre a Fundação e seus assistidos, e na outra, textos ilustram a metodologia de trabalho. No centro, uma composição de madeira de reaproveitamento é utilizada como banco. A área anterior é um lounge que abriga um sofá modulado e painéis de comunicação. Design aliado à preocupação ambiental caracteriza o espaço: madeira de reaproveitamento e certificada com selo FSC, piso de lâmpadas fluorescentes reutilizadas, jardim vertical com vasos de fibra natural de coco, tecidos de garrafas PET recicladas, esteiras de bambu, vasos de cipó e peças em papelão. Foram usadas lâmpadas de LED e luminárias de papel Kraft, feitas com papelão reciclável. Nas paredes, tintas à base de água e paisagismo com espécies de plantas nativas, mais resistentes a pragas e doenças, completam o ambiente. Destaque: Ambiente contemporâneo com qualidade estética e funcional que prioriza o reuso de materiais descartados, aumentando seu ciclo de vida.

Ambiente 4 – Hall Íntimo - Ed Carlos dos Reis França Oliveira (designer de interiores)

Repaginação sem geração de entulhos ou resíduos. No piso, a aplicação de massa autonivelante retirou as marcas das juntas do revestimento original, pintada com tinta à base de água. As paredes foram revestidas com argamassa e cimento, assegurando impermeabilidade e durabilidade. O acabamento, semelhante ao de concreto aparente com tonalidades diversas, em visual atemporal, evitará pinturas periódicas futuras. O jardim vertical privilegia a substituição de vasos por estruturas de pneus velhos, a fim de dar melhor destinação a esse resíduo abundante e de baixíssimo custo. Vasos expostos no chão foram feitos com resíduos de granito e concreto. As espécies ornamentais plantadas consomem pouca água e derivam de descartes em praças públicas. Nas demais paredes do espaço, o grafite privilegiou tintas à base de água, pincéis, rolos e outras ferramentas, em detrimento de tinta spray. Na decoração, livros, peças de artistas criadas em oficinas culturais de pintura e cerâmica, além de fotos, numa integração do espaço com os “moradores” da “Vila 21”. Destaque: Fácil replicação em moradias populares de comunidades de baixa renda, reforçando a tendência do movimento Faça Você Mesmo. O projeto de baixo custo demanda pouca qualificação de mão de obra.

Ambiente 6 - Quarto dos avós e jardim sensorial - ÓrigoN - Projetos com Significado Pessoal - Gustavo Rodrigues Ramos (engenheiro civil), Simone Saviolli (designer de interiores) e Sônia Magna (arquiteta e paisagista)

Valoriza a longevidade. A cama e os criados-mudos são presos na cabeceira curva, que tem acima uma arte canetada, que no Japão significa “celebrar a vida”. Tudo para momentos de convivência com o neto Down. Há uma estante móvel de livros feita de MDF e cordas que vêm do teto. Foram colocados um banco suspenso ao lado de uma pequena galeria de artes, criada para registrar os momentos da família, e uma escultura baseada na origem da vida. O paisagismo tem conceito sensorial e geométrico. Do quarto para o jardim, o primeiro sentido valorizado é a visão, por meio da contemplação de uma estrutura de madeira harmonizada com cordas de sisal e um jardim vertical, que finaliza em um espelho d’água em movimento, aguçando a audição. Há um banco de madeira para contemplar o entorno, utilizando o olfato e o paladar com as plantas sensoriais: camomila, alecrim e lavanda. O jardim sensorial valoriza também o tato, por meio das texturas diferentes da grama, do piso e das pedras, que fazem o design do caminho da circulação do jardim. Uma cisterna coleta águas fluviais para alimentar o jardim e a residência. Destaque: o projeto cria e valoriza espaços de convivência entre avós e neto, com detalhes que reforçam a acessibilidade e a longevidade.

Ambiente 7 - Quarto do Casal - Mayline Mendes e Silvana Gomes (arquitetas e urbanistas) e Raissa Zenum (engenheira civil)

O quarto com varanda une os estilos moderno e industrial com toda a parte elétrica aparente, em dutos de cobre. Quase todo o entulho retirado do ambiente foi transformado em mobiliário. A bancada em alvenaria demolida e as prateleiras em ardósia foram reutilizadas nos bancos externos, cortadas ao meio para ficarem mais leves e seguras. O forro do teto foi transformado em divisória de ambiente na área externa. Na cama foram usados pallets sob o colchão. Os lustres e luminárias são de latas de lixo e baldes e usam lâmpadas de LED. Para a iluminação e a ventilação natural, foram mantidas janelas e portas, com entrada de luz e ar através de cortinas. Na integração com o verde, há vasos com vegetação nativa que necessitam de pouca água. Para completar a decoração do quarto, itens que remetem às paixões de seus usuários: a fotografia e a culinária. Já a varanda contempla um espaço de descanso e convívio do casal. Um teto verde ajuda o conforto térmico, reduz a poluição e influencia positivamente no visual com plantas que necessitam de pouca água. Para mais aconchego ao espaço, cadeira de balanço e bancos. Destaque: Os materiais empregados no projeto - desde a base da cama, os lustres, a tubulação até o banco externo - derivam, em 80% dos casos, de materiais reutilizados ou reciclados.

Ambiente 8 - Banheiro Feminino - Gabriela Carreon (arquiteta e urbanista)

Parede principal com bancada de mármore e três cubas, revestimento em formato de tijolinho 10 cm x 20 cm. A escolha do revestimento, além de ser tendência, é também econômica. Para dar uma paginação mais ousada, foi assentado diferentemente do convencional, com toque de descontração. Paredes em tons rosé e a pintura da laje tornam o local mais divertido. Entre os materiais utilizados, os reciclados, como as arandelas impressas em impressora 3D com plástico ABS reaproveitado da carcaça de monitores e teclados; os reutilizados, como as portas das divisórias internas, a prateleira inferior da bancada de pallets de descarte e barra metálica para apoio das lâmpadas penduradas. Mobiliário com controle de iluminação por meio de sensor de presença, evitando a luz acesa desnecessariamente. As torneiras têm arejadores, as bacias sanitárias possuem válvula dupla e o chuveiro tem sistema econômico, tudo para evitar desperdício de água. Os materiais, como as tintas, o selador e a massa corrida, têm baixo índice de compostos orgânicos voláteis. Para realçar a ideia de valorização das frequentadoras, em uma das paredes está a frase: “Seja você mesma sua própria inspiração”. Destaque: As arandelas impressas em 3D dão ao espaço um toque único de inovação.

Ambiente 9 - Banheiro Masculino - Fabio Barchesi Zanelatto (arquiteto) - Arkous Arquitetura e Construção e Regiane Yuki Sabanai (arquiteta) – StudioRys Arquitetura e Interiores.

Discreto, sóbrio e elegante, com toques modernos e alegres. Na parede, o revestimento preto com leve textura em relevo sustenta a bancada de resina amarela e três cubas de apoio com torneiras altas, saboneteiras e difusores, além de escultura em madeira e vergalhões de ferro reaproveitados. Abaixo da bancada, um banco aparador em madeira orgânica/bruta. Sobre o banco, cestas de apoio para papel higiênico e toalhas extras. Na parede em relevo tem três espelhos grandes com moldura em madeira cruzeta e, logo acima, um dormente pendurado por correntes antigas vindas da laje e iluminação de spots encaixados na madeira. O piso e a parede dos fundos dos vasos sanitários são bege acinzentada e as paredes divisórias dos boxes, pretas. Duas janelas garantem a circulação do ar e iluminação natural e, ao redor, tem moldura com fio de corda, com poesia em folhas e brinquedos pintados colados, dando nova textura e sensação divertida ao ambiente. O teto foi rebaixado em Drywall com pintura degradê de amarelo a branco, onde há os spots de LED embutidos sobre os três vasos sanitários e ducha. Destaque: Com design moderno e discreto, apresenta detalhes que fazem a diferença e podem ser copiados em todo tipo de banheiro.

Ambiente 10 – Quarto infantil – Onda do Léo - Priscila Marinheiro (arquiteta e designer de interiores)

Desenvolvido para um menino de três anos com Síndrome de Down, é lúdico, confortável, com espaço de brincar, estimular a leitura, atividades pedagógicas e criatividade, além de envolver também os pais. Com tema "fundo do mar", leva os tons azul e verde e conta com um grafite que “aquece” o ambiente. Estruturado a partir da linha pedagógica Montessori, que incentiva a criança a fazer as coisas sozinha, tem cama baixa, interruptor acessível e brinquedos ao alcance da criança. A decoração foi organizada a partir de um deck elevado, em forma de onda, onde ao centro está localizada a cama, que acaba por separar o ambiente em dois: o de vestir e o espaço de atividades. Debaixo do deck, um espaço de brincar, onde estão os brinquedos em altura acessível, banco de apoio para os pais e o cantinho da leitura, estruturado em formato oval, dando aspecto lúdico e aconchegante, com os livros ao alcance da criança. Entre o banco e os brinquedos, um painel feito de círculos azuis vazados, remetendo às bolhas do fundo do mar. Um detalhe que dá charme ao projeto: iluminação indireta, embaixo do deck, para crianças que têm medo de escuro. Destaque: Grafite na parede redonda, como um aquário, e o teto do quarto, onde chapas de acrílico em forma de onda caracterizam o fundo do mar

Ambiente 11 - Sala de TV - Liliane Bigaram e Bruna Fernanda (Crie Conceito Design e Eng.)

Reúne o que há de mais atual no mercado, garantindo qualidade ao espaço, sem deixar de dar ao ambiente o valor sustentável que ele tem. O painel onde está afixado o aparelho de televisão, por exemplo, é revestido de madeira. Há outros dois painéis na parede oposta revestidos de tecidos: um deles com tecido de couro sintético, outro de tecido ecológico, para melhorar a acústica do ambiente. Para a iluminação do espaço, foram escolhidos produtos cerâmicos por questão de sustentabilidade, uma vez que reduzem o impacto ambiental desde a extração até a manipulação, se comparados ao uso de concreto e metal, por exemplo. Na sala de TV, a iluminação e a decoração deram um tom de inovação, uma vez que as luminárias reúnem qualidade e design. Completando, a utilização das lâmpadas de LED para valorizar a função sustentável no projeto. A sala comporta dez pessoas por vez no máximo, para que os visitantes tenham a melhor percepção do todo. Destaque: Iluminação LED e luminárias em cerâmica.

Ambiente 12 - Spa - Patricia Bonadia (arquiteta e urbanista e analista de Feng Shui)

São três tipos de banheiras: uma de imersão, outra de hidro com cromoterapia e um spa, além de área de massagem. Foi inspirado nos grandes spas da Ásia, que a autora conheceu durante os seis anos que morou no continente. O Feng Shui está presente e torna o ambiente aconchegante. São dois espaços integrados, apresentando as banheiras, uma ducha vertical, uma maca de massagem, uma bancada e espelho. Ventilador de teto, marcenaria criativa e revestimentos sustentáveis integram o espaço. Os materiais foram escolhidos pela baixa quantidade de poluentes e grande possibilidade de reutilização, ainda assim mantendo a qualidade impecável. Além de constituir um ambiente que segue as linhas de criação e design do Feng Shui, contribui para uma maior integração e harmonização entre todos os elementos presentes no ambiente. Contou com esculturas e expressões artísticas feitas de sucata e materiais recicláveis, assim como plantas e vegetações, que dão um ar natural e deixam a sustentabilidade mais aparente. Destaque: Integra cinco elementos da natureza: terra, fogo, metal, água e madeira. Apresenta pedras ao redor das banheiras e vegetação (terra). Elementos de marcenaria (madeira). O metal está presente nos pendentes, nas torneiras, na estrutura das poltronas. O fogo e a água, pela temperatura e cores quentes presentes no ambiente.

Ambiente 14 - Vestiário Vintage - Tece Art - José Carlos Gabrielli dos Santos Mori (arquiteto e urbanista) e Mayara Stecca (designer de interiores)

Um design cool, com adornos divertidos e mistura de materiais para aguçar a criatividade e a curiosidade de elementos diferentes, começando pelo vazado, desenvolvido com o reaproveitamento de madeira de demolição, em uma linha reta e limpa, que delimita o espaço sem perder a leveza e luminosidade natural. As paredes receberam pintura com cores atuais, porém com textura envelhecida. Já o teto é de placas de OSB, o que substitui o gesso e suas estruturas. Os cabideiros do vestiário foram feitos com o aproveitamento de restos de marcenaria e dão cor e assimetria ao ambiente. Complementando o ambiente, um banco vintage e um jogo de espelhos, dispostos de forma assimétrica, que dão um charme especial ao vestiário. Destaque: Materiais de demolição e peças de antiquário, com destaque para as pias assinadas por Ruy Ohtake, que sobressaem sobre uma bancada rústica, além do jogo de espelhos recortados em diferentes tamanhos e forma assimétrica por toda a parede sobre a bancada.

Ambiente 15 – Espaço Simple (Espaço Gourmet) - Tece Art - José Carlos Gabrielli dos Santos Mori (arquiteto e urbanista) e Mayara Stecca (designer de interiores)

Capta sutilmente o conceito de Mindfulness. Para promover reconexão com o essencial, o projeto assume elementos naturais, como a madeira, o vergalhão de obra. Na decoração, uma exposição de fotos das crianças da Fundação remete à história da instituição. O espaço é dividido por uma estante de apoio conectada a uma mesa feita com madeira de demolição. A mesa chama a atenção por ter um buraco ao centro, que permite a passagem de uma árvore (Ficus Bambino) plantada em vaso, trazendo o conceito Urban Jungle ao ambiente. Entre os materiais reaproveitados, o vergalhão - retirado de obras -, a madeira de demolição dos móveis, o piso de granilite, de restos de garrafas de vidro retiradas do lixo, além do reaproveitamento de peças de antiquários, como as janelas antigas e uma geladeira retrô. Destaque: Ambiente utilizou restos de materiais de obras e marcenaria, criando um espaço simples e artístico, misturando concreto, madeira, ferro e vidro.

Ambiente 16 – Jungle Coffee - Tece Art - José Carlos Gabrielli dos Santos Mori (arquiteto e urbanista) e Mayara Stecca (designer de interiores)

Mistura ousada de elementos do design contemporâneo clean com o rústico industrial caracteriza a cafeteria, que propõe imersão no satisfatório momento de se apreciar um bom café, com aconchego e estilo. São dois espaços lógicos: atendimento e balcão de preparo do café e deck com o mobiliário para atender clientes individuais, duplas ou grupos maiores. A tinta do piso sobe pelas paredes, alinhando-se ao peitoril da janela que tem, como fechamento, galhos de pé de mandioca, criando uma linha tênue entre o piso esmaltado “pomar verde” e a parede em “folha de alcachofra”. Tons de verde dão o clima rústico e selvagem ao ambiente. A fachada simples e elegante tem uma janela para ventilação e iluminação natural, além de um batente de dormente, que direciona a entrada principal e o fluxo de clientes. Na lateral, um deck de pinus tratado cria corredor de circulação horizontal. Madeiras de demolição e peroba rosa reaproveitadas são a base da mobília, que conta com um bloco de concreto reaproveitado. O paisagismo tem cactos e suculentas. O mobiliário é vintage, reaproveitado e restaurado. Destaque: Paleta de cores fortes e mobiliário vintage, contrastando com a simplicidade.

Ambientes 17 e 24 – Espaço de Meditação -Gisela Menegaldo (paisagista), Laressa Moscatelli (designer de interiores) e Zin Cruz (artista plástico)

É voltado ao relaxamento, à contemplação da natureza e a elementos que transmitem paz. Objetos de arte remetem a um clima oriental e rústico e as peças dão a sensação de que foram esquecidas no jardim por muitos anos, sendo tomadas por ferrugem e limo, como uma carroça de madeira antiga que carrega um galão de leite já envelhecido, ou uma lareira, de aspecto também envelhecido, mas que funciona e pode aquecer. Algumas peças até passam a impressão de que foram retiradas do fundo do mar. São pequenos cenários e "cantinhos" cheios de arte e verde. Os materiais utilizados incluem pisos drenantes e cimentícios fabricados com água de reuso, vasos ecológicos e madeiras de demolição e reflorestamento. A sustentabilidade está também na forração do jardim feita com pedrisco gerado a partir de entulho de obras triturado, no jardim vertical que utiliza sistema de irrigação automatizado por gotejamento, com baixíssimo consumo de água. Destaque: O espaço conta com um quiosque decorado com móveis de ferro e madeira de demolição e esculturas orientais, que será utilizado nos finais de semana, com hora marcada, para a realização de oficinas de Kokedama e aulas de Yoga.

Ambiente 19 - Loft UP - FKSA - Arquitetura | Design - Ana Maria Coelho (arquiteta e light designer), Felipe Karam (arquiteto e designer), Selma Milaré Rubim (designer de interiores). Colaboradores: Caroline de Moura Melo (arquiteta e urbanista), Luana Silva (estagiária em Arquitetura) e Silvia Inês Guimarães (engenheira agrônoma e paisagista)

Foi desenvolvido para a Laura - jovem de 20 anos, com Síndrome de Down - morar com independência. É caracterizado pela autonomia assistida. Laura é blogueira, antenada nas redes sociais, onde posta fotos do dia a dia, da rotina em casa, de looks e maquiagens e encontros com amigos e namorado. Dentre seus vários hobbies, a paixão por dançar e se exercitar. No revestimento da parede foi utilizado o papel líquido da Ecopaper, produto 100% natural, além de isolante acústico, térmico e antialérgico. Foi mantido o teto original de PVC e criado um forro intermediário com fio de malha ecológica. As bancadas da cozinha, mesa e banheiro têm superfície de quartzo de alta resistência e baixa porosidade. O revestimento da parede do quarto é de poliuretano reciclado, leve e de fácil instalação, e a iluminação é em LED. Para a irrigação do jardim, foi construída uma cisterna de 100 litros. Todos os produtos são de material reciclado, do piso ao teto, incluindo tecidos e estruturas de ferro e madeiras utilizadas nos móveis e acessórios. Destaque: O nome Loft UP surgiu como um contraponto à palavra Down e, também, como uma alusão à expressão Lift Up, que significa “levantar”.

Ambiente 21 – Quarto Baía do Sancho - Lídia Baratella (arquiteta), Juliana Pires (designer de interiores), Bruna Ferraresi (designer de interiores)

Com 22 m², o quarto para um jovem casal transmite uma atmosfera praiana, desapegada do mundo urbano e digital. Com estilo “Boho-Chic”, é um convite à imersão de sentidos visuais, olfativos e sonoros. Ao lado da cama, um tapete de seixos traz o efeito terapêutico de massagem nos pés. A decoração abusa da criatividade. Arara de roupas, feita com sarrafo e apoio multifuncional da cama, ganha em toda sua extensão gavetas para armazenamento dos objetos pessoais. Espaço de leitura com paisagismo tropical e rede, com trama para massagear e relaxar. Atrás da cabeceira, estrutura imita redes de praia, textura que se repete nas cortinas fixas no teto. Foram escolhidos fornecedores que priorizam o reuso de materiais, inclusive móveis, e descarte correto dos resíduos em aterros legalizados. As estruturas metálicas usadas são reaproveitadas de gôndolas expositoras de supermercados já descartadas. Os tecidos de algodão das roupas de cama, cortinas e todos os objetos de decoração e luminárias são de artesãos de Campinas ou de acervo pessoal, ressignificando seu uso. Diferencial: Manter as características originais da construção, enfatizando sua beleza por meio das cores e texturas.

Ambiente 22 - Cozinha da Família - Erlon Tessari (arquiteto e designer de interiores)

A proposta é devolver à cozinha a condição de ponto de encontro, onde a família, além de se reunir para preparar e fazer as refeições, possa também celebrar. O espaço conta com uma grande ilha central com fogão e pia, que deixa quem está cozinhando integrado com os outros pontos do ambiente. Ao lado da ilha, uma grande mesa de madeira de demolição. Os móveis são de madeiras certificadas e processo produtivo ecológico, gerando menos resíduos na produção. O piso vinílico é apresentado em área molhada, demonstrando a facilidade de manutenção e seu processo produtivo ecológico. Trata-se de um ambiente contemporâneo com peças antigas, lousa decorativa, objetos artesanais e móveis com design moderno, dando ao ambiente um resultado atemporal, mas cheio de identidade. Destaque: Lançamento do pendente CAPITÃO, com premissa da customização. Ninguém é igual, portanto, as peças de uma casa também não precisam ser.

Ambiente 23 - Estar para relaxar - Julia Rodrigues (arquiteta)

Agradável, relaxante, rico em plantas proporcionando paz e tranquilidade. O aconchego está presente no sofá, na rede, no local de convivência íntima no entorno de uma mesa de jantar. Ao mesmo tempo, conta com espaço mais despojado para receber amigos e compartilhar um café ou um drink. Os itens que deixam de ter uma função no dia a dia passam a protagonizar o espaço e a ter um novo significado. Entre os que ganharam uma nova função, o teto de PVC reaproveitado, tornando-se um ripado sustentável. Os vergalhões de obra são agora estrutura do sofá. Madeiras de MDF cru de pinus foram reutilizadas na confecção dos móveis, juntamente com caixas de feira. Aros de bicicletas tornam-se arandelas e os chapéus de palha viram pendentes. Descartes de vidraçaria na divisória de vitrais, cabides como pés do aparador. Para reavivar a memória do local, quadros de restos de borras de café com imagens de membros da FSD. Cores em tons de bege e azul remetem ao deserto de areia e às lagoas dos Lençóis Maranhenses. A jabuticabeira divide o ambiente com os pássaros criados a partir do barro, que além de remeter a elementos vivos, representam a liberdade. Destaque: O ambiente foi pensado para trazer o Brasil no contexto da sustentabilidade e mostrar que é possível ser chique, estar antenado com as tendências da moda e do design e ser sustentável.

Ambiente 25 - Jardim Solar - Mariana Toledo e Flávia Fraga (designers de interiores e paisagistas)

Rústico, com toques contemporâneos e paisagismo tropical. Nos revestimentos, o piso drenante que absorve a água da chuva e a devolve ao lençol freático. O deck é de madeira ecológica, produto desenvolvido a partir da combinação de resinas compostas e cimento. Nas paredes, o reaproveitamento dos tijolos aparentes traz um pouco da história do local. A energia fotovoltaica entra como peça principal neste espaço, cujo diferencial é a geração de energia. Os vidros instalados no teto do jardim absorvem a radiação solar e a transformam em energia, gerando, assim, autossuficiência elétrica para o ambiente. Ao mesmo tempo, os vidros permitem a passagem de luz natural, característica não encontrada na grande maioria dos módulos fotovoltaicos convencionais. Pouco usados como elementos de design em projetos residenciais, mostram a versatilidade desse conceito. Na escolha das lâmpadas, o LED. O mobiliário foi escolhido para seguir de forma completa a sustentabilidade do projeto. Destaque: Geração de energia fotovoltaica. Além de cumprir um papel sustentável, o fator estético conta muito, facilitando sua integração com as estruturas de vedação.

Ambiente 26 - Ateliê - Adriana Barros e Maria Cristina Martins (arquitetas e designer de interiores)

Um espaço para a criação de artes manuais precisa ser criativo e de bom gosto para inspirar as pessoas, e conforto é algo que não pode faltar. O Ateliê tem tudo isso. Poltronas confortáveis em tecido de algodão e pufes em crochê para os pés, de material reciclado de malharia, cristaleira revitalizada e caixas de MDF reutilizadas compõem a decoração. Mesa de trabalho suspensa e estante de madeira certificada feita com metalon reaproveitado da obra acomodam pincéis, tintas e afins. Pallets servem de apoio para telas. O aparador de madeira única apoia a pia e os espaços para pequenos artesanatos. Há até uma escultura interativa e balanço de fibra natural para selfies. A luminária afixada no teto é confeccionada com dormente e tem lâmpadas de LED de filamento. O tecido das persianas é de plástico reciclado retirado dos oceanos e cheio de apelo ambiental. A poluição dos mares - que ameaça milhares de animais - foi o ponto de partida da coleção de persianas, cuja ideia é fazer uma efetiva logística reversa, com reaproveitamento de resíduos erroneamente descartados no mar, e que invadem o habitat da vida marinha. Destaque: O destaque do ambiente é a revitalização dos tijolos aparentes, que haviam sido pintados. Com o lixamento em duas das paredes foi possível repaginar o espaço.

Ambiente 27 - Lobby do Ateliê - Adriana Barros e Maria Cristina Martins (arquitetas e designer de interiores)

Dedicado a acolher confortavelmente visitantes e artistas que chegam para fazer arte no Ateliê. É uma área de estar e café, caracterizada pelo grafite urbano e pelas duas grandes luminárias instaladas no espaço, criadas pelas arquitetas a partir de malhas de ferro reutilizadas. Ao lado da mesa de madeira única curva e certificada, o grande diferencial está na escultura criada em aço corten. Vasos de concreto com pedaços de bambu descartados na obra foram usados para separar o lobby do ateliê, numa solução criativa. Plantas com baixo consumo de água também compõem o ambiente que se destaca por ser, ao mesmo tempo, elegante, aconchegante, moderno e sustentável. Destaque: Parede em gesso 3D, que contrasta com o grafite urbano, dando ao espaço personalidade e alma de artista.

Ambiente 30 - Restaurante Vila 21 - Alessandra Duque (arquiteta e designer de interiores), Allan de Oliveira (designer de interiores) e Desirée Garcia Campos (arquiteta de interiores)

Respiro natural capaz de conectar o público com a natureza. Tem um lounge para conversa, café ou petiscos, mesas retangulares e redondas, poltronas individuais e bancada bistrô. Com o conceito urban jungle (floresta urbana) + design biofílico, combina natureza, bem-estar e relaxamento. A floresta está nas plantas posicionadas no teto e nos vasos jardineiras. A distribuição do mobiliário privilegia o encontro, a conversa e as confraternizações. São sofás, poltronas, mesa de madeira de demolição, cadeiras diferentes umas das outras, a maioria de madeira natural aparelhada, mesa central de tronco de árvore com madeira certificada, fibra de bananeira e apuí combinados com as cortinas de juta lisa e estampada. No teto, telas aramadas apoiam a iluminação e a vegetação, demonstrando que materiais do cotidiano da construção civil podem ser reposicionados. A iluminação natural vinda das janelas foi preservada, exceto onde o Sol se põe, com cortinas de juta. O sombreamento é feito por prateleiras de MDF que funcionam como brises nas janelas, acomodando objetos e plantas. A luz artificial vem das luminárias de cipó e cestaria de arumã com LED e sistema de automação, que permitem trabalhar a iluminação para deixar o ambiente mais intimista e aconchegante. Na vegetação do ambiente, plantas desidratadas nas telas aramadas no teto, naturais em vaso e kokedamas completam a ambientação urban jungle. Em uma das paredes, escultura em formato de cromossomo confeccionada com madeira faz alusão à FSD. Destaque: Domínio do verde, valorizando o conceito urban jungle (floresta urbana) + design biofílico, que alia contato com a natureza e sensações de bem-estar e relaxamento.

Ambiente 31 – Lounge do Restaurante - Vanessa Akemi Narita (arquiteta e urbanista)

É rústico e clean, com cores de tons claros, para dar leveza e aconchego, além do verde da vegetação. Local de tranquilidade e contemplação, transformando a espera num momento agradável. Utilizando vários materiais recicláveis, como bambu, papelão e placas de OSB, mostra aos visitantes que é possível reunir estética e sustentabilidade, com criatividade, elegância e menor custo. Na divisória com hall de boas-vindas, foram utilizadas esteiras de palha de bambu e, do lado oposto, uma divisória feita com tubos de papelão 200 mm, normalmente usados como pilares de concreto, pintados com tinta acrílica, que traz um visual diferenciado. Entre as duas divisórias, ao fundo, um mobiliário com 25 caixas de OSB, utilizadas como bancos, e 15 cachepôs de OSB para plantas. Todas as caixas e cachepôs podem ser movidos de local, configurando um mobiliário multifuncional. O forro é composto por 44 placas de OSB sobrepostas, presas por barras roscadas, criando diferentes alturas e volumes. Há também uma bancada para o bar, com acabamento em porcelanato, e uma bancada para poltronas feita com tampo de madeira, apoiado em muro de gabião. Complementam o ambiente os detalhes verdes, feitos com um jardim vertical de placas de fibra de coco. Destaque: Originalidade dos materiais utilizados nas divisórias (esteiras de palha de bambu e tubos de papelão), com o apoio estético do paisagismo.

Ambiente 32 - Jardim da Vida (Espaço Alameda) - Paula Brito (paisagista)

Convívio e lazer, produção de alimentos e promoção do bem-estar físico e mental. Jardim com diferentes tipos de hortas, lago de peixes, área de trabalho para jardinagem amadora e espaço de convívio com mesa e bancos reciclados. Por ser uma alameda, prioriza a circulação, além de valorizar pequenos espaços pelo uso de área disponível com elementos de jardim que tragam benefícios e qualidade de vida às pessoas. Cores vibrantes, como branco, cobre, preto, verde e laranja, trazem estímulos visuais ao ambiente. A escolha de materiais rústicos e artesanais, como madeira de demolição, tijolos, cordas, cerâmica e kokedamas, proporciona harmonia ao ambiente. O espaço está organizado em dois ambientes, sendo um com lagos e hortas e outro para convívio e aprendizado das técnicas de jardinagem. Os bancos e luminárias derivam de sucatas. A tinta nas paredes é ecológica, feita à base de terra e cola branca. O piso é drenante e a decoração é de materiais sustentáveis e artesanais. São quatro tipos de horta: a tradicional, a hidropônica, a aquaponia e horta em estufas. Destaque: O cultivo pelo método hidropônico é estruturado em tubos de PVC reciclados. A aquaponia caracteriza-se pelo cultivo equilibrado e harmônico. Rico em nutrientes, o excremento dos peixes alimenta as plantas, que filtram a água para o peixe.

Ambiente 33 - Lavanderia - Alice Sturari (Alice Decora)

A decoração do ambiente traz um mix de estilos - contemporâneo e rústico. Aconchego e funcionalidade predominam, dando sensação de acolhimento e bem-estar. A área de serviço possui um espaço pet com dog shower, forte tendência europeia e americana. Para a concepção do projeto foram usados elementos naturais, como madeira e vegetação. A sustentabilidade do espaço está também no reaproveitamento da água da máquina de lavar - armazenada em uma cisterna - e na reutilização de elementos e resíduos que seriam descartados. Foram inseridas na decoração, por exemplo, sobras de revestimentos na criação de uma paginação especial no piso. O forro no teto foi feito com pallets. Destaque: Reaproveitamento de revestimentos/Cisterna de reuso da água da máquina de lavar roupas/Reuso dos pallets e pia antiga de inox.

Ambiente 35 - Brinquedoteca - Gelly Rodrigues (arquiteta) e Raquel Rancura (arquiteta)

Prioriza a segurança da criança. Sem demolição, novos materiais foram sobrepostos aos originais e o resultado foi uma solução criativa, com materiais reciclados, criando um ambiente com iluminação e ventilação natural. O piso é de madeira certificada e cada tábua foi pintada com uma cor, dando originalidade. Em uma das paredes, um painel de madeira pinus, com iluminação especial embutida, que imita uma colina com neve no topo. Complementando o design das paredes, um painel sensorial de peças recicladas, com diferentes texturas e funcionalidades, para provocar estímulos motores. Para a ambientação, foram coletadas tampinhas plásticas em escola infantil, envolvendo a comunidade e, inevitavelmente, promovendo reflexão sobre resíduos plásticos que não recebem destinação adequada. As tampinhas foram aplicadas no balão colorido. Todos os tecidos que revestem o balão são reciclados. Para o controle de ofuscamento da janela, uma trama de sobras de fios de malha. Os móveis e brinquedos foram produzidos por artesãos locais, com sobras de madeira, tecido, papelão e plástico. Destaque: Não será desmontado após a Mostra 2019, ficando, em sua totalidade, como legado à Fundação.

Ambiente 37 – Lounge de Interação (Recepção) - Tânia Regina Pereira Carvalho (arquiteta e design de interiores) e Carlos Pereira Dos Santos (arquiteto e técnico em edificações)

Trazer o conceito de lounge para a recepção, valorizando o momento de interação no atendimento. O espaço conta com um balcão com área de acessibilidade e ergonomicamente correto, sem “canto”, para evitar acidentes. Na espera há longarina e poltrona confortável feita com tecido de material reciclado retirado do oceano. Pufes dão suporte ao atendimento em proposta de mesa de apoio. A porta de entrada original foi substituída por uma outra pivotante de vidro, com um metro de largura, para garantir a acessibilidade. Para melhor aproveitamento de luz e ventilação natural, foram trocadas duas janelas por outras de vidro, com duas folhas de correr. No canto oposto ao atendimento há o “canto de leitura”, para entreter a criança enquanto espera, com uma estante feita de pallets para acomodar revistas e livros, e bancos coloridos. Ao lado do espaço de leitura, um balcão de apoio para água e café, também de madeiramento de pallets. O forro de bambu complementa o ambiente. Destaque: A inovação se materializa no grafite pensado na razão de ser da Fundação, representado em mãos que se apoiam, inspirado no afresco de Michelangelo, e o símbolo do infinito.

Ambiente 38 - Sala XXI - Diogo Furquim e Marcelo Nascimento Lima (Arkisantè Arquitetura)

Espaço de trabalho e reunião ajustado às necessidades do século XXI. Versátil, sustentável, estimula a criatividade sem tirar a sobriedade, permitindo agilidade e adaptações às diversas necessidades. Capaz de reunir oito pessoas, tem versatilidade para se transformar em uma estação individualizada de trabalho para seis pessoas. A mesa possui um núcleo vazio para a guarda de pertences. Nichos posicionados na parede lateral, facilmente removíveis, se transformam em divisória das estações de trabalho. Materiais de ciclo rápido, como madeira pinus, cortiça e elemento tubular de papelão dão o tom neste espaço multifacetado, que alinha sustentabilidade a novas premissas arquitetônicas, promovendo versatilidade. O pinus de reflorestamento traz aconchego e leveza pela cor. A estrutura à base dessa madeira, afixada na parede para suporte de vaso, dá ao espaço um jardim vertical com samambaias e orquídeas, espécies apropriadas para áreas cobertas. O elemento tubular de papelão, utilizado como acessório de decoração, demonstra que reciclar pressupõe também dar a um objeto uma nova função. O uso de tinta de lousa confere à parede frontal a atribuição de espaço para recados ou demonstrações com giz. Destaque: Versatilidade do ambiente em promover rearranjos do espaço atende à proposta de sala de reunião e de coworking.

Ambiente 39 – Banheiro Urbano (Banheiro PNE) - Tânia Regina Pereira Carvalho (arquiteta e design de interiores) e Sandra Bernardes (designer de interiores e técnica em construção civil)

Sofisticado para quebrar o paradigma de que um banheiro acessível não precisa ser bonito. Tratado com um design elegante e aconchegante, o banheiro urbano não apenas atende às questões de ergonomia e acessibilidade, como também valoriza a diversidade. O revestimento é de porcelanato imitando o mármore, dando um aspecto de luxo, sobreposto ao piso original, para não gerar entulho. Chama a atenção dos visitantes um grafite que valoriza a simplicidade da natureza por meio da diferença de forma e gêneros. Para valorizar a iluminação natural, o vão da janela foi ampliado e foi fixado vidro jateado, para manter a privacidade. Destaque: Bancada da pia e cachepô fixado abaixo da janela, ambos feitos com pallets. Plantas de fácil trato (suculentas) foram colocadas no cachepô, complementando o ambiente verde.

Ambiente 41 - Banheiro da Galeria - Divana Rodrigues, Percilia Bersan e Suze Farias

A sustentabilidade foi valorizada nos diversos materiais e conceitos empregados: economia de água com torneira e bacia sanitária com mecanismos inteligentes, iluminação e ventilação natural, lâmpadas LED, fibra vegetal instalada no teto - o que proporciona aconchego -, além de trabalhos artesanais que evidenciam o método “faça você mesmo”, como as garrafas decorativas, as luminárias de casca de coco e a decoração dos espelhos. Conta com plantas com funções terapêuticas que trazem bem-estar, além da pintura verde que transmite tranquilidade e relaxamento. Reúne itens reutilizados, como as luminárias, as garrafas de vidro reciclado e a ornamentação dos espelhos. A juta, material natural de baixo custo, utilizado como revestimento, traz aconchego e conforto térmico. Os quadros decorativos foram confeccionados a partir de trabalhos feitos pelas crianças em suas terapias. A madeira de cedro indiano, além de ser de fonte renovável, promove a restauração do solo degradado e torna-se novamente produtiva. Destaques: As fibras naturais presentes no coco, na juta e na madeira, além dos produtos artesanais, dão ao ambiente um aspecto rústico, informal e, ao mesmo tempo, aconchegante.

Ambiente 42 – Consultório no 1 - Gabriela Moreira (arquiteta e urbanista)

A proposta é quebrar o paradigma de que ambientes médicos devem ser quase totalmente brancos e com pouca (ou nenhuma) empatia com o paciente/usuário. O tema trabalhado é "Saúde com Arte” e tem duas áreas de atendimento, uma com mesa e cadeiras para o atendimento inicial e final, e outra mais privativa, com uma maca e pia para exames clínicos, uso de medicação ou exames mais rápidos. As duas áreas têm acesso ao painel artístico assinado pelo artista plástico Alemão. A sala tem iluminação trabalhada e revestimentos vinílicos madeirados, para permitir mais conforto visual, térmico e acústico. A área de atendimento clínico foi feita na cor pêssego, um tom que traz energia e que transmite sensação positiva e de conforto, além de fortalecer a expressividade. Destaque: Foi desenvolvido segundo a Neuroarquitetura, conceito que estuda os efeitos do ambiente no usuário e os benefícios que a arquitetura e o meio transmitem àquele que os desfruta.

Ambiente 43 - Espaço Mente e Equilíbrio - Wellington Walkovics (designer de interiores)

Pequeno, foi pensado para ser elegante, acolhedor, contemporâneo, funcional e, principalmente, sustentável. As paredes são revestidas com MDF Ultra, com textura de mármores branco e preto, de forma proporcional, remetendo ao equilíbrio. Conta com pisos em porcelanato de baixa queima e textura de mármore, forro de gesso, iluminação em LED e luminárias semiartesanais, persiana feita com tecido reciclado de garrafas PET, tapetes de fibras sintéticas e duas estantes produzidas a partir da reutilização de estrutura metálica e da ressignificação de painéis de MDF. Para o paisagismo, vasos e plantas pré-existentes e uma fonte no corredor, ao fundo, com revestimentos de matéria prima 100% mineral. O layout foi o grande desafio, visto que a sala tem apenas dois metros de largura. A solução veio com um sofá semicurvo, uma poltrona para a psicóloga, duas estantes para livros e objetos e mesas de apoio. Destaque: O maior diferencial é a solução dada para um espaço comercial em apenas 9 m², com elegância, sofisticação e o foco na sustentabilidade.

Ambiente 44 - Sala Estética - Maurício Tagliatella (designer de interiores)

Local para consulta inspirado na cor verde com tons neutros e padrões de estampas claras para dar leveza e claridade. Tem uma mescla de estilos, do rústico ao clássico, para um décor ousado e exótico. Misturando estes estilos e brincando com formas e texturas, traz inovação em revestimentos sustentáveis e/ou de descartes. O fechamento das paredes e teto com Drywall tem vantagens ecológicas em relação à alvenaria. O candelabro no teto é feito com materiais de reuso e utiliza luz de LED. O revestimento, inédito, é feito de sobras de resíduos e o pé da mesa de consulta deriva de raiz de árvore. Tapete de juta feito com fibra natural e cadeira do médico em estilo clássico, reaproveitada de um antiquário, completam a repaginação. Destaques: A escolha dos revestimentos, feitos de descarte de materiais, e fechamento das paredes e teto com Drywall, que não utiliza água e reduz a produção de entulho da obra de 20% (em alvenaria) para apenas 5%.

Ambiente 46 – Consultório de Pediatria Encantado - Ana Cláudia e Vanessa Rossi - (Estúdio Casa Leopoldina – design de interiores para a área da Saúde)

Lúdico, desmistificando que um espaço de atendimento médico ou hospitalar precisa ser “frio” ou impessoal. O design lúdico e sensorial valoriza o conceito de brincar. Usa e abusa de cores, formas e materiais sustentáveis. O piso vinílico é um produto certificado e baseado em princípios que garantem a renovação em cada etapa do ciclo de vida do produto. A mesa de atendimento médico é feita de matéria prima patenteada e qualificada como material de composição reciclada. A marcenaria em MDF utiliza madeira de reflorestamento e os resíduos são destinados à produção de energia, em olarias de cerâmica. As sobras de tecidos são destinadas à produção de bolsas ecológicas. A cortiça é reciclável e renovável. O alumínio, 100% reciclável. Destaque: Toda a madeira é proveniente de áreas de reflorestamento

Ambiente 47 - Consultório Odontológico Alecrim - Silmara Berni e Vera Lúcia de Araújo Vilar (designers de interiores)

Transformar o consultório odontológico em um espaço lúdico para o público infantil e teen e torná-lo ergonômico, funcional e inovador para os profissionais foi o propósito do Consultório Alecrim. As paredes e móveis com fundo branco e o piso cinza de cimento queimado e base neutra permitiram abusar das cores e da arte, como a “integração com a natureza” feita em grafite nas paredes e nos nichos instalados como armários suspensos, destacando os pássaros em origami pendurados no teto e retratando árvores que lembram folhas soltas ao vento. Áudios expressando sons da praça que fica ao lado foram criados, convidando o visitante a contemplar os diferentes cenários, aguçando a curiosidade, despertando o interesse para um novo detalhe e acompanhando a transformação do ambiente com mais brilho e luz. Para a lavagem das mãos, uma cuba de Ruy Ohtake que tomou como inspiração o ovo como elemento da natureza, a forma mais pura do design, e uma escultura de um bem-te-vi num dos cantos, destacada por iluminação pontual. Pensando em acessibilidade, inclusão e ergonomia, há uma plataforma giratória para apoio da cadeira odontológica, facilitando a transferência de um paciente cadeirante para a cadeira odontológica e, assim, prevenindo acidentes. Destaque: O sistema sensorial dos visitantes é aguçado neste ambiente por estímulos visuais, auditivos, olfativos e táteis. Para dar maior sensação de realidade, o olfato é motivado com aromas do campo e um suave cheiro de alecrim no ar, justificando o nome dado ao ambiente.

Ambiente 48 - Coworking 21 - Glauce Arrais (designer de interiores), Andréa Acras (arquiteta e urbanista) e Prudence Winardi (arquiteta e urbanista)

Em sintonia com um movimento global, traduz um novo modelo de trabalho, que quebra convenções e se reinventa com dinamismo e leveza. Como diferencial, ambientes para distintos momentos, sejam eles de concentração e privacidade ou de descontração e conectividade. As cores vibrantes remetem a sensações lúdicas e agradáveis que estimulam a criatividade. Um grande nicho de madeira se transforma em um local aconchegante e descontraído para trabalhar. A fim de evitar resíduos na obra, o piso antigo não foi retirado, sendo instalado o novo material sobreposto ao já existente e todas as madeiras utilizadas têm origem certificada. Outra iniciativa empregada foi a reutilização de conduletes de alumínio do próprio prédio para a nova instalação elétrica, que dispensou a necessidade de recortar paredes e fazer acabamentos. Os forros do teto são feitos de lã de PET 100% recicláveis, proporcionando acabamento estético e desempenho acústico avançado.


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