Brasil, 21 de Agosto de 2019

Karina Oliani finaliza primeiro e único ciclo de aclimatação e se prepara para ataque ao cume da montanha K2

  • Escrito ou enviado por  Natália Brandão
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Karina Oliani escalando o K2 (foto tirada com a GoPro Hero7 Black) Karina Oliani escalando o K2 (foto tirada com a GoPro Hero7 Black)

Montanhista está no acampamento base aguardando boa janela de tempo

Prestes a completar um mês de expedição, Karina Oliani finalizou, na última terça-feira (09.07) seu primeiro e único ciclo de aclimatação. A médica ativista passou cinco noites acampada a 6.700 metros de altitude à beira de um grande abismo.

Além de enfrentar uma mudança brusca de temperatura a todo tempo, Karina se depara com avalanches, que ocorrem bem próximas à sua barraca, e precisa lutar psicologicamente contra o isolamento geográfico e a falta de informações vindas do Brasil.

“Aqui no K2 em um momento pode estar 30 graus celsius positivos e em 10 minutos a temperatura pode cair para 20 negativos devido à uma só nuvem no céu. O vale onde estamos é tão fundo e com montanhas tão íngremes que escurece por volta das quatro horas da tarde”, afirma.

Com barracas montadas sobre um glaciar coberto por sedimento rochoso, Karina observa tudo ao redor derretendo e percebe que está ficando no topo de uma verdadeira torre de gelo. Durante o dia, ela pode escutar o glaciar escorrendo, mas, durante a noite, o estalar do frio e das temperaturas negativas impera no local.

“O K2, definitivamente, não é o tipo de lugar onde você se cansa e vai embora para casa. Para sair daqui temos que caminhar 120 quilômetros por uma trilha extremamente complexa com gelo, neve, sedimento glaciário, rochas, pequenos desertos e rios. Tudo isso para chegar a nossa metrópole local chamada Askole, que possui 200 habitantes e só dá para chegar com veículos fortes, como um Volvo”, completa.

Mesmo estando tão isolada e judiada por todas as intempéries, Karina diz ser encantador estar no local.

Sherpas e montanhismo*

Karina está sendo acompanhada pelo sherpa Lakpa Temba, que tem 34 anos de idade, e já chegou cinco vezes ao cume do Everest, três vezes do K2, duas vezes do Manaslu, além de outras 12 montanhas.

Os sherpas são uma etnia da região montanhosa do Nepal. Na linguagem tibetana, a palavra significa “povo do leste”. Eles são oriundos do Tibet Independente há mais de 500 anos e se refugiaram na cordilheira do Himalaia para viver de agricultura e criação de laques - um tipo de bovino que habita o local. A etnia fala seu próprio idioma, que se assemelha ao dialeto tibetano.

Os primeiros carregadores foram contratados por europeus, que descobriram que os sherpas possuíam grande resistência aos desafios de frio e falta de oxigênio. A partir disso, o uso de sherpas permitiu que os alpinistas subissem mais rápido com seus equipamentos, além de poderem focar mais na logística de subida e descida. Eles sobem com todo o material necessário para a escalada, ajudam em tarefas básicas do acampamento e são responsáveis por montar e desmontar as barracas

Karina com o sherpa Lakpa Temba

Ataque ao cume

Caso o tempo esteja em boas condições, Karina iniciará seu ataque ao cume já neste sábado, 13.07, com direção ao Campo 1. A partir daí, será realizada uma subida por dia, do Campo 1 ao Campo 2 no dia 14, do Campo 2 ao Campo 3 no dia 15, do Campo 3 ao Campo 4 no dia 16 e, finalmente, do Campo 4 ao cume no dia 17. A volta para o acampamento base acontecerá a partir do dia 18.

Para acompanhar a jornada da brasileira, basta acessar o site www.karinaoliani.com.br.

A expedição de Karina Oliani ao K2 conta com patrocínio de Volvo Cars, Pulsar Invest, John John, Outback Steakhouse e Gillette Venus, além do apoio de Canon, GoPro HERO7 Black, Saved by Spot, Puma e The North Face.

*Fonte: Blog Descalada - https://blogdescalada.com/sherpas-quem-sao-as-pessoas-que-ajudam-aos-montanhistas-no-himalaia/


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