Brasil, 22 de Julho de 2019

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Bezerras não colostradas corretamente tem 3 vezes mais chances de mortalidade

Bezerras não colostradas corretamente tem 3 vezes mais chances de mortalidade

Resultados de 2018 no programa Alta CRIA apontam que das 51 fazendas avaliadas, houve maior mortalidade quando a transferência de imunidade passiva estava abaixo de 5,5 g/dL

Os dados de 2018 do programa Alta CRIA, desenvolvido pela Alta Genetics, apontaram que bezerras com falha de imunidade passiva (menor do que 5,5 g/dL) tiveram 16% de mortalidade e maiores frequências de diarreia. Os resultados deste ano foram apresentados em encontro anual que contou com a presença de pesquisadores, técnicos e produtores, e aconteceu na sede da empresa em Uberaba (MG). Foram avaliadas 51 propriedades em todo o país, totalizando mais de 12 mil dados coletados de janeiro a outubro de 2018.

Segundo o coordenador do programa, Rafael Azevedo, o principal índice observado foi a relação entre a qualidade, tempo e quantidade de colostro oferecido, com a incidência de doenças e mortalidade das bezerras. “Do total de propriedades, 30% alegaram não fazer avaliação da transferência de imunidade passiva do colostro, o que nos mostra uma janela ainda mais preocupante, já que não temos nenhum parâmetro da avaliação desses animais”, explica Azevedo. “Por outro lado, dos 70% que avaliam – por diversos métodos – 11% do colostro fresco fornecido ás bezerras estava com qualidade média ou ruim”, acrescenta.

Avaliação de transferência de imunidade passiva também apontou que nesses casos de colostro de baixa qualidade o percentual doenças aumentou. Abaixo de 5,5 g/dL a diarreia e a mortalidade atingiram 48%, ao passo que na proteína sérica igual ou maior do que 5,5 g/dL a taxa de ambos caiu para 31%. Segundo estudo, as principais doenças citadas durante o período de aleitamento foram: diarreia e pneumonia, sendo que as maiores frequências ocorrem entre segunda e quinta semana de idade.

Além disso, o Alta CRIA também avaliou a relação das doenças com o ganho de peso ao desaleitamento. No caso do gado Holandês, quando não há registro de diarreia a média é de 832 g/d, mas esse valor pode cair para 656 g/d – perda de 176 g/d - se houver um ou mais casos no rebanho. O mesmo acontece com a pneumonia, onde a queda no ganho de peso diário pode chegar a 107 g/d com um ou mais casos.

“Tudo está relacionado, colostro de baixa qualidade pode ocasionar mais doenças nas primeiras semanas de vida. Ao mesmo tempo, essas doenças reduzem o ganho de peso diário das bezerras, que vão impactar diretamente na produção e na expressão genética desses animais”, explica Azevedo.

O fornecimento de colostro de qualidade aos recém-nascidos é a principal forma de passagem de imunidade passiva. Ao nascerem, os bovinos não possuem o sistema imune maturo e são incapazes de produzir anticorpos para os desafios do ambiente externo. Entretanto a colostragem adequada, respeitando tempo, quantidade e qualidade ideais, ainda é um desafio. Mas, “hoje os produtores já possuem ferramentas que auxiliam nesse processo, como o colostro em pó bovino 100% natural que pode substituir ou enriquecer o colostro bovino”, destaca Azevedo. As fazendas que tem utilizado nessas técnicas apresentaram excelentes resultados a campo, com a redução de doenças e melhora no ganho de peso diário.

“Sabemos que respeitar os três pilares da colostragem: tempo para o fornecimento (imediatamente após o nascimento ou em até 6 horas após o parto), qualidade do colostro (>50g/L de anticorpos) e a quantidade ingerida (fornecimento de no mínimo 100 g de anticorpos ou a quantidade de colostro referente a 10% do peso corporal ao nascimento), não é fácil. Mas, precisamos avançar nesse cenário e garantir bezerras cada vez mais saudáveis no futuro, por isso, o colostro em pó bovino pode ser um grande aliado nesse processo”, acrescenta o coordenador do programa.

Alta CRIA

O projeto Alta CRIA coleta e gerencia os principais dados zootécnicos na fase de cria na pecuária de leite. Com o levantamento – fruto de questionários aplicados aos produtores e pelo envio de dados – é possível definir estratégias, realizar benchmarking, comparar resultados, além de ser um banco de dados valioso para o desenvolvimento de pesquisas no setor.

Os resultados gerados pelo programa são constantemente contrastados com o Padrão de Criação Ouro (Gold Standards), desenvolvido pela Associação de Bezerras e Novilhas de Leite dos Estados Unidos (DCHA), com propósito de avaliar o desempenho das fazendas de leite no Brasil.

Os conselheiros e participantes do Alta CRIA também possuem acesso a um grupo de comunicação rigoroso, onde são discutidos temas focados em pesquisa e manejos com bezerras leiteiras. “O projeto nasceu da necessidade de levantarmos um panorama de como estava a criação de bezerras leiteiras no país, em diferentes sistemas de produção. A partir desses, podemos traçar parâmetros de produção e orientar o criador da melhor forma possível”, conclui Azevedo.

Sobre a Alta Genetics

A Alta Genetics é líder no mercado de melhoramento genético bovino do mundo. Com matriz localizada em Calgary, no Canadá, atua em mais de 60 países com nove centrais de coleta: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Argentina, Holanda e China. Com 20 anos de história no Brasil, a empresa está sediada na cidade de Uberaba/MG, e tem como missão orientar pecuaristas sobre a melhor maneira de usar a genética aliada ao manejo, nutrição, ambiente, gestão e todos os processos para garantir um animal com todo o seu potencial genético. O compromisso da Alta é criar valor, entregar o melhor resultado e construir confiança com seus clientes e parceiros, em busca do desenvolvimento da pecuária. Mais informações no website: http://www.altagenetics.com.br.

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