Brasil, 17 de Fevereiro de 2019

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Brasileiros apostam no mercado americano para internacionalização de produtos

Menos burocracia para abrir empresa e receita em dólar são diferenciais que atraem empresários

Os Estados Unidos são a maior potência financeira do mundo, e se toram protagonista quando o assunto é investimento. A moeda mundial é o dólar e isso garante grande estabilidade para o empreendedor. Depois da crise de 2008, a legislação americana buscou minimizar os riscos e as especulações de mercado, fazendo do lugar um enorme atrativo para aqueles que buscam investir com solidez e segurança.

E as possibilidades são inúmeras, tanto para aqueles que desejam investir em imóveis ou iniciar um novo negócio. Além disso, iniciar uma atividade econômica nos Estados Unidos é algo relativamente fácil. O primeiro passo é buscar uma consultoria para que possa ser feito um profundo estudo tributário, evitando assim gastos desnecessários. Com este planejamento em mãos, a etapa seguinte é traçar quais são os objetivos para curto, médio e longo prazos.

De acordo com o advogado especializado em direito internacional e sócio fundador da Loyalty Consultoria, Daniel Toledo, para abrir um negócio em solo americano basta o passaporte, comprovante de endereço e um objeto social definido. "O custo varia um pouco. As empresas que possuem foco no varejo custam em torno de U$450 a U$1.200. Logo no primeiro ano de atividade a obtenção de empréstimo bancário pode ser um pouco desafiador, mas com o tempo, é possível conseguir capital de giro com instituições financeiras", destaca

Cada Estado tem suas próprias regras, mas que em geral, são muito semelhantes. Por isso, o ideal é começar no lugar em que o empresário tenha maior afinidade para residir e se adaptar, uma vez que não há variações tributárias tão grandes que justifiquem o desconforto pessoal.

O consultor explicar que se a ideia for somente internacionalizar os produtos, não é preciso abri uma empresa americana. "É possível exportar um produto para alguma empresa que está comprando de alguma instituição no Brasil, mas se a ideia é ser um distribuidor dentro dos Estados Unidos, terá que formalizar o negócio em solo americano", alerta Toledo.

A volatilidade do dólar também é um outro fator que tem atraído quem deseja internacionalizar seus ativos. A disputa presidencial que acontece no final do ano promete deixar a economia brasileira com mais incertezas. "Essa é uma das razões pela qual as empresas investem em outros mercados, também puxado pela solidez da moeda. E quanto mais alta for a cotação, como vem acontecendo nos últimos meses, maior a remuneração quando converter para o real", explica Daniel.

Gerar receita em moedas diferentes e criar recebíveis fortes, garante longevidade. "Dolarizar um produto ou serviço é uma forma de escapar dos impactos negativos de uma crise regional principalmente para os brasileiros, que sofre com os altos e baixos da economia. Se esses empresários internacionalizassem os seus produtos, não sofreriam com a oscilação da econômica porque poderiam redirecionar esses trabalhos para um mercado que está mais promissor", revela.

Para ajudar os empresários a impulsionar a venda de artigos para casa, eletrônicos ou até mesmo peças industriais, a Loyalty Miami criou um portal de comunicação chamado Igot. O usuário vai contar com a comercialização do seu produto também nas maiores plataformas de compras on line como Amazon, E-bay, mercado livre e outros. O site é um intermediário de internacionalização que abrange o Brasil, América Latina e norte, Europa e, em breve, Oceania.

Já no segmento de treinamento e aperfeiçoamento profissional dos brasileiros que se mudam para os EUA, a Loyalty comprou a EBETEC, uma escola com cursos que visam difundir as últimas práticas relacionadas ao mercado financeiro e gestão de empresas. " Em breve, iremos impl