Brasil, 20 de Outubro de 2018

+ F O N T E -

Refugiados: como a população brasileira deve ajudar

Pessoas em situação de refúgio que chegam ao Brasil devem ser integradas à sociedade para recomeçarem suas vidas

O Brasil se tornou um destino de imigrantes que buscam sobreviver fora de seu país de origem. O deslocamento forçado de refugiados para o Brasil contabilizou 9.552 pessoas de 82 nacionalidades entre 2010 e 2016, segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE).

Em 2016, 33% das solicitações foram lideradas pelos vizinhos venezuelanos. Refugiados de Cuba (1.370), Angola (1.353), Haiti (646) e Síria (391) também ocuparam o topo do ranking no último ano da contagem oficial.

Nos últimos anos, o fluxo que mais de destacou foi a imigração haitiana no Brasil. O fluxo se iniciou em 2010, após um terremoto que devastou o país e deixou centenas de milhares de mortos e deslocados. Com a crise econômica brasileira, essa população tem emigrado, retornando para seu país natal ou buscando oportunidade em outros países da região.

A situação que mais chama atenção atualmente é a dos venezuelanos. Desde que a Venezuela mergulhou em uma crise política e econômica, deixando a população sem acesso a alimentação, serviços públicos e sujeita a uma inflação de 700%, o fluxo migratório em direção ao Brasil cresceu.

A prefeitura de Boa Vista (RR), porta de entrada dos imigrantes, contabiliza 40 mil venezuelanos, cerca de 10% da população da cidade. Os abrigos destinados aos imigrantes já estão lotados e eles têm vivido em situação marginalizada que, ainda assim, é considerada melhor do que a vida na Venezuela.

Devido a esse alto fluxo migratório, em 2017, foram aprovadas uma série de leis e regulamentações que asseguram aos refugiados condições de igualdade aos brasileiros e facilita a naturalização dos apátridas de uma forma mais ágil.

Apesar da instauração dessas medidas e da fama de acolhedor que o Brasil possui, ainda é preciso de muitas melhorias nas políticas públicas para que o país evite que o fluxo migratório não se transforme em uma grave crise.

A participação da sociedade também é fundamental para que, internamente, os refugiados sejam integrados e possam viver com dignidade após uma série de atrocidades vivenciadas em seu país de origem.

Atitudes cidadãs podem impactar positivamente na recepção e na integração da população imigrante, e você pode contribuir exercendo esse papel. Conheça quais são elas:

Conscientizar a população

De forma geral, boa parte da população tem uma percepção negativa sobre a chegada de imigrantes. Esse preconceito é chamado de xenofobia – ódio ao estrangeiro – e é crime, apesar da falta de rigor na aplicação da lei.

As principais reclamações de quem não é a favor da acolhida dos refugiados são as de que eles sobrecarregam os serviços públicos, de que eles são sub-qualificados ou pouco escolarizados e de que eles irão roubar os empregos dos brasileiros.

Na verdade, usando como exemplo o caso dos venezuelanos, a situação é oposta: segundo a DAPP (Diretoria de Análise de Política Públicas) da FGV, quase metade deles não usaram um único serviço público desde que chegaram; 78% têm nível médio completo e 32% têm ensino superior ou pós-graduação completo; apenas 28% estão inseridos no mercado de trabalho.

Oferecer emprego

Encontrar trabalho é um dos primeiros entraves que os estrangeiros se deparam no Brasil. Para além da crise econômica, que finalmente está terminando, o preconceito, a dificuldade de comunicação e a demora para a obtenção dos documentos, são poucas as oportunidades dadas aos refugiados no país.

Uma boa parcela desses imigrantes possui médio ou alto nível de instrução. É o caso dos sírios, que têm alto nível educacional e dominam vários idiomas, mas, como não conseguirem validar o diploma para se inserir em suas áreas de formação, acabam aceitando subempregos.

Os brasileiros não devem temer a inclusão de imigrantes no mercado de trabalho, pois, assim como os profissionais que vêm dos Estados Unidos e Europa, os refugiados têm muito a contribuir profissionalmente em todas as áreas de atuação.

Ensinar o idioma

Pessoas em situação de refúgio necessitam ser integradas aos moradores do país por meio da língua e, ao mesmo tempo mostrar aos brasileiros o seu idioma natal, pois esse fator interfere radicalmente na adaptação dos imigrantes.

Pensando em derrubar essa barreira, a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) lançou a cartilha “Pode entrar: Português do Brasil para refugiadas e refugiados”, disponível gratuitamente na internet.

A iniciativa permite que professores de idiomas e qualquer pessoa que têm interesse em ensinar o português para refugiados priorize a realidade da vivência dos refugiados.

Por exemplo, com o material, eles aprendem primeiro a informar seus dados pessoais e depois, como funcionam os serviços públicos no país, como conseguir trabalho e assim por diante, unindo a vida prática com o vocabulário adequado para cada situação.

Doar para instituições reconhecidas

Os brasileiros também podem aliviar o sofrimento dos refugiados mesmo sem ter um contato próximo e direto com essa delicada realidade. Algumas instituições atuam localmente ou globalmente nessa área com um trabalho que gera resultados para a melhoria da vida dos imigrantes. São elas:

- Alto Comissariado da ONU para Refugiados: a entidade recebe doações mensais de R$ 45 a R$ 1.150 ou únicas. As doações podem ser feitas online.

- Cáritas: a instituição recebe e dá orientações a refugiados e aceita doação de itens de higiene pessoal, material escolar e fraldas, além de depósitos em conta bancária.

- Adus (Instituto de Reintegração do Refugiado): a entidade apoia refugiados em São Paulo. Além de realizar eventos abertos à participação de todos, é possível contribuir mensalmente ou esporadicamente.

Quem não puder contribuir com valores ou bens pode, simplesmente, se voluntariar para se envolver em atividades de entidades como essas. O seu tempo e a sua dedicação são essenciais para que os refugiados que chegam ao Brasil tenham uma nova chance de vida.

Fonte: Fidelity Translations, empresa especializada em tradução juramentada e profissional.

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