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Padrão de solvência forte e taxa de sinistralidade estável são pontos positivos do mercado segurador brasileiro, diz presidente da CNseg durante Congresso da COPAPROSE

  • Escrito por  Patricia Gonzalez
  • Publicado em Seguros
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Padrão de solvência forte e taxa de sinistralidade estável são pontos positivos do mercado segurador brasileiro, diz presidente da CNseg durante Congresso da COPAPROSE

Evento, que reuniu lideranças de seguros da América Latina, Espanha e Portugal, abordou as perspectivas do setor de seguros e apontou o comportamento do mercado segurador diante do atual cenário conjuntural do Brasil

O presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, disse, durante a abertura do XXVI Congresso Pan-americano de Produtores de Seguros da COPAPROSE Brasil 2016, que o evento chega a sua 26ª edição com um duplo significado especial. Segundo ele, o primeiro, pela oportunidade de fortalecer a região constituída pelo bloco "latino-americano estendido", que agrega Espanha e Portugal, em face de um mundo no qual se reposicionam novos blocos econômicos, baseados em identidades culturais e geográficas. E o segundo, por ter ocorrido em um momento de contração econômica da região, particularmente no Brasil.

Em sua fala, Coriolano frisou que, historicamente, o mercado segurador tem demonstrado resiliência a crises. “O setor de seguros pode contribuir decisivamente para viabilizar políticas contracíclicas no continente”, observou, levando em consideração a capacidade do setor de seguros de proteger patrimônios e rendas. “Por se constituir como um grande investidor institucional, o mercado é capaz de carrear poupanças que podem se transformar em investimentos de infraestrutura e outros negócios”, sinalizou ao lado da presidente da Federação Interamericana das Empresas de Seguros (Fides), Pilar González de Frutos, do presidente da Associação de Supervisores de Seguros da América Latina (Assal), Carlos Pavez, do titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Roberto Westenberger, e do presidente do Comitê Executivo da Confederação Pan-americana de Produtores de Seguros (COPAPROSE) e da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Armando Vergílio.

Durante o painel ‘Possíveis Cenários Econômicos: uma visão pan-americana’, Coriolano destacou que, em relação aos prêmios de seguro, o Brasil vem crescendo mais do que a América Latina, mas ressaltou que o País passa por um cenário conjuntural delicado, com projeção de redução do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,7%, podendo alcançar 4%, e uma taxa de desemprego que pode chegar a 11% até o fim do ano. “Sem dúvidas, o crescimento da renda dos brasileiros na última década ajudou a alavancar o setor de seguros, mas agora vivemos uma grade reversão de expectativas”, salientou, pontuando que o mercado segurador responde de forma desajustada aos ciclos econômicos. “Apesar da crise, o mercado cresceu mais de 11% em 2015. Foram dois os ramos que contribuíram para este incremento: a Saúde Suplementar e os planos de acumulação (PGBL e VGBL), que oferecem incentivos fiscais muito bons”, enumerou.

Em relação ao perfil do mercado segurador brasileiro, Coriolano afirmou que o País mantém uma taxa de sinistralidade estável e tem um padrão de solvência muito forte, o que é uma segurança adicional para o mercado. “Se não houvesse esse provisionamento, o Brasil estaria sofrendo muito mais. Somos dependentes das políticas governamentais ativas e é nosso dever cobrar do governo políticas anticíclicas, que ajudem a minimizar os efeitos dos ciclos econômicos”, observou, considerando que o setor de seguros ainda está em situação bem melhor que outros, como o da indústria de transformação, de produtos e bens duráveis e da automobilística.

Coriolano finalizou a sua apresentação com uma reflexão sobre como o setor pode alavancar a economia. “Quanto mais proteção requerida, mais ativos protegidos. Como o seguro é o maior investidor institucional da economia internacional, as atividades protegidas pelo seguro precisam reter menos capital”, concluiu, citando ainda cinco requisitos que ele considera fundamentais para uma nova jornada de crescimento: 1) Estabilidade regulatória; 2) Regulação contracíclica; 3) Redução de custos de observância; 4) Ampliação de canais de acesso; e 5) Comunicação e educação em seguro. Coriolano pediu ao público presente para que o evento fosse registrado e lembrado como ‘Congresso Marco Antonio Rossi’, pela contribuição que ele deu para o mercado segurador brasileiro e para Fides, onde estendeu os seus "tentáculos" de administrador talentoso, aguerrido e comprometido com a causa da integração latino-americana do mercado de seguros.

O XXVI Congresso Pan-americano de Produtores de Seguros, promovido pela COPAPROSE e pela Fenacor, reuniu, entre os dias 20 e 22 de abril, em Copacabana, no Rio de Janeiro, representantes do mercado segurador da América Latina, Espanha e Portugal. O evento teve como tema central ‘Para onde caminha o Seguro na América Latina?’ e propôs uma reflexão sobre as perspectivas do setor de seguros para os próximos anos, diante de um cenário econômico instável e de profundas mudanças na sociedade.

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