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Demissões continuam, mas ritmo desacelera, aponta estudo do Ceper/Fundace

  • Escrito por  OPA Assessoria em Comunicação
  • Publicado em Economia
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Comércio teve o melhor desempenho; construção civil exibe o pior cenário

Pelo décimo nono mês consecutivo, o País e o estado de São Paulo, incluindo as regiões e o município de Ribeirão Preto, destruíram vagas de trabalho em outubro de 2016. É o que mostra o Boletim Mercado de Trabalho divulgado pelo Ceper/Fundace com base em dados recentes (atualizados até outubro de 2016).

Entre as regiões analisadas, somente o município de Sertãozinho criou novos postos de trabalho. Embora todas as demais regiões tenham destruído vagas no período, houve redução no montante de demissões líquidas em comparação com Outubro de 2015. “Isso significa que, ainda que não se possa falar em recuperação, há ao menos uma desaceleração dos desligamentos”, aponta o professor da FEA-RP e pesquisador do CEPER/Fundace Sérgio Sakurai.

Entre os setores, Comércio exibiu o melhor desempenho em nível nacional, no estado de São Paulo, na região administrativa de Ribeirão Preto (RARP) e nos municípios de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. A Construção Civil, por sua vez, exibiu o pior desempenho, destruindo vagas em todas as regiões analisadas.

“O desempenho positivo do setor comercial pode ser explicado em parte pelas contratações temporárias referentes às festas de final de ano. Já o baixo desempenho da Construção Civil é reflexo de uma tendência mais prolongada, resultado do baixo crédito imobiliário e elevado desemprego, consequência da crise econômica vigente no Brasil”, avalia Sakurai.

Demissões caem na região – Somente a Região Administrativa de Ribeirão Preto (RARP) e os municípios de Ribeirão Preto, Sertãozinho e Franca apresentaram redução no montante de vagas destruídas no acumulado entre Novembro de 2015 e Outubro de 2016 em comparação com o registrado entre Novembro de 2014 e Outubro de 2015. Nos cenários nacional, estadual e nos municípios de Campinas e São José do Rio Preto, a situação se agravou.

A Região Administrativa de Ribeirão Preto encerrou o mês de Outubro de 2016 com destruição líquida de 316 vagas, montante que, apesar de negativo, é significativamente inferior ao montante de 1.620 demissões líquidas registrado em Outubro de 2015. Entre os setores, o Comércio foi o único a criar vagas (177 admissões líquidas). A Indústria, por sua vez, registrou o maior volume de demissões líquidas.

Na análise do acumulado entre Novembro de 2015 e Outubro de 2016 (no qual foram registradas 8.744 demissões líquidas), a RARP diferencia-se do cenário nacional e estadual ao apresentar redução do volume de demissões quando comparado ao saldo acumulado entre Novembro de 2014 e Outubro de 2015 (quando foram registradas 9.375 demissões líquidas).

Setorialmente, a Indústria, o Comércio e Construção Civil apresentaram redução no montante de demissões líquidas, enquanto Serviços apresentou aumento no número de demissões líquidas.

O município de Ribeirão Preto registrou em Outubro de 2016 a destruição de 10 vagas, montante significativamente inferior às 688 demissões contabilizadas em Outubro de 2015. Entre os setores, Comércio registrou o melhor desempenho.

A Construção Civil, por sua vez, foi o setor que mais demitiu (132 desligamentos líquidos). De forma semelhante ao registrado na RARP, o saldo acumulado entre Novembro de 2015 a Outubro de 2016, de quase quatro mil demissões líquidas, é inferior às quase 6,5 mil demissões líquidas registradas nos doze meses imediatamente anteriores. O único setor a mostrar aumento dos desligamentos líquidos foi o de Serviços.

O município de Sertãozinho foi a única região analisada neste boletim que criou vagas em Outubro de 2016. O município registrou 235 contratações, revertendo o cenário de demissões líquidas exibido em Outubro de 2015, quando foram destruídas 474 vagas. Entre os setores, Indústria e Agropecuária registraram o maior montante de vagas líquidas criadas, com 99 novos postos líquidos cada. A Construção Civil, por sua vez, foi o setor que mais demitiu em Outubro de 2016 (31 desligamentos líquidos).

Na análise do acumulado entre Novembro de 2015 a Outubro de 2016 (1.753 demissões líquidas), também houve redução do montante de demissões quando comparado ao acumulado entre Novembro de 2014 a Outubro de 2015, quando foram registradas quase três mil desligamentos líquidos.

O município de Franca registrou saldo de apenas uma demissão líquida em Outubro de 2016, montante inferior às 17 vagas destruídas em Outubro de 2015. Entre os setores, Serviços exibiu o maior volume de contratações, com 141 vagas líquidas criadas. A Indústria, por sua vez, apresentou o pior desempenho (131 desligamentos líquidos).

O saldo acumulado entre Novembro de 2015 e Outubro de 2016, de 2.616 desligamentos líquidos, foi inferior ao acumulado entre Novembro de 2014 e Outubro de 2015.

O município de Campinas foi outra localidade que registrou desaceleração no ritmo de demissões, encerrando o mês de Outubro de 2016 com 404 vagas destruídas, montante consideravelmente inferior às 2.387 demissões líquidas registradas em Outubro de 2015. Somente a Indústria criou vagas no município. A Construção Civil, também foi o setor que apresentou o pior desempenho, com 266 desligamentos líquidos.

Na análise do acumulado nos últimos doze meses tem-se maior destruição de vagas entre Novembro de 2015 e Outubro de 2016 (17.196 demissões líquidas) do que nos doze meses imediatamente anteriores (Novembro de 2014 a Outubro de 2015), quando foram registradas 16.598 demissões líquidas.

Por fim, o município de São José do Rio Preto destruiu 167 vagas em Outubro de 2016, montante inferior às 450 demissões registradas em Outubro de 2015. Entre os setores, o Comércio apresentou o melhor desempenho (34 vagas líquidas). A Construção Civil, por sua vez, exibiu o pior desempenho (140 demissões líquidas).

O saldo acumulado entre Novembro de 2015 e Outubro de 2016 (5.800 mil vagas líquidas destruídas) registrou aumento do volume de demissões em comparação com o acumulado entre Novembro de 2014 e Outubro de 2015, quando foram registradas 1.900 demissões líquidas. Todos os setores apresentaram saldo negativo nos últimos doze meses.

Análise – As informações apresentadas nesta edição do boletim Mercado de Trabalho do CEPER/FUNDACE continuam sinalizando um quadro generalizado de demissões líquidas do mercado de trabalho brasileiro. Contudo, algumas localidades analisadas têm registrado um montante de demissões inferior ao registrado no ano de 2015. “Apesar de ainda não ser possível falar em recuperação das contratações de forma categórica, há indícios de que as demissões têm se dado em ritmo menos forte”, conclui Sakurai.

O Boletim Mercado de Trabalho está disponível na íntegra no site da Fundace através do link: https://www.fundace.org.br/_up_ceper_boletim/ceper_201612_00258.pdf

Ceper – O Centro de Pesquisa em Economia Regional foi criado em 2012 e tem como objetivo desenvolver análises regionais sobre o desempenho econômico e administrativo regional do País. Sua criação reúne a experiência de diversos pesquisadores da FEA-RP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto) da Universidade de São Paulo em pesquisas relacionadas ao Desenvolvimento Econômico e Social em nível regional, a análise de Conjuntura Econômica, Financeira e Administrativa de municípios e Gestão de Organizações municipais, entre outros. A iniciativa de criação do Centro foi dos pesquisadores Rudinei Toneto Junior, Sérgio Sakurai, Luciano Nakabashi e André Lucirton Costa, todos da FEA-RP/USP. Os Boletins Ceper têm o apoio do Banco Ribeirão Preto, Imobiliária Fortes Guimarães, São Francisco Clínicas e Construtora e Incorporadora Stéfani Nogueira.

Fundace – A Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) é uma instituição privada sem fins lucrativos criada em 1995 para facilitar o processo de integração entre a FEA-RP e a comunidade. Oferece cursos de pós-graduação (MBA) e extensão em diversas áreas. Também realiza projetos de pesquisa in company além do levantamento de indicadores econômicos e sociais nacionais regionais.

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