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Estudo do Imaflora sobre redução de emissão de GEE na pecuária é lançado em seminário do GTPS

  • Escrito por  Angélica Cortez
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Como práticas agropecuárias sustentáveis estão relacionadas com a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e aumento da produção de carne na Amazônia? Esse foi o tema do seminário promovido pelo Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS) em parceria com o Instituto de Manejo e Certificação Agrícola Florestal (Imaflora). O evento foi realizado na McDonald’s University, em São Paulo, e reuniu especialistas do setor, pecuaristas, imprensa e associados do GTPS.

Na ocasião, foi realizado o lançamento do estudo do Imaflora realizado em fazendas da região norte de Mato Grosso com integrantes do Programa Novo Campo, projeto coordenado pelo Instituto Centro de Vida (ICV), que tem entre seus parceiros McDonald’s, Pecuária Sustentável da Amazônia (Pecsa),JBS e conta com o apoio do GTPS.

De acordo com Francisco Beduschi, Presidente do GTPS e também coordenador do projeto, os principais objetivos do Programa Novo Campo são a intensificação sustentável da pecuária, a redução de pressão por novos desmatamentos, além de atender a demanda por carne de origem sustentável. “A atividade pecuária, quando bem manejada, é o segmento de maior oportunidade de redução de emissões de GEE e sequestro de carbono do Brasil”, ressalta.

O estudo acompanhou cinco fazendas de pecuária de corte, que juntas somam 3.500 hectares e 7.500 cabeças de gado, e que, ao longo de dois anos, fizeram mudanças graduais em suas propriedades, baseadas em recomendações do Guia de Boas Práticas Agropecuárias da Embrapa.

“Nos dois anos acompanhados pelo estudo, a diminuição de emissões foi de 25% por hectare de pastagem e 60% por kg de carne produzida. Pelo comportamento observado, o potencial de redução é de 50% por hectare e 90% por kg carne produzida. Além disso, as fazendas aumentaram a produção de carne em 120%”, aponta Ciniro Costa Junior, representante do Imaflora.

As fazendas estudadas tinham pastos degradados. Os resultados obtidos levam em conta a recuperação de 10% dessas áreas, a integração da bovinocultura com lavouras, como soja ou milho, além do pastejo rotacionado, o abate precoce e outras intervenções na forma da gestão da propriedade.

O sistema de intensificação sustentável, de acordo com o Diretor da PECSA, Laurent Micol, é a estratégia da organização para pastagens degradadas. Para ser implementado nas fazendas, é necessário fazer o diagnóstico, o mapeamento e então, o planejamento da propriedade, separando-a em módulos. “Depois desse processo, tem início o trabalho de infraestrutura de distribuição de água, a reforma da pastagem e a infraestrutura de suplementação. Feito isso, os animais entram no sistema e se concretiza a sustentabilidade na prática”, esclarece.

O Diretor de Sustentabilidade da Arcos Dorados, Leonardo Lima, declara que o Programa Novo Campo vai ao encontro com a meta do McDonald's de iniciar a compra de carne sustentável em 2016. “Esse é um exemplo de alternativa viável para atender a demanda crescente por carne e ao mesmo tempo, mitigar as mudanças climáticas globais”, comenta.

A JBS, como parceira do Programa, considera as práticas sustentáveis na pecuária um caminho fundamental para a cadeia produtiva de alimentos. “Buscamos sempre relações com parceiros fortemente comprometidos com as questões socioambientais e programas como esse são inspiradores para o futuro da pecuária sustentável”, afirma Marcio Nappo, diretor de Sustentabilidade da JBS.

Para medir e reportar esses resultados o Programa Novo Campo utiliza o Guia de Indicadores da Pecuária Sustentável do GTPS.

Para Francisco Beduschi, a pecuária pode ser a solução do problema. “Como presidente do GTPS, é uma alegria comprovar os resultados econômicos e ambientais de um projeto que segue as diretrizes do Grupo. Nosso desejo é que esses resultados sejam compartilhados e aumentem a sustentabilidade das propriedades brasileiras ano a ano”, finaliza.

O estudo completo do Imaflora pode ser acessado em http://www.imaflora.org/downloads/biblioteca/5847dfba58354_relatorio.pdf

Sobre o GTPSO Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS) é a primeira mesa redonda mundial sobre práticas sustentáveis na cadeia da carne bovina e referência para países como Argentina, Uruguai, México e Austrália. É formado por representantes de diferentes segmentos que integram a cadeia de valor da pecuária bovina no Brasil, entre eles indústrias, organizações do setor, produtores e associações, varejistas, fornecedores de insumos, bancos, organizações da sociedade civil, centros de pesquisa e universidades. O objetivo do GT é debater e formular, de maneira transparente, princípios, práticas e padrões comuns a serem adotados pelo setor, que contribuam para o desenvolvimento sustentável da atividade pecuária, trazendo mecanismos para que ela seja socialmente justa, ambientalmente correta e economicamente viável.

Informações:

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