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Conselho de Administração de alta performance

  • Escrito por  Ricardo Viveiros & Associados - Oficina de Comunicação 
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Em um cenário global de instabilidade econômica, política e financeira, o maior desafio dos líderes empresariais tem sido se manter competitivos e inovadores, sem deixar de tomar decisões estratégicas e conduzir os negócios de modo sustentável. É nesse momento crucial para o futuro da empresa que as organizações contam com o apoio, habilidades e backgrounds do conselho de administração. Como principal órgão da estrutura de governança corporativa, é responsável por deliberações fundamentais que guiam o futuro do negócio e que são aplicadas de acordo com os pilares de transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa, sem fugir do direcionamento estratégico.

Para ilustrar os desafios significativos envolvidos no alinhamento entre o perfil e as competências do conselho de administração com a estratégia da empresa, a KPMG realizou a pesquisa “Como construir um conselho de administração de alta performance?”. O levantamento foi realizado com mais de 2.300 conselheiros em 46 países, entre eles, Brasil, Canadá, Chile, Estados Unidos, França, Alemanha, Índia e Suíça. As questões também foram endereçadas por meio de entrevistas com conselheiros e líderes empresariais de seis países para a última edição da publicação Global Boardroom Insights. Participaram empresas de diversos setores como instituições financeiras, bens industriais, indústria química, varejo e bens de consumo, tecnologia, software, energia e recursos naturais, saúde, seguros, imobiliário, transporte, construção, comunicações e mídia, indústria farmacêutica e educação.

Um dos pontos abordados na pesquisa foi o nível de satisfação com relação ao mix de experiências e perspectivas do conselho de administração para desafiar a visão estratégica da gestão e contribuir para que a empresa possa enfrentar um cenário crescentemente volátil e intenso. O levantamento apontou que 31% dos entrevistados brasileiros estão satisfeitos com o desempenho do conselho. Quando a questão foi endereçada aos participantes globais, esse nível de satisfação aumentou para 36%. Quando questionados sobre os pontos de maior influência na forma como o conselho de administração avalia sua composição atual e futura, os entrevistados brasileiros e globais apresentaram respostas similares: em primeiro lugar, elegeram o alinhamento entre a composição e a diversidade do conselho de administração e a efetividade na elaboração do plano estratégico da empresa; em segundo, a necessidade de maior diversidade de pontos de vista dos membros para alcançar uma alta qualidade nas suas deliberações; e em terceiro, citam a ruptura do modelo de negócio e outras ameaças competitivas que exigem um maior empenho no aspecto da inovação.

Por outro lado, pode-se observar também as principais barreiras para a construção e manutenção de um conselho de administração de alta performance. Para os entrevistados brasileiros, são elas: em primeiro, a identificação de perfis de membros que serão necessários para os próximos três-cinco anos; em segundo, encontrar conselheiros com experiência geral em negócios e com conhecimento específico ou especialização (exemplo: tecnologia digital e segurança cibernética); e em terceiro, a falta de um processo de avaliação eficaz do próprio conselho de administração. Já no cenário global, identificar conselheiros com alta capacitação em negócios e conhecimento especializado no modelo de negócio onde a empresa atua é apontada como a principal preocupação do conselho.

De forma geral, a pesquisa indicou que, no mundo todo, os conselheiros têm consciência de que ainda há muito a ser feito. Os resultados consolidados mostram que muitos conselhos de administração vêm reavaliando o processo de formação do órgão como um todo, desde a eleição e a integração de novos membros até a avaliação de desempenho e a própria sucessão. A composição, nomeação e a avaliação do conselho de administração e a sucessão dos seus membros deve representar um processo contínuo e a sua efetividade periodicamente reavaliada. Só assim, é possível se alcançar um conselho de administração de alta performance.

Sidney Ito é sócio da área de Governança Corporativa da KPMG

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