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Mercados da América Latina são hoje opção atrativa para empresas da própria região, incluindo as brasileiras, que pretendem se internacionalizar

  • Escrito por  In Press Porter Novelli
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Estudo da Deloitte mostra as diferenças fundamentais entre as empresas “Multilatinas”, que focam sua expansão na região, e as “Latinas Globais”, que buscam crescer em outras partes do mundo;

A América Latina tende a aumentar seu peso nas estratégias das empresas brasileiras, em um momento de retratação da demanda interna, dólar alto e arrefecimento do mercado chinês.

O panorama atual da economia e dos negócios tem estimulado empresas latino-americanas – entre elas, as brasileiras – a olharem com mais atenção para os mercados vizinhos. A América Latina, apesar de seus desafios, oferece grandes oportunidades para quem tem produtos e serviços competitivos e de qualidade. O relatório “Como se Tornar uma Multilatina – Principais Fatores para uma Atuação Regional na América Latina”, analisa companhias que cresceram para além de suas fronteiras, mas cujos clientes, receita e operações continuam em grande parte concentrados na região.

Este é o segundo relatório de uma série de estudos pelos quais a Deloitte faz uma análise aprofundada das empresas mais bem-sucedidas da América Latina, que estão presentes no ranking da Latin Trade Top 500. Na edição atual, ele concentrou-se em quatro países prioritários: Brasil, México, Chile e Peru, apesar de abranger também Argentina e Colômbia. O resultado foi uma lista de 16 empresas, que constituem amostra estatisticamente representativa do grupo de 40 Multilatinas sediadas nesses países. A metodologia consistiu na pesquisa de seis áreas principais: desenvolvimento de mercado, redes de relacionamento, finanças, pessoas, operações e organização.

O estudo dividiu as companhias analisadas em três categorias, com base na distribuição geográfica de seus ativos e no perfil de seus clientes. Essas divisões, classificadas de maneira crescente, são: Latinas Locais – empresas cujas operações estão restritas a um único país latino-americano e com poucas exportações; Multilatinas – empresas que atuam em vários países latino-americanos, mas que não têm operações significativas fora da região; e as Latinas Globais – empresas que atuam em vários países do mundo e que geram receitas significativas fora da região de origem. Os setores de petróleo e gás, alimentação e informação são os que mais contam com representantes nessa faixa.

Modelo de maturidade para empresas latino-americanas

Como são classificadas as organizações da região, considerando o ecossistema criado pelo estudo

Na análise, constatou-se que as Multilatinas tendem a estar entre os três principais competidores de seus mercados internos e apresentam taxas de crescimento anual entre 6% e 8% acima da média, enquanto as Latinas Globais são, em geral, líderes de mercado em seus setores. Além disso, as Multilatinas são intrinsecamente diferentes das Latinas Globais no que se refere aos fatores que as impulsionam ao sucesso. Ou seja, estratégias que ajudam as empresas a serem bem-sucedidas globalmente nem sempre são eficazes no âmbito regional. Entre as principais diferenças entre as Latinas Globais e as Multilatinas, estão:

· Escala versus escopo: enquanto as Latinas Globais concentram-se na eficiência de custos e em economia de escala, as Multilatinas competem com estratégias baseadas em escopo, usando sua abrangência para “possuir” um mercado;

· Setores diferentes: Multilatinas operam em setores de serviços (varejo e transporte especialmente), o que dificulta um processo de globalização;

· Conhecimento local alimenta crescimento orgânico: Latinas Globais usam as aquisições como principal ferramenta para expansão internacional. Já as Multilatinas tendem a optar pelo crescimento orgânico.

As Multilatinas, ao entrar em novos mercados geográficos, fazem cerca de 38% menos aquisições que as Latina Globais e usam o modelo de joint ventures com frequência 77% menor. Enquanto para as Latinas Globais é mais benéfico comprar ou se associar a uma empresa já existente, paras as Multilatinas, os esforços de expansão tendem a se concentrar em países similares ao seu. Há ainda outras cinco características principais que diferenciam as Multilatinas das Latinas Globais, apesar da similaridade entre algumas delas:

Acesso a executivos de qualidade para conselhos de administração e gestão, que se aplica a ambos tipos de empresas;

Níveis de liderança de mercado no país de origem;

Abordagens variadas para expansão internacional (orgânica, aquisições e parcerias, no caso das Multilatinas). Já as Latinas Globais tendem a se expandir por meio de aquisições;

Alta necessidade de capital, mas com acesso limitado ao mercado de capitais das Multilatinas;
Baixos níveis de governança corporativa e maior controle familiar das Multilatinas.

Além disso, há fatores específicos de cada país que podem impactar diretamente no crescimento das empresas. Anselmo Bonservizzi, sócio da área de Consultoria Empresarial da Deloitte e que lidera a prática de soluções de Estratégia e Operações no Brasil, ressalta que, enquanto Brasil e México são países que apresentam vantagens estruturais que impulsionam e respaldam o desenvolvimento de Latinas Globais, o Chile reúne condições para o desenvolvimento de empresas regionais fortes. “Fatores como situação econômica, estabilidade política e acesso a capital são vantagens, por exemplo, das empresas chilenas”, afirma.

O estudo identificou também que as empresas sediadas no Chile são responsáveis por 50% das receitas das Multilatinas, enquanto Brasil e México respondem, juntos, por apenas 25% das receitas. Outro dado é que 82% das receitas das Multilatinas chilenas vem do setor de serviço, especialmente varejo e transporte, segmentos com potencial de expansão global mais limitado. Diante disso, o Chile é responsável por apenas 5% das Latinas Globais, enquanto o Brasil detém 52% delas e o México, 38%.

“Há mais de um caminho eficaz para que as empresas latino-americanas cresçam internacionalmente e alcancem o sucesso. Tornar-se uma Multilatina é um caminho e uma meta final por si só. Os líderes empresariais devem reconhecer esse fato ao invés de considerarem a expansão global como única meta a ser seguida”, destaca Omar Aguilar, líder de Consultoria em Estratégia e Operações da Deloitte para a Região das Américas, ponto focal dos Estados Unidos para o Brasil e um dos autores do estudo. Ele afirma que é importante a formulação de políticas que permitam às Multilatinas competirem com mais eficácia no âmbito regional ao invés de considerarem a expansão global como a única meta a se perseguir.

América Latina é oportunidade para o Brasil

O relatório confirma que os países da América Latina – ao mesmo tempo em que parte deles enfrenta um cenário bastante desafiador do ponto de vista econômico – oferecem, no seu conjunto, grandes oportunidades para as empresas da região, especialmente às brasileiras. Em meio a uma forte retração de demanda interna, dólar alto e arrefecimento do mercado chinês, as companhias do Brasil, que, nos últimos anos, focaram seus processos de expansão internacional nos mercados globais, precisam diversificar ainda mais sua atuação – ampliando o peso da América Latina nos seus planos – e remodelar estratégias se quiserem seguir crescendo.

“Pode parecer óbvio, mas, olhando para as dificuldades de muitos negócios, pode-se concluir que essa linha de pensamento precisa ganhar mais espaço dentro da agenda dos empresários brasileiros”, afirma Anselmo Bonservizzi. Segundo ele, não se trata apenas de remodelar uma estratégia para aproveitar uma janela de oportunidade ou de remediar um momento de baixa. O grande desafio é investir num planejamento contínuo de internacionalização, que se consolide no longo prazo, e que não ignore o mercado interno, que tende a retomar seu crescimento após o atual momento de baixa. O Brasil precisa ampliar seus horizontes e entender que olhar para fora também significa olhar para o lado – ou seja, para os vizinhos.

Sobre a Deloitte

A Deloitte oferece serviços nas áreas de Auditoria, Consultoria Empresarial, Consultoria em Gestão de Riscos, Consultoria Tributária, Financial Advisory e Outsourcing para clientes dos mais diversos setores. Com uma rede global de firmas-membro em mais de 150 países, a Deloitte reúne habilidades excepcionais e um profundo conhecimento local para ajudar seus clientes, qualquer que seja o seu segmento ou região de atuação. No Brasil, onde atua desde 1911, é uma das líderes de mercado, com seus 5.500 profissionais e com suas operações em todo o território nacional, com 12 escritórios.

“Deloitte” refere-se à sociedade limitada estabelecida no Reino Unido “Deloitte Touche Tohmatsu Limited” e sua rede de firmas-membros, cada qual constituindo uma pessoa jurídica independente. Acesse http://www.deloitte.com/about para uma descrição detalhada da estrutura jurídica da Deloitte Touche Tohmatsu Limited e de suas firmas-membros.

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