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Pesquisadora brasileira lança livro em parceria com editora portuguesa

  • Escrito por  Verônica Pacheco
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A Socióloga Ana Lúcia Villas-Bôas é autora do livro PEB – Programa Espacial Brasileiro: militares, cientistas e a questão da soberania nacional- onde discute o desenvolvimento científico-tecnológico em países emergentes, que é o caso do Brasil. A análise tem como foco o modo como ocorre a dinâmica da Ciência e da Tecnologia com relação à soberania nacional dos Estados.

Ana Lucia traz uma percepção cuidadosa que articula diferentes planos de análise, demonstrando como que o Programa Espacial Brasileiro ao longo de sua trajetória esteve sob pressão de diversas variáveis. “A principal questão deste trabalho é como o Brasil, um país em desenvolvimento e inserido no contexto da globalização econômica, pode alcançar soberanamente um projeto nacional de desenvolvimento sustentável a partir de sua capacitação tecnológica em áreas de ponta como o setor espacial, diz. 


Para a autora. o desenvolvimento e o uso civil das tecnologias espaciais capacita o país para defender sua soberania e garantir a segurança e defesa de suas fronteiras e território com autonomia das agencias internacionais que detém a capacidade de monitoração do território através de imagens da Terra obtidas por satélites, além de inserir o Brasil no seleto grupo de países que partilham o mercado de lançamento de satélites.

Com o intuito de tratar toda a complexidade da história da formação do Programa Espacial Brasileiro, o livro é dividido em três capítulos.

O primeiro capítulo trata da construção do Programa Espacial Brasileiro, desde 1940, com a instituição de políticas voltadas para a criação de instituições que favoreceriam direta ou indiretamente o desenvolvimento das atividades espaciais, até a instituição por decreto do presidente Jânio Quadros, para a formação do Grupo de Organização Nacional de Atividades Espaciais (GOCNAE).

O segundo capítulo traz um período que foi considerado como um momento decisivo para o Programa Espacial Brasileiro, os governos militares. A chegada dos militares ao poder com o golpe de 31 de março de 1964 inaugurou uma nova etapa no modo como foi tratada a questão do setor espacial no Brasil.

O terceiro e último capítulo vai além da reconstrução histórica, buscando apontar os novos caminhos que com o fim da Guerra Fria e da Ditadura Militar, o Programa Espacial Brasileiro passou a trilhar. A aceleração do processo de mundialização da economia, caracterizado pela globalização também é uma variável importante na transformação dos programas espaciais do mundo inteiro.

Segundo a autora, apesar de toda importância do setor espacial, o PEB não se tornou um programa prioritário. Nesse sentido, a falta de investimento fez com que este programa não se transformasse num vetor importante para o desenvolvimento científico e tecnológico. “Dessa forma, sem autonomia técnico-científica o PEB não garante a capacitação no setor espacial. Num mundo de economia globalizada , onde a questão das fronteiras, territórios e territorialidade tornaram-se objeto de estudo, a autonomia na produção de satélites imageadores é de extrema importância para a monitoração territorial, controle, defesa e projeção internacional do País.

Serviço: Ana Lúcia Villas-Bôas
Doutora em Ciências Sociais e trabalha com História da Ciência e da Tecnologia no Brasil

21 9822-53958/ 2137 9788

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