Brasil, 12 de Dezembro de 2017
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TOKIO MARINE SEGURADORA

Primeiro medicamento imuno-oncológico para câncer de cabeça e pescoço é aprovado no Brasil

Opdivo (nivolumabe) promove ganho de sobrevida global com melhora significativa da qualidade de vida e um impacto positivo nos problemas de convívio social decorrentes da doença

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) acaba de aprovar o medicamento Opdivo (nivolumabe) para o tratamento dos pacientes que enfrentam o câncer de cabeça e pescoço recorrente ou metastático, com progressão da doença durante ou após terapia à base de platina, o segundo tipo de câncer que mais incide sobre os homens no Brasil, atrás apenas do câncer de próstata.1 Este é o quinto tipo de tumor a receber aprovação de tratamento com o imuno-oncológico da biofarmacêutica global Bristol-Myers Squibb no Brasil e este, o único medicamento desta classe aprovado no país a oferecer ganho de sobrevida global com qualidade de vida em cinco tipos de tumor: melanoma, câncer de pulmão, câncer de rim, linfoma de Hodgkin e câncer de cabeça e pescoço.2

Com esta aprovação, a Bristol-Myers Squibb apresenta dados significativos inéditos com base no estudo de fase III CheckMate 1413 que avaliou a eficácia e segurança de Opdivo (nivolumabe) em pacientes com câncer de cabeça e pescoço metastático previamente tratados com platina. Os resultados demonstram ganho estatisticamente significante de sobrevida global (SG) em comparação ao braço comparador (metotrexato, ou docetaxel, ou cetuximabe). Opdivo apresentou uma mediana de sobrevida global (SG) de 7,5 meses em comparação a 5,1 meses com o braço controle (metotrexato, ou docetaxel, ou cetuximabe). Em 1 ano, 36% dos pacientes tratados com nivolumabe estavam vivos versus 16,6% daqueles submetidos ao tratamento de escolha do investigador (metotrexato, ou docetaxel, ou cetuximabe). Além de reduzir em 30% o risco de morte, o tratamento com nivolumabe promove um ganho significante de qualidade de vida com redução dos eventos adversos se comparados àqueles associados ao tratamento quimioterápico. Um dos aspectos importantes deste tipo tumoral é o comprometimento da função social do paciente, decorrente de alterações físicas secundárias ao crescimento do tumor na face e pescoço. Nivolumabe demonstra eficácia e melhora da função social destes pacientes, revertendo as questões relacionadas ao convívio social.

Para o Dr. Marcos André Costa, oncologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, os estudos que embasaram esta aprovação demonstram um significativo impacto na saúde dos pacientes que, a partir de agora, com a aprovação de Opdivo (nivolumabe) para o câncer de cabeça e pescoço tem a possibilidade de ganhar um melhor desfecho do tratamento, que é o aumento da taxa de sobrevida com qualidade de vida. “No cenário metastático, a maioria dos casos chegam a óbito em menos de um ano. Ter mais de um terço dos pacientes vivos neste período é algo que não víamos com frequência com as terapias convencionais. E o melhor: há um grupo de pacientes que responde continuamente ao tratamento”, afirma o especialista. “Com o nivolumabe destacaria a baixa toxicidade, ganho de sobrevida e o platô na curva de sobrevida, que significa que uma porcentagem destes pacientes não sucumbirá à doença”.

Segundo o Dr. Gilberto Castro, oncologista clínico do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) e médico do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, a partir de agora, com a aprovação de Opdivo (nivolumabe) para o câncer de cabeça e pescoço, os pacientes conquistam uma alternativa de tratamento mais eficaz que as opções atuais. “Durante estudos, pacientes que fizeram uso de nivolumabe alcançaram o dobro da taxa de resposta com manutenção da qualidade de vida quando comparado com a quimioterapia citotóxica de segunda linha. Além disso, o remédio é menos tóxico que a quimioterapia tradicional. Ou seja, as pessoas em tratamento para o câncer de cabeça e pescoço terão uma taxa de sobrevida superior, com qualidade e menos efeitos colaterais”.

De acordo com o presidente da Bristol-Myers Squibb no Brasil, Gaetano Crupi, esta nova aprovação reafirma a liderança global da biofarmacêutica em imuno-oncologia e comprova o papel desempenhado pela empresa no combate ao câncer no Brasil. “A aprovação do quinto tipo de tumor para Opdivo (nivolumabe), incluindo o câncer de cabeça e pescoço em pacientes previamente tratados, reforça o êxito da estratégia pan-tumor, de disponiblizar um único medicamento para o tratamento de diversos tipos de câncer”, afirma o executivo. “A sequência de aprovações concedidas a Opdivo (nivolumabe) no mercado brasileiro insere o país no primeiro estágio de um futuro promissor que permitirá encarar os diversos tipos de câncer com uma perspectiva inédita de potencial de controle por meio da imuno-oncologia”, conclui. Graças ao pioneirismo e ao empenho em pesquisas na área da imuno-oncologia, a Bristol vem conseguindo desenvolver opções inovadoras de tratamento com objetivo de oferecer sobrevida a longo prazo e qualidade de vida para pacientes com diferentes tipos de câncer no mundo e no Brasil, como é o caso dos cânceres de pulmão, melanoma, renal, linfoma de Hodgkin e cabeça e pescoço.

Sobre o câncer de cabeça e pescoço

O câncer de cabeça e pescoço considera a soma dos cânceres da cavidade oral e da laringe o que, de acordo com Instituto Nacional do Câncer (INCA), o posiciona como o mais incidente nos homens no Brasil depois do câncer de próstata. De acordo com a estimativa do Instituto para o biênio 2016/2017, cerca de 22 mil brasileiros devem ser diagnosticados com os dois tipos mais comuns de câncer na região da cabeça e pescoço, que são a cavidade oral e a larige, no período.4

Os homens são os mais atingidos pela doença, sendo o segundo tipo da doença mais incidente nesta população.¹ De acordo com os dados do INCA, serão 11.140 casos na região da cavidade oral e 6.360 na larinje. Entre as mulheres, a cavidade oral representará 4.350 casos e 990 casos de laringe.

Segundo o Globocan 2012, levantamento realizado pela Organização Mundial de Saúde, os tumores de cabeça e pescoço representam o nono tipo mais comum da doença no mundo, com maior prevalência nos países em desenvolvimento. O levantamento aponta que são registrados anualmente cerca de 700 mil novos casos.5

Levantamento do Instituto Nacional do Câncer (NCI), dos EUA, aponta que cerca de 70% a 80% dos tumores na região de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágio avançado da doença, o que dificulta o tratamento.6 Por ser localizado na região facial o câncer de cabeça e pescoço é estigmatizante.

Imuno-Oncologia na Bristol-Myers Squibb

Cirurgia, radioterapia, citotóxicos ou terapias-alvo têm sido as alternativas de tratamento para o câncer nas últimas décadas, entretanto a sobrevida a longo prazo e qualidade de vida continuam sendo prioridade para os pacientes com a doença em fase avançada.

Para atender a essa necessidade médica, a Bristol-Myers Squibb está liderando pesquisas em áreas inovadoras do tratamento de câncer, como a Imuno-Oncologia, que envolve agentes cujo mecanismo primário é estimular o sistema imunológico para combater o câncer. A empresa estuda uma variedade de compostos e abordagens imunoterapêuticas para pacientes com diferentes tipos de câncer, incluindo pesquisas sobre o potencial de combinações entre agentes imuno-oncológicos que têm como alvo diferentes caminhos no tratamento do câncer.

A Bristol-Myers Squibb está comprometida em avançar na ciência da Imuno-Oncologia com o objetivo de mudar a expectativa de vida e a maneira como os pacientes com câncer vivem.

Sobre a Bristol-Myers Squibb

A Bristol-Myers Squibb é uma biofarmacêutica norte-americana global cuja missão é descobrir, desenvolver e disponibilizar medicamentos inovadores que ajudem os pacientes a superar doenças graves. Para mais informações sobre a Bristol-Myers Squibb, visite http://www.bristol.com.br

Fontes:

1 INCA http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/tabelaestados.asp?UF=BR

3 New England Journal of medicine http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1602252#t=article

4 INCA http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/tabelaestados.asp?UF=BR

5 Globocan http://gco.iarc.fr/today/home

6 SEER INH https://seer.cancer.gov/statfacts/html/oralcav.html

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