Brasil, 22 de Junho de 2017
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Crianças vs TV: menos é melhor, mas não necessariamente realista

  • Escrito por  Márcia Wirth
  • Publicado em Saúde
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É claro que a recomendação da Academia Americana de Pediatria sobre o tempo de tela para crianças menores de 2 anos não tem sido seguida. Aproximadamente 40% das crianças já estão assistindo TV aos 3 meses de idade e cerca de 90% estão assistindo TV aos 24 meses. A idade mediana de início da visualização é de 9 meses

Não dá para fugir da tentação de interagir com telas em torno da casa. Elas estão em toda parte; nas cozinhas, nas salas de estar, nas salas de televisão e até mesmo em nossos banheiros e camas. Com a conveniência de programas de streaming como Netflix e You Tube e a portabilidade e acessibilidade de iPads, smartphones e smart TVs, estamos constantemente inundados com imagens, sons e uma série de distrações multimídia.

E as crianças? Podem se tornar vítimas dessa multiplicidade de telas? “A criança americana média assiste mais de quatro horas de TV por dia, apesar de uma recomendação da Academia Americana de Pediatria (AAP) para que crianças com 2 anos de idade ou mais não assistam mais do que uma ou duas horas por dia. E para as crianças menores de dois anos? A AAP, juntamente com a Sociedade Canadense de Pediatria, recomenda que não assistam TV”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

Mais fácil dizer do que fazer, certo?

Para os pais, o tempo de tela é muitas vezes uma distração bem-vinda, permitindo que eles façam coisas que seriam incapazes de fazer com crianças pequenas. A tela do celular é, às vezes, uma pausa necessária! Muitos pais admitem a utilização da TV ou de um iPad como uma "babá temporária" ao fazer o jantar, a limpeza ou enquanto respondem e-mails.

“A AAP destaca que as crianças menores de dois anos não obtêm nenhum benefício intelectual ao assistir à TV e que assistir demais pode realmente atrasar o desenvolvimento da linguagem e causar problemas relacionados à atenção. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Washington descobriu que, a cada hora, por dia, que passavam assistindo DVDs e vídeos, as crianças aprendiam menos palavras novas (entre seis a oito palavras) do que as que nunca assistiam aos vídeos”, destaca o pediatra, que é membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Um artigo publicado no Scientific American abriu um vislumbre de esperança para a televisão condenada, revelando como alguns estudos têm mostrado que certos programas educacionais de TV podem realmente melhorar o vocabulário das crianças mais velhas. Infelizmente, isso ainda não se aplica aos que têm menos de dois anos.

Como podemos evitar os efeitos prejudiciais da TV e do tempo na tela?

Não é preciso ser cientista para saber que brincar no parque é mais benéfico para a saúde da criança e o desenvolvimento do que ser sedentário e assistir TV. “Mas para alguns pais, ir ao parque não é uma possibilidade a toda a hora. Há muitos fatores complexos que governam a vida e limitam as habilidades como pais. Ao mesmo tempo, eles se preocupam com o fato de que ver televisão demais vai diminuir a capacidade de pensamento criativo das crianças. Eles têm vontade, de todo coração, de se envolver e brincar com os filhos longos períodos do dia, esperam cancelar quaisquer efeitos negativos que a exposição da tela possa causar. Os pais de hoje são mais engajados do que nunca na criação de seus filhos, especialmente quando comparado com gerações mais velhas”, afirma o médico.

Bom senso

Como conciliar tantos interesses? Usando o bom senso. Embora menos seja melhor quando se trata de tempo de tela, às vezes, ela é inevitável. Assistir uma ou duas horas de TV por dia pode prejudicar intelectualmente seus filhos? Possivelmente não. E cinco a seis horas por dia? Muito mais provável.

O pediatra Moises Chencinski lista, a seguir, algumas dicas úteis para lidar com o tempo de tela em casa:

· Qualidade ao invés da quantidade – “Em vez de permitir que o seu filho apenas se sente e assista a tudo o que está na TV, cuidadosamente selecione um programa adequado à idade dele. Escolha programas que sejam envolventes, estimulantes e educacionais”, recomenda o pediatra;

· Tempo marcado é fundamental – “Defina limites de tempo e siga-os. Use um temporizador para gerenciar as expectativas das crianças em relação ao que estão assistindo e informá-las quanto tempo falta para desligar a TV. Evite filmes longos até que seu filho possa realmente compreender o que está acontecendo neles”, diz o médico;

· TV como companheira, fazendo barulho – “Evite que a TV fique ligada o tempo todo. O aparelho não deve ser utilizado como ‘ruído de fundo’. Em vez disso, coloque uma música apropriada e permita que as crianças se envolvam e se concentrem em uma atividade específica, quer você esteja envolvido ou não. Permitir que os filhos se concentrem em jogos imaginativos, sem distração, é crucial para o desenvolvimento criativo”, conta o médico;

· Torne a TV um evento familiar – “Se você puder, sente-se e desfrute de algum tempo de tela com seus filhos. Envolva-se com eles, faça perguntas e estimule as habilidades de pensamento crítico enquanto assistem TV”, recomenda o pediatra.

 

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