Brasil, 27 de Julho de 2017
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Bichectomia: cuidado com os excessos

  • Escrito por  Agência Rizzo
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Qual seria o limite para os procedimentos estéticos? Qual seria a linha tênue que divide a busca pela boa aparência e os perigos para o corpo? Atingir os atuais padrões de beleza, que enaltecem a magreza, é uma ideia que justifica, cada vez mais, a procura por técnicas, invasivas ou não, no intuito de realizar todo tipo de correção no corpo e no rosto. Há quem mexa no bumbum, nos seios, no nariz, nas panturrilhas, nos culotes e até nas bochechas. Tudo isso é perfeitamente admissível, desde que prevaleça o bom senso.

Sobre a cirurgia nas bochechas, o procedimento é chamado de Bichectomia e consiste na retirada de um tecido adiposo localizado nos dois lados, entre as maçãs do rosto e a mandíbula. Nomes de artistas como Angelina Jolie, Madonna e Mila Kunis pararam nas revistas de fofoca. As publicações garantiram que essas (e outras) personalidades têm ido atrás da operação para afinar e harmonizar melhor o rosto.

O que vira moda entre famosos, normalmente, cai nas graças dos anônimos. Aí é que está o perigo. Seguir tendências estéticas voltadas, única e exclusivamente, para alcançar o que é fixado como ideal de beleza pode resultar em complicações nem sempre divulgadas na mesma proporção que se difunde o surgimento de técnicas e resultados.

Por que o alerta? Simplesmente, porque a Bichectomia é “vendida” como uma cirurgia simples, que remove uma parte dita, por boa parte dos defensores, como indispensável. O primeiro erro já seria esse. A complexidade do corpo humano está justamente na formação de uma estrutura interligada, na qual cada uma tem função específica. Seria o mesmo que desmerecer a existência de alguma peça do motor do carro e achar que nada vai mudar se ela for arrancada.

Mas vamos a alguns aspectos a serem ponderados. Primeiro, é interessante entender a origem do nome Bichectomia. ‘Bich’ é uma homenagem a um anatomista e ‘ectomia’ significa corte. Há muitos anos, o fisiologista e anatomista francês, chamado Marie François Bichat, grande estudioso da anatomia humana, fez uma grande descoberta. No século XIX, mais especificamente em 1802, ele constatou que temos, nos dois lados do rosto, um tecido adiposo – uma espécie de gordurinha, a que François deu nome de Bolas de Bichat.

No início, a cirurgia era indicada para pessoas que, por terem o corredor bucal muito estreito, mordiam a bochecha com frequência e estavam sujeitas a ter até câncer por conta desse ato repetido. Só depois descobriu-se que o procedimento poderia ser utilizado para fins estéticos.

Fala-se que as Bolas de Bichat são fundamentais apenas durante a amamentação. Não é bem assim. Elas se localizam em uma região delicada perto de glândulas, nervos e artérias. Depois dessa fase, elas continuam a desempenhar um papel de relevância, que é proteger a área e garantir a volumização facial.

O detalhe é que, durante a Bichectomia, faz-se um corte de aproximadamente 2 cm na parte interna da boca, na altura do segundo dente molar superior. Em seguida, as bolsas são retiradas parcialmente ou totalmente. Uma incisão feita de forma errada pode resultar na perda de sensibilidade na face. Sabe o que isso significa? A pessoa pode sofrer uma paralisia facial por causa de um contato inadequado com a terminação nervosa. A situação pode se tornar irreversível. Há ainda riscos com hemorragia, infecções e lesões da glândula parótida.

Outro ponto a ser considerado está relacionado ao processo natural de envelhecimento. Com o passar dos anos há perda de gordura na face. Desta forma, a retirada das Bolas de Bichat, sem indicação, provocaria uma flacidez ainda mais acentuada e um envelhecimento da região. Durante a juventude, isso pode não ser uma preocupação, mas com o tempo as mudanças são visíveis.

Temos ainda outro aspecto a considerar: a procura por esse procedimento por parte de pessoas cada vez mais jovens impressionadas e atraídas pelo modismo. O profissional precisa estar atento a esse ‘x’ da questão. A cirurgia não é recomendada para quem ainda não está com a face totalmente formada. Sem contar que a realização da operação sem critérios pode levar ao surgimento de gerações com faces esqueléticas por conta de um padrão que não se justifica em todas as pessoas.

Há quem ainda ache que a Bichectomia é uma saída para emagrecer, o que é uma inverdade. O procedimento realmente afina o rosto, mas não é voltado para a perda de peso.

Enfim, especialistas precisam estar atentos para essa “banalização” da Bichectomia. Pacientes devem estar muito cientes dos reais riscos e da verdadeira necessidade de alterar o rosto dessa forma.

Por isso, torna-se indispensável procurar um cirurgião plástico com bom senso e conhecedor da estrutura da face. Logo na primeira consulta, ele fará uma avaliação clínica e solicitará os exames pré-operatórios. Será uma conversa na qual ele dirá se há mesmo motivos para fazer uma cirurgia que é irreversível. Lembre-se: uma vez tomada a decisão não há como voltar ao que era antes.
Sobre a Dra. Wanessa Sigiane

Formada, em 2001, pela Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP), no Rio de Janeiro. Fez residência médica em Cirurgia Geral, no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e em Cirurgia Plástica, no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), ambos no Distrito Federal. Vale ressaltar que o HRAN é referência em cirurgia plástica no DF e na região de entorno do Distrito Federal.

Durante a residência, adquiriu ampla formação, tanto na estética como na reparadora. Desta forma, está preparada para atuar em qualquer ramo da cirurgia plástica. A Dra. Wanessa Sigiane apaixonou-se pela Rinoplastia (procedimento para corrigir as falhas no nariz).

Ciente da responsabilidade e da missão que tem nas mãos, a Dra. Wanessa Sigiane não poupa cuidado, dedicação e esmero técnico nos procedimentos que realiza. Além disso, prima pela excelência na qualidade do relacionamento com os pacientes.

Site da Dra. Wanessa Sigiane: www.wanessasigiane.com.br

 

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