Brasil, 24 de Maio de 2017
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CPFL Energia cria nova tecnologia de poste para melhorar qualidade do fornecimento de energia

  • Escrito por  Wellington Bahnemann
  • Publicado no www.segs.com.br em Info & Ti
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Projeto de P&D desenvolve tecnologia de poste autoaterrado que amplia a proteção da rede elétrica contra descargas atmosféricas

A CPFL Energia, o maior grupo privado do setor elétrico brasileiro, está testando uma nova tecnologia de poste que promete trazer maior proteção ao sistema elétrico contra a incidência de descargas atmosféricas (raios), melhorando a qualidade do fornecimento de energia para os seus clientes. Trata-se do chamado “poste autoaterrado”, uma tecnologia inédita no Brasil desenvolvida em projeto de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) do Grupo.

Os primeiros testes com a tecnologia estão tendo início com a instalação de um lote pioneiro de 600 postes autoaterrados no interior de São Paulo e litoral paulista. Até o final deste ano, a aplicação da tecnologia será testada com a colocação de 540 unidades na região de Ibiúna e 60 postes em Santos, ambos os municípios atendidos pela concessionária CPFL Piratininga.

O poste autoaterrado desenvolvido pela CPFL se diferencia dos modelos tradicionais por utilizar uma formulação de compostos químicos que transforma o concreto mais condutivo na região da sua base, que fica em contato com a terra. Aproveitando-se da própria ferragem que compõe a armadura do concreto, o poste autoaterrado conduz a descarga elétrica em direção ao solo, onde ela acaba se dissipando sem oferecer qualquer tipo de risco à vida da população.

Uma das principais vantagens da nova tecnologia é a simplificação no processo de aterramento dos postes em relação aos modelos tradicionais. No padrão adotado atualmente pelas distribuidoras brasileiras, o aterramento dos postes é feito por meio de hastes de cobre e hastes cantoneira em aço zincado a fogo, cabos e canaletas e conexões, além da abertura de valas no solo. Além do risco de erro de instalação, o sistema de aterramento convencional é muito susceptível aos efeitos da corrosão e vandalismos.

“Com o passar do tempo, os sistemas de aterramento convencionais perdem sua eficácia, ou até mesmo a sua completa funcionalidade, devido aos efeitos da corrosão de cabos e conexões. O poste autoaterrado, por dispensar estes elementos, aumenta a confiabilidade dos sistemas de proteção, trazendo mais segurança à rede e aos consumidores”, afirma o diretor de Estratégia e Inovação da CPFL Energia, Rafael Lazzaretti. Testes conduzidos pela área de inovação e engenharia mostram que o novo poste reduziu a resistência de aterramento das instalações, parâmetro que mede o quanto o sistema oferece oposição à passagem da corrente elétrica, em torno de 81,8%, o que traz mais proteção à rede.

Atualmente, o sistema de aterramento é instalado nos postes que suportam os transformadores, equipamentos responsáveis por reduzir a tensão elétrica para 220 Volts (V) e 127V, padrões usados nas instalações residenciais. Com a comprovação da viabilidade da nova tecnologia, a expectativa é que passe a ser utilizada pelas concessionárias do Grupo para proteger os transformadores dos raios. Outros equipamentos da rede elétrica que também seriam beneficiados com o novo sistema são: religadores; reguladores de tensão; bancos capacitores; seccionalizadores; jogos de chaves e para raios.

Por contar com um sistema de proteção mais robusto, um dos benefícios esperados do poste autoaterrados é a redução do número de transformadores queimados por conta das descargas elétricas. Outra vantagem é a maior segurança proporcionada às instalações residenciais, contribuindo para reduzir a queima de eletrodomésticos. “Isso se traduz em um serviço de melhor qualidade para os nossos consumidores, o que irá se refletir nos indicadores de continuidade do fornecimento”, diz o diretor de Engenharia da CPFL Energia, Caius Vinicius Sampaio Malagoli.

Além dos benefícios operacionais, a nova tecnologia também irá proporcionar uma redução de custos às distribuidoras. Apenas a eliminação do processo tradicional de montagem do sistema de aterramento traz economia que varia, na média, de 28% a 48% com a utilização do novo padrão, dependendo do tipo de estrutura do poste e o solo. A diminuição do número de transformadores queimados também reduz os gastos com reforma dos equipamentos. Em média, a manutenção de um transformador custa em torno de R$ 2 mil por unidade danificada, o que é relevante considerando-se uma taxa média anual de queima de 6.500 unidades - em sua grande maioria, são ocasionadas por raios.

Fabricação em escala industrial

Com o avanço do projeto para a etapa de fabricação do primeiro lote pioneiro, a CPFL Energia já iniciou discussões com fornecedores de postes para a transferência da nova tecnologia. A companhia tem mantido negociações com empresas de São Paulo, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, visando também a produção do poste autoaterrado para atendimento futuro das demandas das distribuidoras RGE e RGE Sul.

Com a transferência de tecnologia, o poste autoaterrado poderá ser comercializado pelos fabricantes para qualquer concessionária do País. “O P&D do poste autoaterrado foi apresentado no Seminário de Distribuição Nacional de Energia Elétrica (Sendi), realizado em novembro de 2016, sendo eleito um dos três melhores projetos do evento e despertando grande interesse de outras distribuidoras”, afirma Lazzaretti.

O projeto de P&D do poste autoaterrado da CPFL Energia teve início em dezembro de 2012, e foi dividido em duas fases. Na primeira, a companhia conduziu um teste piloto com a instalação de 200 postes nas cidades de Campinas, São Carlos, Bofete, Valinhos e Pradópolis, iniciativa concluída ao final de 2014. A segunda etapa começou em 2015 e se estende até novembro de 2017, onde o objetivo principal é transferir o know-how da tecnologia aos fornecedores e promover a inserção do produto no mercado. O investimento total do projeto é de R$ 4,4 milhões.

A CPFL Energia tem como parceiro na execução do projeto a Matos Ferreira Engenharia e Consultoria. O projeto é financiado com recursos do programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Sobre a CPFL Energia

A CPFL Energia, há 104 anos no setor elétrico, atua nos segmentos de distribuição, geração, comercialização e serviços. Desde janeiro de 2017, o Grupo faz parte da State Grid, estatal chinesa que é a segunda maior organização empresarial do mundo e a maior companhia de energia elétrica, atendendo 88% do território chinês e com operações na Itália, Austrália, Portugal, Filipinas e Hong Kong.

Com 14,3% de participação, a CPFL Energia é líder no mercado de distribuição, totalizando mais de 9,1 milhões de clientes em 679 cidades, entre os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná. Na comercialização, é uma das líderes no mercado livre, com participação de mercado de 14,1% na venda para consumidores finais. É uma das líderes na comercialização de energia incentivada para clientes livres.

Na geração, é a terceira maior agente privada do País, com um portfólio baseado em fontes limpas e renováveis, como grandes hidrelétricas, usinas eólicas, térmicas a biomassa, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e usina solar. Considerando a participação acionária na CPFL Renováveis, maior empresa de geração da América Latina a partir de fontes alternativas de energia, a capacidade instalada do Grupo CPFL alcançou 3.192 MW, no final do terceiro trimestre de 2016.

A CPFL Energia possui ações listadas no Novo Mercado da BM&FBovespa e ADR Nível III na NYSE, além de participar do Índice Dow Jones Sustainability Index Emerging Markets. Pelo 12º. ano consecutivo, as ações da companhia integram a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa. O Grupo também ocupa posição de destaque em arte e cultura, entre os maiores investidores brasileiros, por meio do Instituto CPFL.

Visite a sala de imprensa da CPFL Energia em http://www.cpfl.com.br/imprensa/Paginas/default.aspx

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