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Boa madrugada ! - quinta, 23 de maio de 2013

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03
Jun

Petróleo pode agravar crise internacional, admite Coface

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Mais um fator de risco ameaça provocar mais turbulências ao conturbado cenário da crise econômica mundial. Desta vez, trata-se da cotação do barril de petróleo, segundo relatórios de Marie-France Raynaud, economista e pesquisadora do departamento de risco-país do grupo Coface, e Pierre Paganelli, assessor de risco-país.
 
Segundo os especialistas, o preço do barril do Brent deve ultrapassar os US$ 125 registrados em março deste ano, alta considerável em comparação com o valor do óleo cru em 2011, a US$110,80. E o atual cenário econômico pode levar os preços do petróleo a atingirem o patamar de US$ 200 pelo brent: a “Primavera Árabe” no Oriente Médio e as reviravoltas que ela tem causado na política dos países muçulmanos podem ser o gatilho que estava faltando para que esta previsão extrema se torne realidade.
 
Num cenário intermediário, o barril chegaria a US$ 150, o que provocaria um efeito diferenciado nos EUA, Japão, Europa e países emergentes.
 
Nos países produtores de petróleo, o preço estipulado estacionou nos US$100 o barril, o que acaba equilibrando um pouco a sua cotação. Já em relação à demanda pelo óleo, esta aumentou visivelmente nos países emergentes, mesmo com o crescimento econômico estacionado em países desenvolvidos. Na China, por exemplo, a demanda por petróleo aumentou 19% em comparação com os 16% dos países do bloco europeu.
 
Uma das razões que impulsionaram os altos preços do barril inclui a queda de produção de petróleo de países como o Iêmen, Sudão, assim como Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. Estes dois últimos, mesmo recuperando seu ritmo de produção, ainda não devem conseguir contornar o desfalque de 600,000 b/d por conta do déficit de produção dos outros três países.
 
Além disso, a falta de petróleo no mercado também é afetada pelas medidas tomadas pelo governo norte-americano, em vigor desde 17 de março, para que 11 países reduzam sua dependência de Teerã como fornecedor de petróleo, incluindo países do bloco europeu e Japão.
 
Os níveis de reservas de petróleo dos países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também é o mais baixo registrado nos últimos cinco anos. Em janeiro deste ano, o volume total estagnou em 2.61 bilhões de barris, ficando pelo sétimo mês consecutivo abaixo da média registrada desde 2007.
 
Países OPEC sentem os efeitos negativos das baixas reservas de petróleo: em fevereiro, a média caiu para 1.9 milhões de barris/dia, contra os 4.7 milhões registrados em 2011. Um dos países que pode ajudar a baixar os preços do petróleo é a Arábia Saudita. Para isso, o país, que já tinha anunciado a intenção de aumentar sua produção de 10 para 12.5 milhões de barris/dia, precisa ser realmente capaz de produzir mais para aliviar o desequilíbrio de oferta e demanda atual e, ao mesmo tempo, aumentar suas margens de produção levando em consideração o contexto do risco geopolítico elevado.
 
Mas até que patamar os preços do petróleo podem subir? De acordo com o relatório, o que mais dificulta uma resposta clara para a questão é a crise iraniana, e como ela vai se desenrolar – ainda mais que o relatório da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), divulgado em novembro do ano passado, intensificou a tensão entre Israel e Irã por contra de seu programa nuclear. De qualquer forma, o cenário mais provável, com 55% de probabilidade, é de que os preços do barril de óleo cru cheguem a US$120, levando em conta as negociações entre os membros do Conselho de Segurança da ONU e da Alemanha.
 
Os impactos sobre a economia mundial diante de um cenário intermediário a este afetariam menos os Estados Unidos e alguns países emergentes, do que países do leste europeu e a Argentina, visto que as importações no setor energético correspondem a 4,5% do PIB europeu, contra 3% do PIB norte-americano.[3]
 
O Grupo Coface, um dos líderes mundiais em seguro de crédito, oferece às companhias ao redor do mundo soluções para o gerenciamento de recebíveis, tanto no mercado doméstico quanto para exportação.

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