Brasil, 18 de Novembro de 2017
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“Re-existências Afro-Ameríndias”

  • Escrito por  Silvia Pacheco
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Mostra de filmes e palestras sobre quilombos e comunidades negras latino-americanas

Dias 21 e 22 de Novembro, às19h, no Instituto Cervantes Brasília

Entrada franca

A fim de pautar as questões sobre memória e contemporaneidade quilombola na América Latina durante a Semana de Consciência Negra, o Instituto Cervantes e o Grupo de Pesquisa e Estudos Culturais Afro-ameríndios (Instituto Federal de Brasília -IFB) apresentam a mostra cinematográfica e ciclo de palestras “Re-existências Afro-Ameríndias”, com curadoria de Larissa Ferreira, coordenadora de Cultura, Raça, Gênero e Estudos Afro-Brasileiros do IFB (Diretora de Pós-Graduação, Pesquisa, Inovação e Extensão).

A mostra de vídeos tem como temática quilombos, palenques e comunidades rurais negras latino-americanas e completa-se com um ciclo de palestras sobre esse universo. Nos filmes que serão exibidos, um convite para refletir sobre a política de dominação e opressão dos povos negros e indígenas na América Latina. As comunidades negras e afrodescendentes do Rio dos Macacos (Brasil), Tocaña (Bolívia) e Santiago Del Estereo (Argentina) somam suas vozes a outras tantas comunidades quilombolas e palenqueras latino-americanas, que clamam juntas a urgência em viver, existir e resistir. Do direito à terra à permanência dos seus saberes ancestrais, evidencia-se o estado permanente do re-existir na urgência de preservar e reconstruir sua cultura.

Programação

21|11

19h00 - Ciclo de Palestra

Educação escolar Quilombola: um ensaio decolonial (Givânia Maria da Silva);

Quilombos, palenques, cimarrones e a resistência negra (Barbara Oliveira Souza).

20h00 – Mostra de filme

Lançamento do longa Quilombo Rio dos Macacos, o filme (Direção: Josias Pires/ Documental / Brasil / 2017 / 120”)

Filme documentário de longa-metragem sobre comunidade quilombola Rio dos Macacos e a luta pela garantia da propriedade da terra de uso tradicional, reivindicada pela Marinha do Brasil, localizada entre os municípios de Salvador e Simões Filho (BA). Além de denunciar graves violações de direitos humanos – direito de ir e vir e de acesso à água, saúde, educação, moradia e trabalho – o filme registra, inclusive com imagens produzidas no calor da hora pelos próprios quilombolas, conflitos e negociações visando a solução dos problemas; documenta aspectos culturais, simbólicos e características do território, como paisagens e lugares; registra memórias individuais e coletivas, traçando amplo painel de caráter etnográfico.

22|11

19h00 - Ciclo de Palestra

Comunidades rurais negras na Améfrica: memória e soberania intelectual (Leandro Bulhões); Cor e resistência diante da tela branca (Pablo Lucena).
20h00 - Mostra de filme
El último quilombo ( Direção: Alberto Masliah/Documental / Argentina, 2013 / 65”):
Esse filme é uma viagem para descobrir San Félix, um pequeno povoado de Santiago de Estero. Ali, todos os habitantes são descendentes de um casal de escravos nebros alforriados. Hoje, o povo luta para sobreviver. Junto a seus moradores, conheceremos suas histórias de vida, que é um pouco da história da argentinidade. Descobrimos sua luta contra a discriminação e o esquecimento. Uma viagem pelo caminho da recuperação da memória negra na Argentina.
Menção “Melhor Documentário Nacional da XV edição do Festival Internacional de Cinema sobre Direitos Humanos (Buenos Aires- Argentina) e selecionado no XXVII FEtival de Cine Latino de Trieste (Itália)

La voz de los sin voz, Tocaña (Direção: Marcel Cluzet/Documental / Bolivia/ 2009 / 59”)

Na comunidade de Tocaña, nas Yucas Bolivianas, dia a dia se reafirma a identidade afroboliviana de seus habitantes. Cantando e dançando, criam espaço para a memória coletiva de suas origens e da chegada de seus antepassados na América como escravos. Filme realizado pela LumaDoc pelo programa “A voz dos sem vozes”, da UNESCO.

CURADORIA

Larissa Ferreira

Natural de Salvador - BA, vive e trabalha em Brasília – DF. Doutora em Artes pela Universidade de Brasília (2016), Mestre em Artes pela mesma Universidade (UnB, 2010). Licenciada em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA, 2006). Professora efetiva da Licenciatura em Dança do Instituto Federal de Brasília- IFB. Coordenadora de Cultura, Raça, Gênero e Estudos Afro-Brasileiros do IFB (Diretora de Pós-Graduação, Pesquisa, Inovação e Extensão - Campus Brasília). Coordenadora do Grupo de Pesquisa e Estudos Culturais Afro-ameríndios, cuja pesquisa atual foca-se na dança enquanto resistência cultural em quilombos e palenques da América Latina. Tem pesquisa voltada para as relações entre corpo, memória e contemporaneidade e, nesse trânsito, pesquisa os atravessamentos entre dança, arte e tecnologias, com curadoria da mostra PixelPoro de Videodança (desde 2015) e realização de obras coreográficas autorais de dança e tecnologia. Apresentou trabalhos artísticos no Brasil, EUA, Alemanha, Finlândia, Inglaterra, Portugal, Itália e Qatar.

PALESTRANTES

Bárbara Oliveira Souza

Doutora em Antropologia pela Universidade de Brasília (2015), Mestre em Antropologia pela UnB (2008), graduada em Ciências Sociais (licenciatura) (2004) e em Antropologia Social (Bacharelado) (2005), pela UnB. Ênfase em investigações sobre temas vinculados a movimentos sociais e relações étnicorraciais, com foco para as comunidades quilombolas e movimentos afrodescendentes. Pesquisadora associada ao Instituto Cubano de Investigación Cultural Juan Marinello (Cuba), ao Laboratório da Nova Cartografia Social da Amazônia (Brasil) e ao Núcleo de Estudos Afro Brasileiros da UnB (NEAB-UnB/Brasil).

Givania Maria da Silva

Educadora quilombola, graduada em Letras e especialista em Programação de Ensino e Desenvolvimento Local Sustentável. Mestra em Políticas Públicas e Gestão da Educação pela Universidade de Brasília-UnB (2010-2012) e doutoranda no curso de Sociologia na mesma Universidade. Pesquisa educação escolar quilombola, organização de mulheres quilombolas e questões agrárias em quilombos. É membro fundador da coordenação nacional das comunidades quilombolas - CONAQ. Atuou como coordenadora de regularização fundiária dos territórios quilombolas no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária- INCRA ( 2007 à 2015). Ex. Secretária Nacional de Políticas para Comunidades Tradicionais da SEPPIR (2015 – 2016).

Leandro Bulhões

Licenciado em História pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB/2006); especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça (Faculdade de Educação - UnB/2016); mestre em Cultura, Memória e Desenvolvimento Regional (UNEB/2009) e doutor em História pela UnB (2013), com período sanduíche na Universidade de Lisboa (2011-2012). Atualmente, é professor/pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional (PPGDSCI/CEAM/UnB), onde realiza o pós-doutorado sobre educação escolar quilombola e soberania intelectual negra. Atuou como consultor-historiador na Comissão da Verdade Sobre a Escravidão Negra no DF e Entorno; é membro titular do Fórum Distrital de Educação para as Relações Étnico-raciais da Subsecretaria de Educação Básica da Secretaria de Educação do GDF. Desde 2015, constitui o grupo de pesquisadores/as do Núcleo dos Estudos Afro-Brasileiros (NEAB/UnB) e divide a coordenação do Grupo de Estudos e Pesquisa em Políticas Públicas, História, Educação das Relações Raciais e de Gênero - Geppherg, da Faculdade de Educação - UnB.

Pablo Lucena

É professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, UnB. Autor do livro O cinema como refúgio da escrita: roteiros e paisagens em Peter Handke e Wim Wenders (Annablume, 2016). Tem doutorado pela UFRJ, com passagem pela Universidade Livre de Berlim. Seus ensaios focam nas trajetórias históricas de roteiristas assim como nos seus diálogos intermediáticos. Atualmente inicia pesquisa sobre a história do roteiro no cinema e audiovisual brasileiro. Escreve críticas e ensaios para a Revista Cinética

Serviço
“Re-existências Afro-Ameríndias”
Mostra de filmes e palestras sobre quilombos e comunidades negras latino-americanas
Dias 21 e 22 de novembro, às 19h
Entrada franca

Local: Auditório do Instituto Cervantes de Brasília
Endereço: SEPS 707/907 Lote D
Telefone: 3242-0603
C.I.: Livre
brasilia.cervantes.es

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