Brasil, 24 de Maio de 2017
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Último fim de semana para ver A Cor do Brasil no Museu de Arte do Rio – MAR

  • Escrito por  Priscila Antunes
  • Publicado no www.segs.com.br em Eventos
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Exposição encerra temporada no dia 15 de janeiro

O Museu de Arte do Rio – MAR, sob gestão do Instituto Odeon, encerra no dia 15 de janeiro a temporada da exposição A cor do Brasil, que traça a trajetória da arte brasileira desde o período colonial até o século XXI. A mostra teve o maior número de visitantes em 2016 – somente em agosto foram mais de 60 mil, impulsionados pela presença das obras “Abaporu” e “Antropofagia”, de Tarsila do Amaral. A Cor do Brasil reúne mais de 300 peças, vindas da Argentina, do México e de outras 12 instituições espalhadas pelo Brasil, que cederam parte de seus acervos para a montagem da mais completa antologia da cor já apresentada na cidade do Rio de Janeiro.

O percurso é formado por obras-primas que vão de Frans Post – um dos mais importantes artistas neerlandeses, que no século XVII participou de expedição pelo nordeste do Brasil – a Tarsilado Amaral, considerada a primeira dama do modernismo nacional e autora de Abaporu (1928) e Antropofagia (1929), pinturas mundialmente conhecidas que retornam à cidade pela primeira vez desde o começo do século XX. O público também tem a oportunidade de apreciar o elogio da beleza nas cores de Eliseu Visconti e Beatriz Milhazes.

A exposição é dividida em três galerias. A primeira delas, intitulada A transformação da luz e do ambiente ecológico em cor, é dedicada à visão sintética da paisagem. Retratos, paisagens e naturezas mortas cedem espaço para uma seleção do melhor do impressionismo no Brasil, enquanto a base filosófica da mudança de conceito pode ser compreendida a partir do desafio lançado por Graça Aranha, que incentivou os artistas na transformação de luz em cor e do ambiente ecológico brasileiro em sensações plásticas. No mesmo ambiente, a cronologia segue para mostrar a modernidade introduzida por Anita Malfatti, Guignard, Goeldi, Portinari, Ismael Ney, Lasar Segall,Antonio Gomide e Flavio de Carvalho, entre outros. A segunda sala, Modernidade e Autonomia da arte, é formada por diversos núcleos significativos.

O grupo formado por Henrique Bernardelli, Bruno Lechowski, José Pancetti, Milton Dacosta, Quirino Campofiorito e Joaquim Tenreiro retrata a emancipação do regionalismo em prol da vontade de pintar. No mesmo espaço, há ainda núcleos formados pelos concretistas de são Paulo – Waldemar Cordeiro, Lothar Charoux, Geraldo De Barros, Hermelindo Fiaminghi, Luis Sacilootto e Judith Laund; os neoconcretos – Franz Weissmann, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Aluisio Carvão, Decio Vieira, Willys de Castro, Barsotti e Osmar Dillon; os gestuais – Bandeira, Shiró, Tomie Ohtake, Mabe e Iberê Camargo; assim como parte da cena da cor no Rio formada por Eduardo Sued, Manfredo Souzaneto e Gonçalo Ivo.

Na terceira e última sala, Opinião, Tropicália, Geração 80 e Cor do Século XXI, o foco se torna Cor do Rio, a partir de movimentos ocorridos na cidade: as mostras Opinião e Tropicália, a Sala Experimental do MAM e Geração 80. Para retratar a extensão do tema da cor no Brasil nas últimas seis décadas, é feita uma reunião das obras de Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Carlos Vergara, Roberto Magalhães, Rubens Gerchmann, Wanda Pimentel, Tunga, Anna Bella Geiger, Katie van Scherpenberg e José Maria Dias da Cruz, professores da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Alcançando o século XXI, é realizada uma revisão da ideia do “nacional”, que tem na bandeira seu maior ícone. A exposição retoma as implicações e projetos políticos da cor na atualidade, indagando se existiria uma cor afro-brasileira na arte.

A cor do Brasil tem curadoria assinada por Paulo Herkenhoff e Marcelo Campos. A realização é da equipe do Instituto Odeon/Museu de Arte do Rio; produção de Maria Clara Rodrigues, da Imago Escritório de Arte; com arquitetura de Leila Scaf Rodrigues; e identidade gráfica de Fernando Leite.

Destaques da mostra, por Paulo Herkenhoff

Tarsila do Amaral – A tela Abaporu é emblemática do modernismo da Antropofagia, revela a cultura que absorve todas as contribuições em linguagem própria. De Buenos Aires veio o famoso Abaporu (1928), obra chave da modernidade brasileira, além de Antropofagia (1929), de igual significado;

Grimm e Castagneto. Dois fundadores da arte brasileira são apresentados por paisagens que demonstram a sabedoria da cor;

Eliseu Visconti. A excelência do sábio pintor com cores cantantes;

Anita Malfatti. Como compreender o impacto da obra de Malfatti no modernismo. Seu núcleo tornará visível suas audácias na forma e na cor;

Três pintores estão representados por suas obras magnas: Antonio Gomide com o Retrato de VeraAzevedo (final da déc. 1920); o Autorretrato (1927), de Ismael Nery, no qual ele se representa entre o Pão-de-açúcar e a Torre Eiffel; e o dramático e monumental Navio de Emigrantes (1939) de Lasar Segall.

Volpi. O grande artista da cor brasileira é apresentado por um conjunto delicado de telas dos anos 50 e 60, a maioria nunca exposta no Rio.

O Museu de Arte do Rio - MAR

O MAR é um espaço dedicado à arte e à cultura visual. Ocupa dois prédios na praça Mauá: um de estilo eclético, que abriga o Pavilhão de Exposições; outro em estilo modernista, onde funciona a Escola do Olhar. O projeto arquitetônico une as duas construções com uma cobertura fluida de concreto, que remete a uma onda – marca registrada do museu –, e uma rampa, por onde os visitantes chegam aos espaços expositivos.

Uma iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o MAR tem atividades que envolvem coleta, registro, pesquisa, preservação e devolução à comunidade de bens culturais. Espaço proativo de apoio à educação e à cultura, o museu já nasceu com uma escola – a Escola do Olhar –, cuja proposta museológica é inovadora: propiciar o desenvolvimento de um programa educativo de referência para ações no Brasil e no exterior, conjugando arte e educação a partir do programa curatorial que norteia a instituição.

O MAR é gerido pelo Instituto Odeon, uma organização social da Cultura, selecionada pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro por edital público. O museu tem o Grupo Globo como mantenedor, o BNDES como patrocinador da Reserva Técnica e apoiador da exposição Leopoldina, princesa da Independência, das artes e das ciências, a Petrobras também como apoiadora de Leopoldina, princesa da Independência, e a Repsol como apoiadora de exposição.

A Escola do Olhar tem o Sistema Fecomercio RJ, por meio do Sesc, como parceiro institucional, e conta com o Banco Votorantim e a Prodiel como apoiadores. A Brookfield apoia as visitas educativas. O programa MAR na Academia tem apoio da Dataprev e da Amil One Health via Lei Municipal de Incentivo à Cultura, e da Aliansce via Lei Rouanet. A Souza Cruz é copatrocinadora do Domingo no MAR.

O MAR conta também com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, e realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Serviço

Ingresso: R$ 20 I R$ 10 (meia-entrada) – pessoas com até 21 anos, estudantes de escolas particulares, universitários, pessoas com deficiência e servidores públicos da cidade do Rio de Janeiro. O MAR faz parte do Programa Carioca Paga Meia, que oferece meia-entrada aos cariocas e aos moradores da cidade do Rio de Janeiro em todas as instituições culturais vinculadas à Prefeitura. Apresente um documento comprobatório (identidade, comprovante de residência, contas de água, luz, telefone pagas com, no máximo, três meses de emissão) e retire o seu ingresso na bilheteria. Pagamento em dinheiro ou cartão (Visa ou Mastercard).

Bilhete Único: R$ 32 – R$ 16 (meia-entrada) cariocas e residentes no Rio de Janeiro, mediante apresentação de documentação ou comprovante de residência comprobatórios. Serão considerados documentos comprobatórios aqueles que contenham o local de nascimento, tais como RG, carteira de habilitação, carteira de trabalho, passaporte etc. Serão considerados comprovantes de residência os títulos de cobrança com no máximo 3 (três) meses de emissão, como serviços de água, luz, telefone fixo ou gás natural, devidamente acompanhado de documento oficial de identificação com foto (RG, carteira de habilitação, carteira de trabalho, passaporte etc.) do usuário.

Política de gratuidade: Não pagam entrada – mediante a apresentação de documentação comprobatória – alunos da rede pública (ensinos fundamental e médio), crianças com até cinco anos ou pessoas a partir de 60, professores da rede pública, funcionários de museus, grupos em situação de vulnerabilidade social em visita educativa, Vizinhos do MAR e guias de turismo. Às terças-feiras a entrada é gratuita para o público geral. No último domingo do mês, o museu tem entrada grátis para todos por meio do projeto Domingo no MAR.

Terça a domingo, das 10h às 17h. Às segundas o museu fecha ao público. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (55 21) 3031-2741 ou acesse o site www.museudeartedorio.org.br.

Endereço: Praça Mauá, 5 – Centro.

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