Brasil, 18 de Agosto de 2017
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Amazul e Cnen iniciarão projeto detalhado do Reator Multipropósito Brasileiro

  • Escrito por  Charles Magno
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Reator nuclear permitirá ao Brasil autossuficiência na produção de radiofármacos para diagnóstico e tratamento de doenças como câncer

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul) começam a desenvolver o projeto detalhado do Reator Multipropósito Brasileiro, por meio de convênio com a Financiadora de Projetos (Finep), no valor de R$ 150 milhões. O equipamento é voltado à pesquisa e à produção de radioisótopos, materiais usados na fabricação de radiofármacos para diagnóstico e tratamento de doenças como câncer.
O empreendimento, incluindo a construção do reator, absorverá investimentos de US$ 500 milhões (R$ 1,6 bilhão a câmbio atual), recursos que virão do Tesouro nacional. “O empreendimento é um projeto estruturante e de arraste para o programa nuclear brasileiro”, afirma José Augusto Perrotta, da Cnen, coordenador do projeto. O acordo de cooperação técnica entre a Amazul e a Cnen será assinado no dia 16/5.
Também participará do desenvolvimento do projeto detalhado a Invap S.E., empresa pública argentina de tecnologia e projetos, uma das responsáveis pelo projeto básico do RMB.
A Amazul, co-empreendedora do projeto, agregará a expertise de seus empregados que há décadas participam do Programa Nuclear da Marinha, Programa Nuclear Brasileiro e Programa de Desenvolvimento de Submarinos. “Para nós, o RMB tem um incalculável valor social, já que coloca a tecnologia nuclear a serviço da saúde dos brasileiros, salvando vidas e melhorando a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Ney Zanella dos Santos, diretor-presidente da Amazul.

Demanda reprimida

O Brasil registra cerca de 2 milhões de procedimentos anuais em medicina nuclear. No entanto, traduzido em per capita para o total da população brasileira, o volume é muito baixo se comparado com outros países, como a Argentina, onde é realizado quase o dobro de procedimentos. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Medina Nuclear, Juliano Júlio Cerci, com a entrada em operação do RMB, o País poderá duplicar a oferta de radiofármacos.
Para atender à demanda atual, o Brasil importa anualmente cerca de US$ 15 milhões (cerca de R$ 48 milhões) em radioisótopos, que são processados e enviados a mais de 400 hospitais e clínicas brasileiras.
O projeto básico do RMB está pronto e o empreendimento já tem a Licença Prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Licença Local da Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear da Cnen. O empreendimento será construído em terreno de 2 milhões de metros quadrados (cerca de 200 campos de futebol), parte cedido pela Marinha do Brasil e parte em processo de desapropriação pelo governo do Estado de S. Paulo, localizado ao lado do Centro Industrial e Nuclear de Aramar, em Iperó, onde também está sendo desenvolvido o reator para o submarino nuclear brasileiro.

Outras áreas

O RMB terá outras aplicações além da medicina nuclear. Ele disponibilizará tecnologias que poderão ser aplicadas na agricultura, no meio ambiente e na indústria. Essas tecnologias permitem, por exemplo, testar materiais, localizar fissuras em superfícies como asas de avião ou verificar a quantidade de agrotóxicos contida em alimentos.

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