Brasil, 29 de Setembro de 2016
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Indústria de embalagens plásticas flexíveis fecha 2015 com queda de 1,6% na produção

O faturamento também caiu 2,1%, fechando em R$ 19,6 bilhões.

Uma pesquisa feita pela Maxiquim com exclusividade para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) mostra que a indústria de embalagens plásticas flexíveis amargou uma queda de 1,6% na produção física em 2015, fechando o ano com 1,815 milhão de toneladas. A variação real do faturamento também registrou queda de 2,1%, chegando a R$ 19,6 bilhões, assim como o consumo aparente que caiu 3,6%, atingindo 1,844 milhão de toneladas.

Segundo Solange Stumpf, da Maxiquim, o petróleo continua sendo o alvo das atenções. “Ainda não sabemos se seu preço já chegou ao fundo do poço – US$ 50/barril – ou se cairá mais. Há especialistas apostando em US$ 20 o barril. E esta oscilação continuará afetando a indústria globalmente.” O lado bom, segundo Solange, é que a petroquímica Brasileira tem fôlego para competir por conta da nafta mais barata.

De todas as resinas rastreadas na pesquisa da Maxiquim, o polipropileno (PP) foi a que registrou queda mais acentuada (-8,3%), enquanto os polietilenos (PEs) caíram 3,1%. A demanda doméstica de poliolefinas no Brasil teve uma variação de -5% no comparativo 2015/2104, em volume. “A boa notícia é que a balança comercial fechou positiva em 2015. Houve uma queda de 10,9% nas importações contra uma alta de 15% nas exportações. As importações de PE ficaram em 792 mil toneladas e as de PP em 258 mil toneladas.”

A principal resina utilizada pela indústria de embalagens flexíveis continua sendo o PEBDL (polietileno linear de baixa densidade), com um market share de 45%, seguida por PEBD (polietileno de baixa densidade) com 27% de participação, PP com 16% e PEAD (polietileno de alta densidade) com 11%. “A participação da produção de embalagens flexíveis no total de transformados plásticos aumentou 1,6% em 2015 em comparação ao ano anterior.

Somente no PEBD, 81% do total foram dedicados à produção de flexíveis em 2015; este percentual era de 79% em 2010”, comenta Solange. Alimentos é a principal aplicação com 29% de participação.

No PEBLD a participação dos flexíveis é ainda maior: 93% em 2015 contra 89% em 2010. Neste caso os alimentos também são o principal mercado absorvendo 36% da produção.

A balança comercial da indústria de embalagens plásticas flexíveis também fechou positiva em 2015. Houve um aumento de 16,4% nas exportações contra uma queda de 22,5% nas importações, em volume. Em valores, as importações caíram 23,6% e as exportações cresceram 1,6%.

Como principais conclusões e previsões para 2016, Solange, da Maxiquim, coloca:

o aumento dos custos e da carga tributária, aliados à uma demanda enfraquecida, devem seguir impactando negativamente os resultados em 2016;

as expectativas dos transformadores apontam para um ano difícil, com provável redução de investimentos em razão da instabilidade econômica, política e de mercado;

produtos com maior valor agregado, como embalagens de barreira e de desempenho superior, continuarão crescendo e as empresas deverão focar na exportação;

produtos da cesta básica são usualmente menos afetados em tempos de crise e o horizonte para as embalagens flexíveis não é tão negativo como para o mercado em geral;

empresas com produtos voltados para a exportação devem apresentar bom resultado, considerando-se o cenário de Dólar valorizado.

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