Brasil, 1 de Outubro de 2016
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Barragem Santa Lúcia recebe, nos dias 05 e 06 de março, últimas apresentações do espetáculo “Subo para esquecer o que de baixo já não consigo ver”

No dia 05, público também é convidado a participar de bate-papo com a produtora Carabina Cultural sobre a utilização de novas tecnologias no teatro

O espetáculo Subo para esquecer o que de baixo já não consigo ver, da produtora Carabina Cultural, segue para seu último 

fim se semana de circulação da temporada pelas ruas de Belo Horizonte. Depois de passar pela regiões do Barreiro e Santa Tereza, chega a vez da Barragem Santa Lúcia receber, nos dias 05 e 06 de março - sábado e domingo, as apresentações da montagem que une tecnologia e performance à tradição da prática do cortejo teatral. Com concepção e direção de Carlos Canela, o espetáculo conta com trilha sonora original de Sérgio Pererê. Todas as apresentações são gratuitas.

Na tarde do dia 05 de março, o público ainda poderá conferir um bate-papo com a Carabina Cultural sobre a utilização de meios audiovisuais e novas tecnologias no teatro. Destinado a artistas, cineastas, pessoas do meio artístico e demais interessados, o encontro será às 14 hrs na Casa do Beco - Av. Artur Bernardes, 3856/ Barragem Santa Lúcia. Entrada franca.

Subo para esquecer o que de baixo já não consigo ver une o novo, o tecnológico, à tradição dos cortejos teatrais e aos elementos circenses. Inserindo ferramentas audiovisuais e projeções ao trajeto, o espetáculo promove uma experiência sensorial, permitindo uma nova interação entre público e cidade, suas ruas e praças, mediada pelo cortejo e as performances de seus atores e artistas circenses. “Qualquer um pode ver tudo, sem restri
ções. A obra é ‘aberta’ e o público tem liberdade para compreender o que quiser. Além disso, cada espetáculo é único, já que dialoga com os equipamentos urbanos durante o percurso”, comenta o diretor do espetáculo, Carlos Canela.

Criada exclusivamente para o espetáculo, a Unidade Móvel de Projeção é um dispositivo que permite a projeção audiovisual ao longo do cortejo pelos bairros da cidade. Alimentada por baterias, a Unidade permite direcionar livremente as imagens para quaisquer superfícies presentes no percurso. Desse modo, o espectador permanecerá, literalmente, dentro do espetáculo – e, de certa forma, dentro dos próprios filmes mostrados.

Se a tecnologia moderna é parte importante da construção do espetáculo, os dilemas do homem contemporâneo surgem como elementos essenciais para sua construção textual. As performances dos atores em cena abordam os limites impostos pelas sociedades atuais, a evolução das relações de poder ao longo do tempo e a angústia existencial do homem moderno frente à estas questões. Em conjunto com suas ferramentas audiovisuais, as performances realizam uma “radiografia” dos processos históricos que levaram homem e sociedade ao estágio no qual se encontram hoje: o sentimento de apatia dominante e a aceitação da vida como ela é.

Composta por Sérgio Pererê, a ideia inicial para a trilha sonora do espetáculo surgiu após uma conversa com o diretor Carlos Canela: “Todo o processo foi se desenvolvendo de modo intuitivo, muito natural, quase mágico, como se as músicas 'pedissem' para serem criadas. A trilha foi criada para se
r um elemento que não prendesse ninguém a lugar nenhum”, descreve Pererê. A proposta foi desenvolver uma trilha sonora aberta, que não inserisse o espetáculo em nenhum tempo ou lugar, mantendo a ideia do cortejo, que dialoga com todos os espaços, ruas e praças onde for apresentado. Como referências, foram utilizados elementos de diferentes etnias ou de etnia alguma – para criar uma percepção atemporal e não-espacial, como a inserção de trechos em mandarim e em dialetos inventados. “Para o espetáculo, a grande preocupação com a trilha era com o aspecto imagético, criar imagem, o fogo, por exemplo, através do som”, complementa o músico.

Subo para esquecer o que de baixo já não consigo ver é o primeiro projeto da produtora Carabina Cultural para execução em 2016, que posteriormente realizará a produção de um filme de longa-metragem dirigido por Carlos Canela e uma oficina de audiovisual aprovado pelo programa Descentra Cultura 2015 da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Aprovado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, a circulação do espetáculo conta também com o apoio cultural das empresas e instituições como a Mills, TWS Telecom, Casa do Beco e Parada do Cardoso que acreditam na força dessa peça como um marco para a produção cultural de BH.

Sinopse

O espetáculo Subo para esquecer o que de baixo já não consigo ver é um grande espetáculo-cortejo que une teatro, música, audiovisual e elementos circenses para fazer uma radiografia do ser humano através da história.

O espetáculo surgiu a partir da conjunção de três grandes desafios: falar da privação da liberdade como causa dos grandes males da sociedade moderna, trazer a tecnologia, principalmente o audiovisual, de forma harmônica para dentro de um espetáculo de rua e, por fim, produzir um grande espetáculo de rua, no formato de cortejo, que se aproprie dos espaços e os transformem em parte integrante do espetáculo.

Com esses objetivos em mente, o espetáculo foi montado unindo tecnologia, audiovisual, música e performances teatrais e circenses, transformando a rua em um grande cenário, ampliando as possibilidades de um teatro vivo, que se apropria do espaço e traz o público literalmente para dentro do espetáculo em uma viagem basicamente sensorial.

Partindo dos momentos iniciais da evolução humana, quando ainda se lutava por questões básicas de sobrevivência, o espetáculo passa pelas guerras que estabelecem limites territoriais, pelas religiões que impõe limites morais e relacionais, pela moral que estabelece regras sociais, pela estética que redesenha os limites comportamentais até chegar, finalmente, nos tempos modernos, com a potencialização das leis e legitimação do poder como mentor da sociedade moderna e gestor da restrição às liberdades humanas.

Falando da falta de tolerância, do fundamentalismo tanto religioso quanto ideológico, da busca de um poder artificial que esconda a fragilidade de cada um, o espetáculo traça um retrato do homem moderno e dos processos históricos que o foram moldando em um ser aprisionado, solitário e fragilizado frente a um mundo que ele não entende.

Sobre a Carabina Cultural

Quando Carlos Canela e Suzana Markus vieram de Juiz de Fora para BH, em 1997, já existia a intenção de trabalhar com teatro. Eles haviam se conhecido na montagem de um espetáculo em Juiz de Fora e queriam abrir outras possibilidades na capital mineira. Ao chegar, realizaram um curso de vídeo e se apaixonaram pela loucura e pela amplitude de possibilidades oferecidas pelo audiovisual. Fundaram, então, a Carabina Filmes, para dar vazão às produções. Há quatro anos, no entanto, montaram o espetáculo “Sgroft, Herética ou Ninguém”, a partir de um texto, escrito por Canela, protagonizado e produzido por Suzana Markus, de modo a recuperar um pouco daquele bom sentimento de desamparo proporcionado pelo teatro.

A peça foi indicada a cinco categorias do prêmio SATED de teatro, recebendo o título de melhor cenografia. Isso motivou Canela e Suzana a investir, novamente, no teatro e, quando da montagem da equipe do novo espetáculo, “Subo para esquecer o que de baixo já não consigo ver”, decidiram ampliar as possibilidades da Carabina, com ampla experiência em produções culturais e projetos audiovisuais, fez vibrar uma produtora cultural que, além de realizar projetos próprios, propõe-se a executar trabalhos que aliem qualidade, inovação e sustentabilidade, por meio de planejamentos eficazes e diferenciados.

Ficha Técnica

Criação e Direção: Carlos Canela

Direção de Produção: Suzana Markus

Assistência de Direção e Preparação Corporal: Fábio Furtado

Direção de Arte e Figurinos: Ricca

Técnica: Tainá Rosa

Técnico de vídeo: Diego Lara

Trilha Sonora original: Sérgio Pererê

Produção Executiva: Karú Torres

Assistência de Produção: Fábio Schmidt

Produtores de Cena: Ana Cecília, Graziella Duarte e Thiago Jole

Elenco: Alessandra Carneiro, Diego Santos, Fábio Schmidt, Fernanda Flores, Frederico Alves, Pablo Barcelos, Ricardo Righi e Suzana Markus.

Serviço:

Espetáculo “Subo para esquecer o que de baixo já não consigo ver”- Carabina Cultural

Duração: 70 minutos

Classificação: Livre

Concentração do espetáculo: 19h30 | Início do espetáculo: 20h00

Gratuito

05 e 06 de março de 2016 - Barragem Santa Lúcia - Santa Lúcia

O cortejo percorre parte da Av. Artur Bernardes, próximo à Casa do Beco.


Bate-papo com a Carabina Cultural sobre a utilização de meios audiovisuais e novas tecnologias no teatro

05 de março

Horário: 14 hrs

Local: Casa do Beco - Av. Artur Bernardes, 3856/ Barragem Santa Lúcia

Entrada Franca

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