Brasil, 25 de Setembro de 2016
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TOKIO MARINE SEGURADORA

Independência, Autonomia E Um Apoio Amigo

Cão-guia chega aos 11 anos de vida e está às vésperas ser aposentado, seu dono viaja aos EUA para treinar com novo amigo e recomeçar com um "anjo de quatro patas"

Marcelo Panico, que viaja para os EUA no final de setembro, e Harley, o cão guia que será aposentado

O advogado e administrador de empresas Marcelo Panico, 46 anos, é um exemplo de pessoa com deficiência visual que batalha diariamente por independência e autonomia. Há 13 anos, as veias da retina de Marcelo se romperam e ele perdeu a visão repentinamente devido a uma doença chamada "xintoma elástico neovascular", semelhante a estrias muito comuns na pele e que se manifestam na retina e são diagnosticadas apenas quando já foram ativadas, embora estejam presentes na carga genética. Neste momento, segundo Marcelo, sua vida deu uma reviravolta, tanto que ele passou por um tempo em um luto pessoal, sem saber o que faria na sua vida pessoal e também profissional.

"Percebi que poderia retomar minha vida com auxílio de vários profissionais. Ia diariamente a seções com psicólogo e, a partir da ajuda desse profissional, muita paciência da minha esposa e a minha perseverança, conheci a Fundação Dorina que transformou a maneira de como eu 'enxergava' as coisas", explica Marcelo. "Fiz treinamento com recursos óticos, aulas de informática, tive atendimentos com terapeuta ocupacional sobre como retomar atividades do dia a dia como reaprender a me vestir, a fazer a barba, cozinhar, lavar, passar, além de aulas orientação e mobilidade para saber a lidar com a bengala. Tive que reaprender a fazer o que sabia de outra forma e hoje convivo bem com os recursos tecnológicos que auxiliam o meu cotidiano, foram técnicas importantíssimas que me propiciaram uma retomada na vida, inclusive na volta ao mercado de trabalho".

"O processo de reabilitação acontece quando a pessoa perde a visão no decorrer da vida. E há diferentes formas de retomar as atividades - para cada pessoa há uma forma, um tempo e serviços direcionados e personalizados", complementa Ika Fleury, presidente do Conselho de curadores da Fundação Dorina.

Após receber técnicas de mobilidade, se sentir seguro, autônomo e independente em sua mobilidade, Marcelo conheceu o instituto IRIS, que trabalha para apoiar e dar assessoria a pessoas cegas que desejam ter um cão-guia. Vale reforçar que para ter um cão-guia, os interessados passam por várias avaliações, tanto psicológicas, sociais e também de mobilidade. "A pessoa cega que não é reabilitada, não aprendeu a se locomover com a bengala longa, não estará apta a guiar um cão-guia. Afinal, o animal acompanha a pessoa seguindo comandos e também deve se sentir seguro com seu condutor", explica Marcelo, que foi presidente voluntário do IRIS de 2012 a fevereiro deste ano.

Em 2005, Marcelo se inscreveu e aguardou por dois anos por Harley, um labrador preto, que foi o grande companheiro de Marcelo por 9 anos. Porém, ao completar 11 anos de vida e passar por avaliação médica, chegou ao momento da aposentadoria de Harley. Em outubro Marcelo viaja para os Estados Unidos para treinar com um novo cão-guia, um novo "anjo de quatro patas".

"O Harley se tornou uma extensão do meu corpo e o considero muito mais do que um cão-guia. Ele é meu melhor amigo, meu confidente, meus olhos e o ser que me trouxe uma grande melhoria na qualidade de vida. Além de o Harley me propiciar uma maior liberdade, locomoção, segurança e independência, ele me devolveu a inclusão", conta Marcelo. "Nós formamos uma dupla por 9 anos e confesso que eu sabia que esse momento um dia iria chegar, mas esperava que fosse mais fácil aceitar. Sei que está chegando a hora de ele descansar do trabalho e então, continuarei a dar-lhe todo o suporte necessário para que a transição seja a mais tranquila possível".

Sobre a expectativa com o novo cão-guia, Marcelo diz: "Espero que fisicamente o novo cão guia seja diferente do Harley, até para não ocorrer comparações, mas espero que ele tenha as mesmas virtudes: equilíbrio para decidir, educação para se comportar nos lugares, como um Lorde Inglês e muita disposição e alegria para brincar nos momentos de sua folga. Porém, espero principalmente a mesma dedicação do meu velho companheiro e sei que isso somente acontecerá após a nossa convivência".

Os cães-guias que se aposentam permanecem com seus donos como animais de estimação e é necessário que a família acolha os dois animais, por isso é feita uma avaliação e um acompanhamento caso a pessoa com deficiência visual vá lidar com um novo cão-guia.

Direitos das pessoas com deficiência

Com as Paralimpíadas Rio 2016, a questão da deficiência ficou mais evidente, mas há muito que fazer em relação à acessibilidade e inclusão destas pessoas. Os para-atletas representam mais de 45,6 milhões de brasileiros com deficiência segundo o Censo de 2010. E, deste número, 6,5 milhões são pessoas cegas ou com baixa visão.

Em outro âmbito, há também a Lei Brasileira da Inclusão - LBI que entrou em vigor no começo deste ano e levanta importantes questões no que diz respeito a direitos das pessoas com deficiência nas áreas de educação, cultura, esporte, moradia, saúde, cidadania, transporte e mobilidade urbana. É importante ressaltar que as pessoas com deficiência têm direito a programas de habilitação ou reabilitação, educação inclusiva, materiais adaptados como livros em braille, áudio ou digitais acessíveis, que, no caso, atendem ao público cego ou com baixa visão.

"As pessoas com deficiência são cidadãs, exercem seus direitos, trabalham, consomem e devem ser vistas e respeitadas como pessoas acima de suas deficiências. Para que possam ter uma vida plena e completa, essas pessoas buscam autonomia e independência em sua locomoção, atividades do dia a dia, no ambiente educacional e profissional, inclusão digital, entre outros", explica Ika Fleury, presidente do Conselho da Fundação Dorina Nowill para Cegos. A instituição trabalha há 70 anos para que cada vez mais as pessoas cegas ou com baixa visão possam retomar suas atividades e serem autônomas, independentes, reconhecidas e respeitadas em qualquer âmbito social.

Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos

A Fundação Dorina Nowill para Cegos trabalha há 70 anos para que crianças, jovens e adultos cegos e com baixa visão sejam incluídos em diferentes cenários sociais. A instituição oferece, gratuitamente, serviços gratuitos e especializados de orientação e mobilidade (uso da bengala), educação especial (reforço escolar e braille), clínica de visão subnormal e programas de inclusão profissional. A Fundação Dorina é referência na distribuição de materiais nos formatos acessíveis braille, áudio, impressão em fonte ampliada e digital acessível Daisy, que são enviados para mais de 2800 mil escolas, bibliotecas e organizações em todo o Brasil. www.fundacaodorina.org.br | www.facebook.com/fundacaodorina

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