Brasil, 25 de Setembro de 2016
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Ecoturismo como fator de desenvolvimento para as cidades do Congo e Monteiro, no Cariri Paraibano

Ecoturismo como fator de desenvolvimento para as cidades do Congo e Monteiro, no Cariri Paraibano

O que motivaria um turista a sair da capital João Pessoa e percorrer centenas de quilômetros pelas BR 230 e depois a PB 214 e visitar a região do Cariri paraibano, uma extensa área de terras secas, vegetação esbranquiçada e sobreposta por pedras gigantescas, lajedos imensos e um sol causticante? A resposta: as riquezas cultural e histórica da região, a farta gastronomia, a diversidade do meio ambiente e a hospitalidade do povo caririzeiro. Com esses ingredientes um grupo de empresários das cidades do Congo e região (Monteiro e Sumé) fundou a Cooperativa de Turismo e Lazer Paraíso da Serra (Cooparaiso). O resultado é um produto turístico voltado ao Ecoturismo: a Rota Cariri Cultural – “Entre pedras e veredas”.

A experiência tem início na Pousada Paraíso da Serra, construção localizada a poucos quilômetros da cidade do Congo e construída estratégicamente no topo de uma montanha. O ambiente é acolhedor, bem arejado e integrado à Natureza. São oferecidos três roteiros: Serra da Engabelada; Santa Catarina e Pedra do Peru. A orientação é sair da pousada logo no início da manhã, quando o sol ainda não é tão intenso. Um dos guias é Allison Pereira, um dos fundadores da Cooparaíso e proprietário da pousada.

Os três roteiros têm em comum as trilhas por entre a Caatinga, a visita a comunidades rurais que mantêm intactos costumes seculares como a música e dança. O que chama a atenção dos visitantes é que todas as trilhas são sinalizadas, afastando uma sensação de estar ‘sem rumo’, sem norte. É bom lembrar que a região do Cariri paraibano foi povoada pelos índios que dão nome aquelas terras, os Cariris e os Xukurus. Allison Pereira vai contando a história dos ancestrais de muitos dos moradores da região. Enquanto a comitiva segue o roteiro, a Serra da Engabelada parece acompanhar de longe os turistas.

“O nome da serra tem origem indígena. Quer dizer que em qualquer ângulo que você mirá-la, vai ver vê-la numa posição diferente. Por isso, engabelada, que engana. Os índios cariris deixaram muitos rastros por essas terras”, garante. Um desses registros está impresso na ‘Pedra do Letreiro”. São inscrições rupestres, rudimentares. A imagem que mais se destaca é um sol estilizado. “Essas pinturas são estudadas desde o século dezoito por religiosos franceses e nossa maior luta é mantê-las intactas e disponíveis para os visitantes”, explicou o guia.

Ossos, Coco de Roda e hospitalidade – Essa etapa do primeiro roteiro termina na hora do almoço. Mas, dá tempo de conhecer a Comunidade do Algodão. Nesse pequeno povoado as mulheres apresentam um Coco de Roda do período dos Quilombolas. É uma experiência única: as mulheres cantam e dançam. Dona Nildinha é uma dessas mulheres. Ela diz que aprendeu a dançar com a bisavó, ex-escrava, e que está encontrando dificuldades em manter a tradição. “A juventude não quer saber de aprender as melodias, a letras. Sentem vergonha. A garotada gosta mesmo é de funk”, diz.

Na hora do almoço, Allison apresenta a Fazenda São Joãozinho, que na realidade é um ponto de Apoio. As dependências da fazenda foram reformadas e se o turista desejar, pode até pernoitar no local. A atração é dona Branca. Moradora do local, ela é falante, alegre e ótima cozinheira. À mesa farta, dona Branca conta histórias, causos e até do rio que passa por dentro da fazenda. “Com a seca prolongada têm se a impressão que o rio não existe, mas basta dar um chovida que as águas voltam com uma intensidade”, revela.

Na sequência do roteiro o guia apresenta a Pedra do Caboclo. Na verdade é uma sobreposição de rochas enormes que foram uma pequena caverna. No local é possível encontrar pedaços de ossos. Segundo Allison Pereira o local é um antigo cemitério indígena.

Monteiro, Pedras e Zabé da Loca - Os dois outros roteiros idealizados pela Cooparaíso estão na região da cidade de Monteiro. Novamente, o ecoturista vai conhecer trilhas únicas, conversar e ver de perto personagens contadores de histórias da região, além de degustar os pratos típicos do Cariri. Esses são os principais ingredientes da Rota Cariri Cultural .

Na Comunidade do Assentamento Santa Catarina o destaque é a Pedra da Lua. É uma pedra enorme em forma de concha, que também possui inscrições rupestres. O que chama mesmo a atenção dos visitantes são as perfurações ovais, perfeitas. “ É um enigma”, define Allison. Saindo da comunidade, o roteiro prevê uma visita ao Memorial de Zabé da Loca. O complexo inclui um restaurante, o memorial que guarda pertences pessoais de Zabé e uma visita ao local onde ela viveu por várias décadas com os filhos pequenos. O local está preservado e chama a atenção dos visitantes.

As visitações no Assentamento prevêem uma caminhada de 20 minutos até a Pedra dos Índios. Mesmo com a subida bastante íngreme, vale o sacrifício. O visual é único! Dá para ver um por do sol inesquecível e místico.

Pedra do Peru – De acordo com os guias do Rota Cariri Cultural, a pedra fica localizada a 8 km da cidade de Monteiro e o local é conhecido pelos praticantes de rapel, escalada e trilhas ecológicas. O local vem recebendo turistas interessados em praticar esportes e aqueles que buscam o contato intenso com a natureza

 

 

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