Brasil, 29 de Setembro de 2016
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TOKIO MARINE SEGURADORA

Consequências do uso de agrotóxicos próximo aos parreirais mobilizam setor vitivinícola

Seminário apontou necessidade de frear impacto de herbicida 2,4-D em lavouras próximas às videiras

A proposição de seis medidas para estancar as consequências do uso de agrotóxicos em culturas próximas às videiras foi o resultado do Seminário Os reflexos do uso de herbicidas das culturas extensivas na fruticultura. Entre as deliberações estão a necessidade de intensificar a fiscalização, a organização dos produtores e entidades para pressionar as entidades governamentais, a proposição de leis municipais que restrinjam o uso de herbicidas que afetem outras culturas e a tentativa de levar a discussão para a opinião pública por meio da mídia. O evento ocorreu na última quinta-feira (4), no município de Silveira Martins, região Central do RS.

Viticultores, pesquisadores e técnicos debateram os itens baseados na constatação do problema do uso do herbicida 2,4-D para a viticultura. Entre os pontos apresentados, está a perda de produtividade e a morte de videiras nas propriedades próximas às lavouras de outras culturas, em especial de soja.

"Está deflagrado um movimento envolvendo entidades do setor vitivinícola no sentido de buscarmos uma solução para este problema", adianta o diretor executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do RS (Fecovinho), Helio Marchioro. Para o dirigente, é necessário repensar o modelo de pesquisa atual, financiado por empresas fabricantes de agrotóxicos, e fortalecer um modelo que leve em conta, principalmente, a continuidade da produção da uva e dos derivados, a saúde do viticultor e da população, além de garantir a qualidade dos produtos. "Precisamos de leis federais que controlem de forma mais efetiva a venda e o uso de agrotóxicos, que seja mais rígida com produtos químicos que, comprovadamente, são nocivos à produção agrícola e que estão dizimando outras culturas", reiterou.

O diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, concorda que é preciso discutir o problema e buscar soluções junto aos órgãos competentes. "Não se trata de disputa entre os diferentes modelos de produção, mas a busca por soluções concertadas em que todos possam desenvolver o seu trabalho de uma forma que não prejudique a atividade do outro", explica. Paviani acredita que os viticultores também podem rever práticas no manejo que visem a diminuição no uso de agrotóxicos e, consequentemente, na redução do risco de elaboração de produtos com resíduos.

A programação do Seminário incluiu a contextualização do problema, com base nos levantamentos feitos no âmbito do projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), da Fecovinho e Ibravin, os aspectos técnicos da utilização do 2,4-D nas lavouras, apresentados pelo pesquisador da Embrapa Trigo, Leandro Vargas e itens da legislação aplicada quanto à utilização de herbicidas nas lavouras, expostos pelo chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários/Departamento de Defesa Agropecuária/Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (SEAPI/RS), Rafael Friedrich Lima.

O seminário foi promovido pelo Ibravin e Fecovinho, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Agricultura (MAPA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), das secretarias da Agricultura, Pecuária e Irrigação do RS (Seapi/RS) e de Desenvolvimento Rural (SDR/RS), Emater/RS e da Câmara Setorial da Uva e do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul.

Os seis encaminhamentos do seminário

1. Formar um grupo de discussão técnica e institucional para dimensionar o problema e aprofundar a busca por soluções;

2. Pedido para que produtores acionem as autoridades logo após a constatação do dano às parreiras para que seja intensificada a fiscalização por meio de coleta e análise do material;

3. Organização dos produtores e entidades associativas para pressionar os órgãos competentes quanto às soluções;

4. Propor às câmaras de vereadores a criação de leis municipais que restrinjam o uso de herbicidas nocivos à fruticultura e, de forma mais específica, à viticultura;

5. Avaliar a possibilidade do uso de instrumentos de mobilização da sociedade, entre eles a articulação de ação civil pública;

6. Ampliar o debate junto à sociedade por meio da mídia.

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